Dois mundos?


Semana passada, publiquei um post no trabalho que fala da diferença de estágios da sustentabilidade entre o nascimento do Augusto e do Vicente. Vou reproduzir aqui:

“Nessa semana nasceu meu segundo filho, o Vicente. Ele é irmão de Augusto, que já está com 4 anos e alguns meses. Há pouco mais do que isso estou trabalhando aqui no Banco Real e há pouco menos na diretoria de Desenvolvimento Sustentável. Logo que o Augusto nasceu, lembro de ter trocado uma mensagem com Malu Pinto, nossa diretora. Eu disse para ela que o Augusto teria uma educação 3Ps (em referência ao termo em inglês triple bottom line, people, planet and profit – pessoas, planeta e lucro, em português). Malu gostou bastante e naquele momento, essa mensagem chamava a atenção. Agora, acho que seria uma grande obviedade escrever isso para os colegas que trabalham na área. O tema está de tal maneira incorporado em nosso dia-a-dia que quase já virou lugar-comum. Obviamente ainda temos um longo caminho pela frente, mas uma breve recapitulação de quatro anos é bastante interessante e animadora.

Olhando pela ótica do Banco, conseguimos ter uma idéia do que aconteceu. Nos anos de 2005 e 2006 fizemos um trabalho de formiguinha, tentando convencer colegas do Banco que valia a pena incorporar a sustentabilidade no dia-a-dia. Conseguimos o empenho de muita gente, mas ainda pouco perto do que poderíamos. Em 2007 que tivemos a grande virada, quando de repente todos começaram a se preocupar com o aumento dos furacões e com as mudanças no clima. O lançamento do Relatório do IPCC formado por cientistas da ONU, colocou o tema na pauta de maneira avassaladora. Nosso trabalho de sustentabilidade ficou bem mais fácil a partir daí. Rompemos uma barreira, a da desinformação. A partir daquele momento, não precisaríamos mais explicar que enfrentávamos um problema de escassez de recursos naturais, de aquecimento global, etc. As pessoas se sensibilizavam mais facilmente com a proliferação de notícias sobre o assunto na televisão, jornais e revistas e em uma infinidade de blogs e outros veículos.

O que estamos vendo nesse ano é a discussão cada vez mais acirrada sobre como promover o desenvolvimento da Amazônia sem destruir a floresta, sobre a insustentabilidade do trânsito pesado de veículos, sobre a busca de alternativas globais de redução de emissão de gases de efeito estufa, entre outros assuntos… Além disso, economistas começaram a perceber que a natureza é finita e que é preciso encontrar um equilíbrio entre a utilização dos recursos naturais e o crescimento econômico. Não precisamos mais ‘caçar’ notícias de jornal para falar sobre sustentabilidade para colocar em apresentações. Pelo contrário, há até editoriais de grandes veículos arranhando o tema.

Ou seja, se fala cada vez mais em mudar os modelos de crescimento que conhecemos há séculos. Nesses quatro anos, também chegamos à conclusão de que temos cada vez menos tempo para fazer as mudanças que precisamos. Mas também que já rompemos a inércia. O físico Albert Einstein dizia que não vamos resolver os problemas com a mesma mentalidade que os criamos. Sendo bastante otimista e olhando para os últimos quatro anos, arrisco a dizer que estamos mudando nossa mentalidade. E que o Vicente e seu irmão Augusto ainda têm boas chances de viver em um mundo melhor (dia desses, voltando da escola, Augusto passou por uma calçada onde uma mulher varria o chão com água e falou: “Que coisa… Ela está jogando água fora”. Animador, definitivamente).”

Original em: http://sustentabilidade.bancoreal.com.br/blog/post.aspx?ID=14 

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