Arquivo do mês: setembro 2008

Laxante

Incrível, mas em 60% das vezes que eu pego o Vicente no colo, ele manda um cocozão! Quando ele precisa se aliviar, é só me chamar!

Já não sei se eu virei laxante ou se é o jeito dele dizer: “Não é mamãe!”, como aquele dinossauro chato que passava no programa chato na Globo.  

Freud explica?

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Uma do Gutão:

Final de semana passado, durante a manhã, Augusto fala:

– Papai, quero bala.

– Agora, não, ainda é de manhã.

– Ah, só uma.

– Não.

– Ah, pai, vai. Só uma. Só uma.

– Não e não tem mais conversa, não tem bala de manhã (como se fosse sempre não a resposta!).

Silêncio.

– Pai, vamos continuar discutindo para ver quem ganha!

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Tecnologia é isso

Tirada, hoje, a caminho do hospital, para investigar a febre e tosse do Augusto (deu sinusite na cabeça… E antibiótico para curar). Gutão se comportou como um moleque de 10 anos. Não reclamou em nenhum momento do périplo pelo consultório, recepção, raio-X etc. Tanto se comportou, que ganhou até um Listerine na farmácia! É que ele pediu aquela coisinha para fazer bochecho. O que ele disse:

– Pai, vou construir um carro voador. E quando ele estiver no ar e você quiser parar, é só frear!

– Sério, filho? Mas como o carro vai parar no ar?!

– Ué! Você frea e aí abre um pára-quedas para ele cair devagar.

– Caramba, que legal!

– É isso que é tecnologia, né, pai?

– !!!

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Chega de profetas do apocalipse!

Recentemente estive com um colega em uma reunião com várias pessoas envolvidas e líderes no tema sustentabilidade. Saímos de lá um pouco desanimados com o que ouvimos de algumas pessoas. O desafio que estamos enfrentando com o aquecimento global é imenso, sabemos muito bem. Estamos atrasados, eu sei. Disse uma das pessoas na reunião: “Nicholas Stern, o economista que previu que se o mundo investisse 1% do PIB mundial para desenvolver tecnologias para diminuir o avanço do aquecimento global teríamos 10 anos para enfrentar o problema, acaba de dizer que foi muito otimista na previsão e que não temos mais esse tempo”. Mais: se não reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa teremos muitos problemas sociais e ambientais, ok… Todos sabemos disso. Mas nessa reunião, que se propõe a ser um fórum para levantar soluções, possibilidades de ação, as pessoas ficaram martelando dados negativos, sem apresentar soluções.

Acho que já passou o momento de ficar dizendo que o mundo vai acabar. Para o bem e para o mal, a população já sabe disso por meio de matérias na televisão, nos jornais, internet etc. Não quero bancar o ingênuo aqui, mas não seria o momento de focar a discussão nas soluções, nas possibilidades que temos para enfrentar o problema? Pouco importa se as pessoas estão pagando 5 mil reais em lojas de luxo por sacolas de pano de grife, desde que elas estejam conscientes da necessidade de mudar. Não tem outro jeito: é cada um fazendo a sua parte e buscando solução. Chega de profetas do apocalipse! Está na hora de começarmos a dar um basta em quem prega o imobilismo e valorizar quem está fazendo coisas interessantes. Acabei de descobrir o blog oguiaverde.com que se propõe a ser um guia de ‘lugares verdes’ ou ‘sustentáveis’ como queiram. É bem melhor do que ficar escrevendo artigo no jornal dizendo que o mundo vai acabar…

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Tricolur!

Quem me conhece um pouco sabe que não troco duas horas do final de semana quando o Grêmio joga por quase nada. Essa coisa de torcer para um time é um pouco inexplicável. O que justifica o fato de eu pagar R$ 38 por mês para ser sócio de um clube que joga há mais de 1 000 quilômetros daqui? Pior ainda, fazer de tudo para o filho ser gremista também… (Não venham os colorados dizer que é loucura mesmo torcer para o Grêmio porque eu tenho dezenas de argumentos para rebater…)

Em breve vou postar aqui o artigo de “Como fazer seu filho torcer para o seu time mesmo vivendo em outra cidade”. Pois o Gutão virou tão gremista que dia desses perguntou para o meu pai:

– Vovô, qual o time do tio Bru? O vô respondeu: Grêmio.

