Arquivo do mês: novembro 2008

Ajuda 2.0 para Santa Catarina

Ontem recebi um e-mail de uma prima sobre a situação de Blumenau. Na verdade, ela havia repassado o e-mail de outra pessoa, que contava sobre a tragédia e deseja ao final “dias de MUITO SOL”. Na hora, lembrei do tsunami na Indonésia em 2004, que matou 200 000 pessoas (ou mais) e mobilizou muita gente ao redor do mundo. Naquela época, fiz uma doação por meio da USAID Agency. Como fiquei um tempo pela Indonésia lá em 2000, tempo suficiente para criar uma “conexão emocional’, tive vontade de ajudar. Não conheço ninguém em Blumenau. No máximo meu irmão que mora ali por perto, em Floripa. Mas as notícias e a televisão colocam a tragédia dentro da nossa casa. E isso é bom porque mobiliza.

 

Aí, fui no Google e digitei: “doações conta blumenau”. Caiu nesse site.

 

Entrei no Banco, fiz o depósito de uma quantia em uma das contas abertas especificamente para esse fim. Mais uma coisa legal da internet. Em menos de 5 minutos, consegui fazer algo que anos atrás demoraria horas (ou dias) a depender da disponibilidade de compromissos etc.

 

Isso não faz o desastre menor, mas sem dúvidas ajuda a remediar os problemas.

 

Depois disso, recebi o seguinte texto no e-mail, postado no blog do Hugo Penteado. Esse é o tal conceito de interdependência em ação. É possível que o desmatamento na Amazônia tenha provocado essas chuvas… Vejam que incrível.  

 

 

26 / 11 / 2008 Desmatamento da Amazônia pode aumentar chuva, diz geógrafo

 

O desmatamento da Amazônia tem influência importante em toda a América Latina e a relação desse fato com a catástrofe climática que aconteceu em Santa Catarina deve ser considerada, embora não possa ser culpada isoladamente. Essa é a opinião do geógrafo e professor da USP Wanderley M. da Costa, especialista no assunto e ganhador do prêmio Jabuti 2008 com o livro Dimensões Humanas da Biosfera-Atmosfera da Amazônia.

 

“Alguns fatos já são comprovados cientificamente. Por exemplo, uma grande parte da camada de água da Amazônia está sobre forma gasosa e evaporando no sentido leste para oeste. É claro que esse fato afeta todo o clima do continente. Não podemos responsabilizar, no entanto, esse fato apenas pelo que ocorreu em Santa Catarina, pois o excesso de chuva na região Sul pode ser resultado da combinação desse fator com a alteração de temperatura dos

oceanos”, explica.

 

O professor destaca que a Amazônia tem 5 milhões de km² de florestas tropicais úmidas contínuas, a maior bacia hidrográfica do mundo (20% da água doce), além da mais formidável megabiodiversidade conhecida. Costa comentou o assunto na palestra que deu nesta terça-feira, 25, sobre a Revista Nossa América, do Memorial da América Latina, na livraria Cultura.

(Fonte: Estadão Online)

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A união faz a força?

Tanto para falar. Tão pouco tempo para dizer. A semana está pesada e não está sobrando tempo para escrever aqui. Pouco tempo também para ficar em casa. Mas vai passar até o final de semana que vem.

Acabei de voltar de um embate intelectual. O ‘opositor’ argumentava que a União faz a força é um discurso velhaco, que se traduz em guerra, em ‘destruir’ o outro. Concordo, mas não 100%. Afinal de contas, a internet é um exemplo de união que faz a força. Pierre Lévy foi um dos primeiros a dizer isso, quando explorou o conceito de inteligência coletiva. Então, o que vale é o que se faz com a força. Qual uso se dá para ela. O “União faz a força” pode ter o sentido que se quiser. A união da Al-Qaeda fez a força do terrorismo. A união de pessoas em torno da causa de Gandhi transformou o mundo. Depende do lado da trincheira…

Nessa conversa, descobri uma referência interessante. O filme Global Brain, de Peter Russell. Um audiovisual premiado que falava de interconectividade em 1986, antes mesmo da internet. Coisa de gênio. Segue em inglês: http://video.google.com/videoplay?docid=6983074709191796496

PS: Ainda preciso contar das aventuras do final de semana na praia, com coelhos, morcegos e gambás.

