Quero sentir o chão!


Hoje aconteceu uma coisa inédita. Cheguei no aeroporto para pegar um avião para o RJ e lembrei que não havia levado nada para ler nos ares! Se tem algo que não esqueço é disso… Por sorte, na sala de embarque havia uma livraria dessas de aeroporto. Comecei a olhar os livro em busca de novidades. Fiquei surpreso com a quantidade de literatura descartável. Não havia nada que prestasse. Ou o que me chamou a atenção eu já havia comprado (e esquecido). Aí, lembrei que um amigo me havia sugerido ler “Dois irmãos”, de Milton Hatoum, do qual ainda não li nada, mas estou curioso para ler a coluna que vai estrear no Estadão. A referência do livro veio em função do papo que tivemos sobre quando o primeiro filho ganha um irmão (Augusto e Vicente). Não consegui encontrar e acabei comprando um de Amós Oz, o mais importante escritor israelense da atualidade (já ouvi várias críticas boas dele e resolvi testar). Ainda comprei uma Época Negócios (revista com uma pauta de vanguarda, sobre a verdadeira nova economia — com foco na sustentabilidade = lucros + cuidados sociais + cuidados ambientais – e não naquela nova economia que as revistas e jornais enchiam o saco falando na época da descoberta da internet. A mesma que explodiu junto com a bolha da internet, quando os especialistas perceberam que a internet nada mais era novo — e excelente — canal de distribuição. Parece simplista, mas em resumo não é isso?)

 

Ainda bati o olho em uma revista Surfer, no especial de fotos do ano. Tenho uma espécie regra pessoal de não comprar revistas de surfe se não estou em um destino de surf. Sou avesso a masoquismo. E sofro muito vendo fotos de altas ondas, altos lugares, quando estou longe de cair na água. Mas não resisto a ler e sonhar por breves minutos… Vida de surfista-em-metrópole-longe-do-mar-com-dois-filhos-pequenos não é fácil!

 

No final das contas, estou aqui escrevendo e não coloquei os olhos no livro… Alguém um dia ainda vai dar uma explicação racional (emocional não precisa, são várias) para essa tara que as pessoas têm de comprar livros… Ontem mesmo cobicei fortemente o livro “Rayuela”, do Julio Cortázar, que estava na mão de uma colega, a Carol. Disse a ela que queria MUITO aquele livro, que não adiantava ser emprestado. Era uma edição superbacana em espanhol. Dessas que só se compram em viagens. Que inveja!!

 

Para acabar, uma tiradinha poética do Augusto na volta da escola com a vovó Lilica. Ao ser perguntado se queria voltar a pé ou de táxi para a casa com minha mãe, saiu-se com essa: “Prefiro voltar a pé porque eu gosto de sentir o chão.” Top 3, sem dúvida!

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