Fala, louco!


Essa vai para o meu amigo Teta e para todos que orbitaram em volta do Rivera. Vai em partes. Segue a primeira:

Fala, louco! – parte 1

Cada vez que eu penso em ligar para o meu amigo Luiz Felipe, o Teta, em Porto Alegre, eu logo lembro que preciso de alguns bons minutos para concluir a conversa. Por um simples motivo, o cara fala muito! Longe de ser ruim, um bate-papo com o Teta sempre é divertido e cheio de tiradas engraçadas. Uma das preferidas era: “Vem na minha que tu te dá bem”.

E de fato, várias vezes me dei bem do lado do Teta. Uma das melhores de todas, sem dúvidas, foi o Kayapó, o nosso glorioso time de várzea que muitas vezes fez a alegria (algumas vezes a decepção) da rapaziada. O Kayapó foi uma continuação das peladas do Rivera, QG da turma em Capão da Canoa. Na frente do prédio, tinha um areião brabo onde espetávamos as traves e fazíamos partidas memoráveis em sessões de futebol que duravam até três horas e só eram interrompidas por dois motivos: altas ondas em Capão ou o pôr-do-sol tardio do verão riograndense. O plantel do futebol além de mim: Teta, Marcelinho, Duda, JJ, Paes, Gugu, Cecé Carapa, Renatinho Negão, Leandrinho, Pilotto, Pirica, Bob, Simpson, Wagner, Terek, Dudu Winter, Filipones e outros que provavelmente estou esquecendo. Os coroas também jogavam: Cauby (pai do Pirica), Rogério, Lobato, entre outros, como o narrador Paulo Britto e até jogadores refugo da dupla Grenal. Partidas memoráveis…

Sempre me dei bem no Rivera, também na ‘cola’ da mãe do Teta, a tia Waner. Principalmente nas vezes em que atacávamos os habilmente esculpidos bombons de chocolate com recheios de leite condensado, ameixa ou cereja, para citar os meus três preferidos. Ou então quando devorávamos o mundialmente famoso pudim de queijo que ela fazia, controlado a ferro e fogo pelo guardião Teta, que sempre flexibilizava, atendendo a vontade da turma.

Os bombons e o pudim de queijo quase sempre regavam uma animada conversa adolescente entre às 15h e às 17h, enquanto fazíamos a digestão, esperando o sol baixar para começar as partidas de futebol. O aparelhinho de som Samsung (comprado em Riviera, na fronteira do Brasil com o Uruguai, em Santana do Livramento, terra da família de Teta) tocava a última aquisição nos CDs. Invariavelmente, alguma banda de hard metal (poser, diriam alguns) ou de rock nacional, com farta preferência para as primeiras. Firehouse, Poison, Guns ‘n’ Roses, Twister, Warrant, White Lion e qualquer outra banda do gênero faziam sucesso.

Os finais de semana de inverno no Rivera eram a redenção. Sem nenhum pai ou mãe por perto, a gente dominava a mesa de canastra para jogar War ou Scotland Yard, revezando espaço entre a galeria que dava para o pátio do prédio ou a varanda que permitia checar as condições do mar, que na maioria das vezes estava muito gelado para motivar uma sessão de surfe.

O contraponto da liberdade era… (continua – 2a parte). 

Anúncios

2 Comentários

Arquivado em Amizade, Infância

2 Respostas para “Fala, louco!

  1. Renato

    Continua logo, pô!

  2. Pingback: Fala, louco! - parte 2 « A Ficha Caiu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s