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Lixo seco ou úmido?

Fui colocar algo no lixo agora e vi que estava tudo misturado aqui em casa. Apesar de falar bastante e de conscientizar sobre a separação do lixo, estava difícil de saber o que pode e o que não pode. Vou colar o material anexo na parede para ver se fica mais claro. Afinal, não é trivial essa tarefa.

Segue para quem quiser. Veio do instituto Akatu (Fonte: http://www.akatu.org.br/central/especiais/2008/sera-que-isso-vai-para-a-reciclagem). Adaptei levemente para poder imprimir em duas páginas do word e colar próximo ao lixo.

Materiais que devem ser encaminhados para reciclagem

  • Embalagens de vidro, garrafas, copos e vidro de janela.
  • Cacos de qualquer embalagem de vidro podem ser enviados para reciclagem, mas devem ser protegidos e limpos. “Todo vidro deve estar identificado e ser colocado em caixa de papelão ou embrulhado em jornal, para evitar que alguém se machuque”, ensina Ferreira.
  • Jornais, revistas, folhas de caderno, formulários de computador, caixas de papel e papelão em geral, aparas de papel, fotocópias, envelopes, folhas sulfite usadas (dos dois lados) e cartazes velhos.
  • Latas de folha de flandres (como lata de óleo, salsicha, leite em pó).
  • Latas de alumínio (refrigerante, cerveja)
  • Aço (talheres, armações de óculos)
  • Embalagem marmitex (limpas)
  • Chapas de metal
  • Papel alumínio limpo (sem resíduos orgânicos, como restos de comida)
  • Materiais feitos em PVC rígido (canos, p.ex.)
  • Copos, pratos, potes e embalagens plásticas (como as de detergente, shampoo etc.)
  • Tampas plásticas
  • Sacos (de leite, arroz etc.)
  • Embalagem PET de refrigerante
  • CD  e DVD são considerados plástico misto, e podem ser enviados para reciclagem.
  • Sacolinhas plásticas e o plástico filme, desde que limpos, ainda que “o mercado para esse tipo de material (seja) bem fraco, dificultando o escoamento desse material para a reciclagem”, explica Patrícia.
  • Tubos de pasta de dente, assim como outras embalagens de produtos de higiene e beleza. “Use até o final, o máximo que puder e então envie para reciclagem”, diz Patrícia.
  • Canetas esferográficas, separe a parte de fora, a “capinha”, feita de plástico e envie para reciclagem. A carga deve ser jogada no lixo comum.
  • Pedaços de materiais ou produtos de pequena dimensão (de plástico, papel, etc. ou os de metal, como grampos, pregos, por exemplo), que, como são pequenos devem ser juntados em potes para depois enviá-los para reciclagem – de preferência separando por tipo de material.
  • Quanto às pilhas, a educadora Patrícia aponta que é preciso repensar a legislação, pois mesmo as produzidas de modo oficial no país e que pela lei atual podem ser jogadas no lixo comum, têm pequenas quantidades de metais pesados. Ao longo de muitos anos, essas pequenas quantidades também se acumulam na natureza e podem se transformar em um grande problema ambiental.
  • Uma dica para o consumidor é repensar se realmente precisa utilizar aparelhos a pilhas. Nos casos indispensáveis, deve-se optar por pilhas recarregáveis. É fundamental enviar as pilhas usadas sempre para reciclagem, mesmo que a legislação não obrigue a isso no Brasil. “Nos países da União Européia inclusive as pilhas comuns não podem ser jogadas no lixo comum, mas devem obrigatoriamente ser enviadas para reciclagem”, conta Patrícia.
  • As lâmpadas fluorescentes, da mesma maneira, segundo a legislação brasileira podem ser jogadas no lixo comum, embora contenham mercúrio na forma de vapor, um resíduo perigoso que, no momento em que a lâmpada quebra pode ser liberado para o ar e prejudicar o meio ambiente e a saúde humana. “Muitas empresas e universidades pagam para outras empresas promoverem a descontaminação. Nós , da USP, fazemos isso. Só aqui no campus da USP de São Carlos são encaminhadas para reciclagem  5 mil lâmpadas por ano”, explica Patrícia. O ideal, explica a educadora, seria que os fabricantes de lâmpadas ficassem responsáveis pela sua destinação adequada (descontaminação e reciclagem), já que o descarte desses materiais pode ocasionar contaminação ambiental, assim como acontece com as pilhas. Mas preste atenção, apenas as lâmpadas fluorescentes são recicláveis e não as mais comuns (incandescentes), que não são recicláveis.
  • Fitas cassete e disquetes têm sua parte exterior feita de plástico, que é reciclável. Mas a fita magnética, interna, ao contrário, não é. Se for possível separá-los e encaminhar o exterior para reciclagem, deve-se fazê-lo.

