Kayapó e casamento em Porto Alegre


Nesse final de semana que passou fui até Porto Alegre para o casamento do Marcelo, amigo de infância. No sábado, aproveitei para jogar futebol no Kayapó, time de futebol onze de várzea que ajudei a fundar. Uma das coisas que ainda sinto falta dos pagos gaudérios é desse futebol, quase 10 anos depois de sair de lá. Mais do que um time, o Kayapó era uma espécie de terapia semanal. Em São Paulo, consegui trocar por finais de semana de surfe. Mas são atividades complementares, não substituíveis. Menos mal que desde que cheguei em Sampa já comecei a bater bola semanalmente. Ver o Kayapó em ação 15 anos depois de fundado foi muito legal. Bacana de ver funcionando uma ‘instituição’ que começamos há tanto tempo, por pura diversão. Antes do jogo começar, Leandrinho juntou a turma, trocou umas palavras com o time e me ‘apresentou’. Conhecia quatro caras dos 15 que estavam lá. Tinha até moleque de 20 anos. Que tinha 5 quando o time foi formado! É a renovação do Kayapó. O resultado? Ganhamos de 3×2. Joguei 45 minutos e foi como se tivesse jogado 90. Oito anos sem jogar futebol de campo fazem uma diferença! 

Depois do futebol, o casamento. Rever amigos de infância e conversar como se a última vez que tivéssemos conversado fosse ontem é mesmo sensacional. Em um bate-papo filosófico com minha amiga Sha, chegamos à conclusão de que não é fácil manter essa rede de amigos viva. É preciso assiduidade e compromisso. Se marcar um encontro com a turma, é preciso ir. Afinal, só a presença de todos é que faz sentido e mantém a rede viva. Ela estava comentando que tem outra turma do colégio que tenta se manter unida, mas não com a mesma eficiência. Parece simples, mas não é. Pense aí quantas vezes a turma do colégio ou da faculdade marcou encontro e meia dúzia apareceu. Falei com o Gugu sobre isso também. A tese dele: “essa galera toda só se reúne aqui para essa festa porque o nosso passado comum foi muito afudê”. Concordo 100%.

E toda vez é a mesma coisa, relembrando as mesmas histórias. E rindo sem parar. Deveríamos ter mais festas como essas. Só faltou levar a Ju, o Gutão e o Vico, que com 2 meses de idade ainda está muito novinho para viajar longe. Mas festas de casamento não vão faltar para ele!

No domingo, deu tempo de acordar, trocar uma idéia com meus pais (muito bom voltar às origens — valeu, pai e mãe, pelo alto astral de sempre!), almoçar e pegar o avião de volta. Apesar da Gol, que tentou atrapalhar cancelando meu vôo de volta sem avisar nada. Por sorte, ainda deu para entrar no avião seguinte, devidamente munido de chocolates especiais, atendendo à encomenda do Gutão. Só não deu para comprar o o copo do Grêmio que ele pediu. Fica para a próxima!

PS: Porto Alegre continua uma cidade muito agradável. Cheia de árvores, limpa, bem sinalizada, com distâncias reduzidas (o aeroporto fica a apenas 10 minutos do centro da cidade). Já imaginaram São Paulo assim? Uma corrida de táxi que atravessa a cidade custa só 35 reais. Ah, se fosse mais perto de Santa Catarina e de uma praia com boas e constantes ondas…

2 Comentários

Arquivado em Futebol, Viagens

2 Respostas para “Kayapó e casamento em Porto Alegre

  1. renato

    nem fala, charlata… perdi o casamento. fiz o wqs na praia brava, em itajaí, cheguei faz pouco de lá. tenho que ligar pro negão depois.
    bacana o relato, e o passado foi mesmo muito afudê.
    abraços,
    simpson

  2. Bruno

    Com o término da duplicação da 101 Porto Alegre vai ficar mais perto de Santa Catarina. Pelo menos em tempo de deslocamento.

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