Pausa para respirar?


Um dos intelectuais em atividade que mais respeito é o Eduardo Gianetti da Fonseca. O cara é genial e recentemente publicou o livro que eu gostaria de ter publicado: “O livro das citações”. O sujeito reuniu nada menos do que 30 anos de excertos de livros, classificou e publicou um livrão. Coloquei na cestinha da Livraria Cultura no final de semana, mas não levei. Fiquei com dois livros de guerra (“O Traidor”, sobre a máfia americana e “No caminho dos soldados”, que mostra a visão de um jornalista sobre a Guerra do Iraque), ambos premiados com o cobiçado prêmio Pulitzer.

Na livraria, encontrei um colega, o Lombardi, que disse: “Parabéns por trazer os filhos para a livraria. É a melhor coisa que podes fazer por eles.” Legal, né? Gutão me acompanhava de um lado para outro e me ajudava a tomar conta do Vico enquanto a mãe deles passeava com a minha mãe pelo shopping. Elas nas sacolas, a gente nos livros. Numa boa. Levei também dois mini-volumes numa edição muito bacana do Cortázar. Quero ver achar tempo para ler tudo isso. Na pilha ainda tenho: “Capital da Solidão”, de Roberto Pompeu de Tolego; “A Trégua”, de Mario Benedetti; “A misteriosa chama da Rainha Loana”, de Umberto Eco; “Rio das Flores”, de Miguel Sousa Tavares (o autor do fenomenal “Equador”); “Band of Brothers”, de Stephen Ambrose; “Krakatoa”, de Simon Winchester; “Um diário Russo”, de John Steinbeck etc.

O problema é arranjar tempo para ler em meio à pilha de revistas. Acabo priorizando jornais e de vez em quando surgem pérolas lá. Uma delas foi na Folha de São Paulo, hoje, na entrevista com o Gianetti. O repórter perguntou se o mundo sai mais pobre e triste da crise financeira. A resposta dele:

“Não acho. A gente se desfaz de muitas ilusões. Havia quase uma embriaguez de enriquecimento sem trabalho. E isso tira muitos talentos para a especulação. Uma coisa é a crise financeira e a outr são as seqüelas no mundo real: desemprego, fome, pobreza. O tamanho das seqüelas dessa crise ainda está em aberto. Nessas horas, ajuda muito pensar no pior cenário. Pode ser que tenhamos uma recessão de dois ou três anos. E daí? Será que o mundo não estava precisando de uma pausa para respirar? Será que não vivemos uma um frenesi de consumo de recursos naturais e não podemos ter uma trégua para repensar um pouco o lugar do econômico na vida humana? Será que faz tanto sentido concentrar tanto da nossa atenção no sucesso financeiro? Será que não está na hora de isso ocupar um segundo plano?”

Vale a reflexão.

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1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Uma resposta para “Pausa para respirar?

  1. Mic

    Rodrigo, tô adorando as dicas de títulos, viu? Eu sempre peço indicações pra Ju quando a prateleira lá de casa esvazia, agora tenho outra “fonte”! eheheh

    bjs

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