Materiais que não devem ser encaminhados para a reciclagem.

  • Embalagens metalizadas, como as de salgadinho e biscoitos
  • Etiquetas adesivas
  • Fita crepe e fita adesiva
  • Papel higiênico
  • Papéis plastificados (geralmente de embalagens)
  • Papel de fax
  • Guardanapos de papel e lenços de papel sujos (com restos orgânicos, por exemplo, de comida).
  • Fraldas descartáveis
  • Celofane
  • Fotografias
  • Lã ou esponjas de aço
  • Canos velhos
  • Espelhos e vidros planos (como os de automóvel ou box)
  • Porcelana (pratos, travessas, xícaras)
  • Tubos de imagem de TV
  • Lâmpadas comuns (incandescentes)
  • Materiais de cerâmica
  • Cabos de panela.
  • Espuma
  • Esponja de cozinha
  • Isopor: apesar de existir tecnologia para sua reciclagem, na grande maioria das vezes, ela não acontece. O melhor, por isso, é evitar comprar produtos embalados em isopor, assim como em outras embalagens não recicláveis ou de difícil reciclagem.
  • A madeira é um material orgânico, mas que não pode ser reciclado.

Orientações em geral

  • Todo material que esteve em contato com alimentos ou outros produtos orgânicos deve ser lavado e seco antes de ser separado. Com isso não haverá contaminação dos demais materiais, dificultando seu envio para reciclagem. “O material limpo evita o mau cheiro do lixo e não atrai animais, como ratos e baratas, por exemplo”, explica Ferreira. Claro que existe um gasto de água, mas estima-se que este seja ainda maior para fabricar um produto novo. E a limpeza a ser feita é apenas para tirar o material orgânico e não para “deixar o material brilhando”.
  • Usar copos e pratos duráveis ao invés dos descartáveis. Estima-se que se gasta mais água para reciclar ou fabricar um produto descartável do que para lavar um durável. O ideal no caso do copo de água, por exemplo, é optar por um durável e lavá-lo apenas à noite, na sua casa, ou no final do expediente.
  • Para diminuir o volume de lixo doméstico, antes de encaminhar para coleta seletiva, amasse as latas de alumínio e, no caso de garrafas Pet, tire a tampa e “enrole” a garrafa, fechando-a em seguida novamente. E corte embalagens longa vida, dobrando os lados destacados.
  • Na hora de escolher a forma de separar o lixo, seja em uma única lata de lixo  para recicláveis, ou dividindo os diversos materiais recicláveis em diversas latas de lixo, o importante é conhecer antecipadamente o programa de coleta seletiva da sua região. A escolha deve ser aquela que se adeque melhor a este programa e facilite o trabalho de coleta, triagem e envio dos materiais para reciclagem. “Cada consumidor deve analisar como é feita a coleta seletiva em sua região e sabendo para quem vai o material, escolher a melhor forma de separá-lo”, diz Patrícia.
  • Ferreira, da Coopamare, recomenda, como mínimo, que se separe o lixo em pelo menos dois sacos plásticos: um para os restos orgânicos (de preferência da cor preta); e outro para os materiais recicláveis (preferencialmente azul).