– E qual o time da vovó? Grêmio… respondeu o vovô.

– E você, vovô, porque não se junta ao Grêmio?

Acho que essa perguntou acabou com todas as esperanças de meu pai ao menos ter um neto simpatizante do Inter! E muito menos ainda ao ouvir Gutão cantar: “Tricolur, tricolur, tricolur!”, de um jeito todo peculiar em referência ao uniforme tricolor azul, preto e branco do Grêmio.

PS: Uma coisa legal em São Paulo é responder para qual time eu torço. Quando respondo Grêmio, os paulistas sempre perguntam: “E aqui em São Paulo, para qual time você torce?”. Juro que no início eu não entendia essa pergunta, mas acredito que ela vem da mesma fonte que faz muita gente aqui dizer: “Vamos combinar de você ir lá em casa” ou “Vamos combinar de almoçar” e nunca concretizarem o convite. É a tal da cordialidade do Sergio Buarque de Holanda, levada ao extremo. Por isso, o pessoal espera que eu diga que torço para um time de São Paulo. Sinceramente, não consigo. E desconfio de gremistas e colorados que vêm para cá e escolhem outro time para torcer.

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Escrever é preciso

Fui acometido de uma sanha escrevedora nessas ‘férias’ ou nos dias em que fiquei em casa pós-nascimento do Vicente. Fazia tempo que eu não escrevia tanto. No meu dia a dia, costumo escrever muitas linhas, mas, com honrosas exceções, escrevo e leia tantas coisas quase iguais que acabo achando que estou sempre a escrever a mesma coisa. A repetição (ou coerência) é  importante para passar a mensagem que precisa, mas uma hora cansa!

A boa notícia é que há outras coisas sobre as quais escrever! Por exemplo, sobre o nascimento do Vicente, sobre as travessuras do Augusto, sobre livros etc. Um dos chefes que tive lembrou que mais importante era ficar escrevendo para não enferrujar… Sobre isso, achei um trecho genial num livro maravilhoso que ganhei da Juliana. O livro chama Carta a D. – História de um Amor (editora CosacNaify), de André Gorz, filósofo e jornalista austríaco, um dos principais inspiradores de Maio de 68 e autor de um texto que fala que a verdadeira missão humana é tornar o planeta mais acolhedor.

Gorz escreveu uma carta de amor a Dorine, sua companheira de mais de 60 anos e que de tanto se amarem cometeram o mais extremo ato de amor: o suicídio conjunto. É um livro bastante profundo e reflexivo. O trecho que destaquei:

“Você dizia que tinha se unido a alguém que não podia viver sem escrever, e sabia que quem quer ser escritor precisa se isolar, tomar notas a qualquer hora do dia ou da noite; que seu trabalho com a linguagem continua o mesmo depois de largar o lápis, e pode inesperadamente se apossar dele por completo, bem no meio de uma refeição ou de uma conversa. (…) Amar um escritor é amar que ele escreva, dizia você. ‘Então escreva!’  (…) O principal objetivo do escritor não é o que ele escreve. Sua necessidade primeira é escrever. Escrever, isto é, ausentar-se do mundo e de si mesmo para, eventualmente, fazer disso a matéria de elaborações literárias. É apenas num segundo momento que se põe a questão do tema a ser tratado. O tema é a condição necessária, necessariamente contingente da produção de escritos. Não importa qual tema é o melhor, desde que ele permita escrever. Durante seis anos, até 1946, eu mantive um diário. Escrevia para conjurar a angústia. Não importava o quê; eu era um escrevedor. O escrevedor só se tornará um escritor quando a sua necessidade de escrever for sustentada por um tema que permita e exija que essa necessidade se organize num projeto. Somos milhões a passar a vida escrevendo, sem nunca terminar nem publicar nada. Você mesma passou por isso. Você sabia, desde o início, que precisaria proteger meu projeto indefinidamente.”

Sábias palavras de Gorz. Lembro bem de um texto que escrevi sobre a importância do dedo mindinho da mão logo que aprendi a datilografar. Era justamente o caso. Não interessava o assunto (besta, besta), o importante naquele caso foi escrever alguma coisa… até para testar a destreza do mindinho!

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