Aqui é a capital do Brasil, pô!


Vamos lá, de volta ao blog, depois de uma leve quebra na rotina. Estive em Brasília, a trabalho, na última semana. Deu tudo certo na labuta e melhor ainda no final de semana com o meu amigo/irmão Ale. A esposa dele, a Evelyn, está grávida de 40 semanas. O filhote deles, o Rico, vai ganhar um irmãozinho. Estava o maior bafafá na família por conta do nome, mas deve ficar Ângelo, um nome muito bonito.

Foi a terceira vez que fui a Brasília. Na primeira, com a Juliana, visitar os dois, ainda sem o Augusto e o Rico. Fomos à Chapada dos Veadeiros e nos divertimos naquela terra de loucos, observadores de OVNIs e seres abduzidos perseguidores de anões de jardim. Uma loucura.

Em Brasília, passeamos muito de dia naquela vez. Fomos à Catedral de Brasília, Congresso, Câmara etc. Dessa vez, tive a chance de ver melhor a cidade à noite. Fiquei embasbacado com a iluminação maravilhosa nas obras de Oscar Niemeyer. Segundo o Ale, ele faz escultura e não arquitetura. De fato é. Algumas coisas chegam a ser engraçadas, onde a estética ganha da ética, a forma vence o conteúdo. Como por exemplo no novo museu, recém inagurado, que, dizem, se mostrou um problema para pendurar os quadros… Um museu que não dá para pendurar quadros… Mas dá para perdoar, afinal estamos falando de um dos maiores arquitetos de todos os tempos, que marcou época com uma cidade que mais parece uma maquete gigante.

Recentemente, o governador de Brasília quis construir uma mureta entre as largas pistas da cidade, que estão separadas por um espaço vazio. E como há espaços vazios na cidade. Acontece que ele esqueceu que Niemeyer está vivo – muito vivo. Não é que ele enviou uma carta ao governador dizendo que se fizesse isso iria interferir sobremaneira na paisagem da cidade. Para pior. Projeto arquivado. E sorte dos brasilienses que Niemeyer ainda está entre nós.

Mas estava eu tão embasbacado com aquela quantidade de luz que meu lado ecochato (ou biodesagradável, um novo termo) logo perguntou: “mas essas luzes ficam acesas a noite inteira?” Ao que o Ale respondeu: “Mas é claro! Isso aqui é a capital do Brasil, pô!” Só me restou rir da resposta. As luzes até poderiam ser apagadas, mas a cidade sem dúvida não ficaria tão bonita. Há vezes que precisamos abrir mão dos radicalismos. Ou não?

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1 comentário

Arquivado em Amizade, Arquitetura, Sustentabilidade

Uma resposta para “Aqui é a capital do Brasil, pô!

  1. Mic

    Rô, eu sou suspeita pra falar, amo Brasília, morei lá por quase 5 anos, Rafinha nasceu lá… 😉

    Só um detalhe: Brasília não tem prefeito! rs Só o GDF mesmo, que é como chamam o Governo do Distrito Federal! rs

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