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Dia de estréia no Olímpico

Aproveitei um dia de trabalho em Porto Alegre para levar o Augusto para passar o final de semana comigo, com os avós e com o tio. A programação foi intensa e mesmo assim não deu tempo de visitar a todos os amigos. Teve churrasco todo dia (essa é uma parte muito boa!) e visita-churrasco rápida à Cachoeira do Sul, onde moram os familiares. Teve ainda passeio no Museu da PUCRS (sensacional para crianças), visita à prefeitura (Gutão sentou até na mesa do prefeito!), mais churrasco com amigos e o grande programa: jogo do Grêmio!

Foi a estréia do Gutão num estádio. No Olímpico, é claro! Começou na sexta-feira, quando passamos lá rapidamente para pegar os ingressos que minha mãe conseguiu para que toda família pudesse ir (inclusive o avô colorado!). Eu, como gremista e sócio-torcedor assíduo, tinha direito a uma camisa do time, por pagar 24 meses de associação. Dei para meu irmão, que havia acabado de falar que precisava de uma camisa nova. Ainda que a que estivesse usando (da década de 80) já valesse 300 reais no mercado underground de colecionadores. Depois de pegar minha carteirinha nova e dar a antigo para o Augusto (que recebeu como um trófeu), entramos no estádio. Estava vazio e pronto para receber 43 000 torcedores dali a dois dias. Gutão correu e pulou, boquiaberto de conhecer o Olímpico. Tão ou mais do que o pai, é verdade, que realizava ali um sonho.

No Domingo, dia de jogo, passamos no aniversário do Luiz Felipe, filho da Vanda, que trabalhou anos em nossa casa. Foi uma espécie de irmã mais nova para mim e meu irmão. Faz parte da família. De lá, fomos para o jogo. Na chegada, aquela sensação indescritível de navegar em um mar azul de torcedores gremistas. Todos com o sorriso no rosto, confiantes na vitória. Gutão foi da garagem onde deixamos o carro até o portão do estádio na garupa do Tio Bru. Assistindo de cima a tudo aquilo. Lá dentro, pura festa da torcida.

Principalmente no momento em que o Tcheco fez o primeiro gol, ainda no primeiro tempo. Gutão pulou, comemorou e cantou músicas da Geral do Grêmio, a torcida que está reinventando o jeito de torcer no Brasil, com seguidores país afora. A cada música que ele conhecia, cantava olhando para mim, pedindo confirmação com o olhar. Nem precisava. Já havia treinado tantas vezes em casa que foi fácil, fácil cantar.

No segundo tempo, mais um gol do Grêmio e muita festa na arquibancada. Tudo supervisionado por meu amigo César, o gremista mais doente que conheço, que fez questão de ser o padrinho da estréia do Gutão. Valeu, Cecé! O Marcelo, companheiro de jogos na cadeira locada do Grêmio durante toda a infância, estava lá também. Não podia ter estréia melhor… Final: Grêmio 2×1 Coritiba.

Fomos para casa felizes da vida, tentar dormir o quanto antes para pegar o avião às 7h da manhã no dia seguinte. Na chegada ao aeroporto, a notícia que o vôo estava atrasado 1h. Fomos para o portão indicado e estava errado. Quando Gutão estava se aninhando para dormir no meu colo, tivemos que trocar de lugar. E eis que a caminho do outro portão, cruzamos com… Tcheco. Pausa para explicar. Desde pequeno,  no processo de ensinar ao Gutão porque ele deveria torcer para o Grêmio, ele sempre ouviu que o Tcheco era o camisa 10 do Grêmio, o craque etc. Sempre que jogamos futebol ele é o Tcheco. Pois ontem, o primeiro gol foi dele e hoje damos de cara com o sujeito no aeroporto.

Não tive dúvidas e pedi para tirar uma foto. Gutão estava emburrado, dizendo que queria a mãe e choramingando. Tcheco mostrou que além de craque, é gente boa. Pegou o guri e perguntou porque ele estava chorando. Trocou uma idéia e saiu a foto abaixo. Da cara de sono e emburrada não deu para fugir!

Gutão e Tcheco

Ainda falei para ele: “Gutão, diz para o Tcheco que o Grêmio vai passar o São Paulo e vai ser campeão!”. A depender da sorte do Augusto, já temos um novo tricampeão brasileiro em 2008!

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Domingo de futebol

Ontem peguei o boné, o óculos de sol, passei um Sundown, coloquei um tênis velho no pé, uma bermuda larga e uma camiseta cinza e fui camuflado ao Palestra Itália assistir Grêmio x Palmeiras.

Na chegada, um pouco de apreensão com os palmeirenses rodando a entrada da torcida do Grêmio. Nada demais.

A bola já estava rolando quando entrei. Um gramado para lá de verde. O estádio cheio de vaga-lumes no sol. A camisa nova do Palmeiras é um verde-fosforescente de gosto duvidoso. Quase da cor da camisa do juiz, que foi obrigado a vestir uma camisa cor-de-romã.

No primeiro tempo, um susto com a bola na trave na cabeçada do Alex Mineiro. Depois, boa jogada do Tcheco, que lançou Reinaldo, que passou para Marcel. De frente para o gol… para fora. Burro! Teve ainda um chute do Souza e outro do Reinaldo. E poucas jogadas do Palmeiras. O Grêmio estava com sorte. As bolas divididas estavam sobrando para nós.

No meio da torcida, um gringo e uma gringa. Ele do Canadá, ela da Sérvia-Montenegro. Ambos em roupas estranhas para o estádio. Ele vestia óculos de grife e camisa agarradinha combinando com jeans surrado. Ela vestia um óculos moscão, um chapéu meio-panamá estiloso. Cairia bem no Jóquei. Tiraram várias fotos com a bandeira do Grêmio e tenho certeza que saíram gremistas.

Ao meu lado, um pai e um filho gaúchos que vieram para o Salão do Automóvel e aproveitaram para ver o Grêmio.  Uma paixão que não se explica.

Segundo tempo. O Grêmio continua melhor. A zaga reserva, com jogador de 18 anos estreando, é perfeita. Denílson, o jogador-enganação, é substituído. Diego Souza, que jogou muito no Grêmo em 2008, se lesionou e por sorte não jogou ontem. 27 do segundo. A falta é cobrada para Tcheco. Ele dá dois passos e joga a bola na área. Ninguém toca. Ela quica, e morre no fundo do gol de Marcos. Goooooooooooooooooooooool!!! Dois caras que nunca vi antes me abraçam. Só mesmo em estádio de futebol.

Alguns sustos nos minutos finais, mas nada demais. A torcida vaga-lume se cala. A tricolor vibra como nunca.

Fim de jogo. O time do Grêmio vem correndo para agradecer a torcida, renovando a febre tricolor. É o que explica a vontade de gritar pelo time por 90 minutos.

Na saída, passo firme, sem olhar para o lado. Afinal, melhor não ser reconhecido como adversário em dia de derrota em casa… Tudo tranqüilo.

Agora, só dois pontos de distância do São Paulo. Domingo que vem tem mais.

Na volta, em casa, Gutão fica feliz da vida com o resultado. E pergunta: O Inter teve azar hoje, papai? Não, mas quem se importa com isso hoje? 

Que domingo!

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Lista de tarefas

Pega a chupeta do Vico?

Arruma o berço que quebrou?

Dá o remédio para o Gutão?

Pega água para mim?

Já ligou lá não sei onde para ver o Insulfilme?

Essa síndica é uma louca, que pinta a porta do elevador com uma tinta que me dá dor-de-cabeça.  Briga com ela?

E segue a lista…

Cansa essa vida de ser marido e pai! Por isso que tem gente que fala na 2a feira que está tirando férias de casa, que vai poder descansar. A esses eu digo o seguinte: vocês é que não sabem aproveitar!

Ou preferem responder e-mails a trocar fralda e assistir o Ben 10 na televisão enquanto a mamãe descansa da última mamada? E-mails, tô fora!

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Novo capitalismo?

Quando o Saramago escreve isso no blog dele, há que se ter atenção!

http://caderno.josesaramago.org/2008/10/28/novo-capitalismo/
Para que continue a reflexão, o Manifesto abre por mais um dia o Caderno.
Há uns dias atrás, várias pessoas de diversos países e diferentes posições políticas, subscrevemos o texto que reproduzo abaixo. É uma chamada de atenção, um protesto, a expressão do alarme que sentimos diante da crise e das possíveis saídas que se afiguram. Não podemos ser cúmplices.
“Novo capitalismo?”
Chegou o momento da mudança à escala pública e individual. Chegou o momento da justiça.
A crise financeira aí está de novo destroçando as nossas economias, desferindo duros golpes nas nossas vidas. Na última década, os seus abanões têm sido cada vez mais frequente e dramáticos. Ásia Oriental, Argentina, Turquia, Brasil, Rússia, a hecatombe da Nova Economia, provam que não se trata de acidentes conjunturais fortuitos que acontecem na superfície da vida económica mas que estão inscritos no próprio coração do sistema.
Essas rupturas, que acabaram produzindo uma contracção funesta da vida económica actual, com o argumento do desemprego e da generalização da desigualdade, assinalam a quebra do capitalismo financeiro e significam o definitivo ancilosamento da ordem económica mundial em que vivemos. Há, pois, que transformá-lo radicalmente.
Na entrevista com o presidente Bush, Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, declarou que a presente crise deve conduzir a uma “nova ordem económica mundial”, o que é aceitável, se esta nova ordem se orientar pelos princípios democráticos – que nunca deveriam ter sido abandonados – da justiça, liberdade, igualdade e solidariedade.
As “leis do mercado” conduziram a uma situação caótica que levou a um “resgate” de milhares de milhões de dólares, de tal modo que, como se referiu acertadamente, “se privatizaram os ganhos e se nacionalizaram as perdas”. Encontraram ajuda para os culpados e não para as vítimas. Esta é uma ocasião única para redefinir o sistema económico mundial a favor da justiça social.
Não havia dinheiro para os fundos de combate à SIDA, nem de apoio para a alimentação no mundo… e afinal, num autêntico turbilhão financeiro, acontece que havia fundos para que não se arruinassem aqueles mesmos que, favorecendo excessivamente as bolhas informáticas e imobiliárias, arruinaram o edifício económico mundial da “globalização”.
Por isto é totalmente errado que o Presidente Sarkozy tenha falado sobre a realização de todos estes esforços a cargo dos contribuintes “para um novo capitalismo”!… e que o Presidente Bush, como dele seria de esperar, tenha concordado que deve salvaguardar-se “a liberdade de mercado” (sem que desapareçam os subsídios agrícolas!)…
Não: agora devemos ser resgatados, os cidadãos, favorecendo com rapidez e valentia a transição de uma economia de guerra para uma economia de desenvolvimento global, em que essa vergonha colectiva do investimento de três mil milhões de dólares por dia em armas, ao mesmo tempo que morrem de fome mais de 60 mil pessoas, seja superada. Uma economia de desenvolvimento que elimine a abusiva exploração dos recursos naturais que tem lugar na actualidade (petróleo, gás, minerais, carvão) e que faça com que se apliquem normas vigiadas por uma Nações Unidas refundadas – que envolvam o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial “para a reconstrução e desenvolvimento” e a Organização Mundial de Comércio, que não seja um clube privado de nações, mas sim uma instituição da ONU – que disponham dos meios pessoais, humanos e técnicos necessários para exercer a sua autoridade jurídica e ética de forma eficaz.
Investimento nas energias renováveis, na produção de alimentos (agricultura e aquicultura), na obtenção e condução de água, na saúde, educação, habitação… para que a “nova ordem económica” seja, por fim, democrática e beneficie as pessoas. O engano da globalização e da economia de mercado deve terminar! A sociedade civil já não será um espectador resignado e, se necessário for, utilizará todo o poder de cidadania que hoje, com as modernas tecnologias de comunicação, possui.
Novo capitalismo? Não!
Chegou o momento da mudança à escala pública e individual. Chegou o momento da justiça.
Federico Mayor Zaragoza
Francisco Altemir
José Saramago
Roberto Savio
Mário Soares
José Vidal Beneyto

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