Arquivo do mês: janeiro 2009

Colaborar ou não colaborar, eis a questão!

Essa notícia da Wikipedia, publicado no site www.coletiva.net, deixa a pensar:

Wikipedia poderá deixar de ser aberto ao público para a publicação

O Wikipedia, um dos maiores sites de pesquisas, poderá deixar de ser aberto ao público. Atualmente, as informações são publicadas pelos colaboradores do site, mas, Jimmy Wales, co-fundador da empresa, defende a necessidade de um controle para a maior credibilidade das informações. Pela proposta de Wales, muitas das futuras alterações teriam que ser aprovadas por um grupo de editores, antes de ir ao ar.

Atualmente, qualquer usuário pode fazer alterações nos dois milhões de artigos disponíveis no site, protegendo apenas alguns deles para que não possam ser alterados. Segundo uma pesquisa realizada pelo site, a possibilidade de mudança não agradou muito os usuários, os quais entendem que a troca poderia ameaçar o futuro deste meio.

Mudanças como essa já foram citadas anteriormente, mas só voltaram à tona na semana passada, quando o Wikipedia anunciou, falsamente, que dois políticos norte-americanos haviam morrido. No dia da posse de Barack Obama, o site reportou a morte de Robert Byrd, o senador com maior tempo de senado na história dos Estados Unidos, e de Ted Kennedy, diagnosticado com um tumor cerebral e que passou mal durante um almoço. O site alterou os artigos, retornando à verdade, mas a situação fez com que Wales defendesse ainda mais a necessidade da mudança.

O sistema técnico que permite a Wikipedia operar desta maneira já está em uso na versão alemã da enciclopédia online. Mas os editores alemães decidiram que as mudanças não serão aprovadas por cerca de três semanas, tempo que, segundo Wales, seria “inaceitável” para o site em inglês.

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Para onde vão os balões?

Para onde vão os balões quando se desprendem das mãos das crianças? Alguém (a artista ‘et su’) sonhou longe e criou Le Ballon ,  esta animação francesa feita para o canal infantil Tiji.

Como no filme do fundador da Honda (leia aqui), esse filme trata das infinitas possibilidades da imaginação. Como nas histórias simples e poderosas que o Augusto inventa na cabecinha de 5 anos. Pena que a gente vai perdendo isso no caminho. E que alguém sempre nos puxa de volta de tempos em tempos, como nesse filme maravilhoso.

Como dizia o carimbador maluco: “Use a imaginação!”

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Torta na cara!

De vez em quando não dá uma vontade de encher de latinha o carro do sujeito que acabou de jogar latinha pela janela?
Ou então de dar um nó na mangueira daquela tiazinha com cara de bocó que fica lavando a calçada e olhando para frente com olhar perdido?
Ou então de desligar o disjuntor daqueles imensos prédios corporativos que estão com as luzes acesas durante a madrugada, sendo que ninguém está lá trabalhando?
E que tal jogar uma torta na cara desses sujeitos que criam essas situações?
Pois bem, agora você pode fazer isso e ainda ganhar uma camiseta. Acesse djá o site www.cakeproject.com, criado pelo movimento _LDC, da  agência de publicidade Loducca, para lembrar como os babacas de plantão podem ser lembrados do que não fazer.

Não sei é a melhor maneira de conscientizar as pessoas, mas que é engraçada, é.

A pergunta do site é boa: “E você, merece dar ou levar uma?”

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Não vale golear!

Discussão interessante sobre valores. Um técnico americano de basquete foi demitido depois que seu time venceu outro time por 100 x 0. A escola em que ele trabalhava queria que pedisse desculpas ao outro time, pois essa vitória não refletia os valores cristãos da instituição.

Depois de demitido, o técnico enviou a seguinte nota (veja mais aqui):

– Em resposta a nota postada no site, eu discordo do pedido de desculpas e da posição da escola de se sentir envergonhada pela vitória. Nós jogamos a partida como ela deveria ser jogada. Meus valores não me permitem pedir desculpas por obter uma grande margem de pontos na vitória, justamente depois das minhas garotas jogarem com honra e integridade – afirmava a nota emitida por Grimes.

Um time está mais bem preparado do que o outro, porque haveria que pedir desculpas?

Se o jogo foi limpo e dentro das regras, não há, na minha visão, porque pedir desculpas oficiais.

Estranho esse jeito da escola manifestar seus valores. Ainda mais na sociedade americana, onde a questão da meritocracia é muito forte.

O que você faria?

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Muito pele vermelha. E nenhum índio…

Acordei às 5h45 da manhã para pegar a estrada rumo ao Guarujá e fazer uma sessão de surfe. A previsão do site windguru.com (para quem não conhece, vale a pena. Dica: qualquer coisa acima de 0.8 m na de previsão já significa ondas surfáveis) para variar estava certa.

Eu e os dois amigos que estavam juntos ficamos impressionados com a quantidade de fumaça que sai das petroquímicas de Cubatão. Incrível saber que o lugar foi ‘despoluído’. Mesmo com aquelas chaminés largando tanta fumaça preta?, perguntou um deles. Uma maria-fumaça tamanho família. Impossível passar por lá e não lembrar do filme Mad Max, com aqueles torres gigantes queimando gás. Acabei de matar minha curiosidade sobre o que funciona lá. Trata-se da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão, uma planta de refino da Petrobras, responsável por 11% da produção de derivados do Brasil (lá fabrica-se a gasolina Podium, que deve ficar de fora da Fórmula 1 com a desistência da Honda, assim como Rubinho Barrichello…).

Na chegada ao Guarujá, no caminho para a praia, há uma ciclovia que acompanha toda a extensão da avenida. Muita gente pedalando lá. Mas, como sempre, um malandro pedalava do lado de fora, atrapalhando o trânsito… De pés-descalço, sem camisa. Ah, o jeitinho brasileiro… Um tombinho ali seria perda-total.

Na beira da praia, outra coisa para se impressionar: a quantidade de prédios. É muito esgoto gerado para uma praia só. Não à toa, algumas vezes depois de surfar, saio com uma coceira estranha na pele (hoje foi leve). E os prédios continuma subindo. De dentro do mar, eu enxergava os morros ‘roubando’ um pouco e se esgueirando em meio ao concreto. Um verde potente. Pitangueiras já deve ter sido uma praia bonita.

Entrei no mar pouco antes das 9h. A areia ainda estava tranquila. Meia hora depois, o caos. Nesse momento, passou o primeiro aviãozinho segurando uma faixa de propaganda. Era de um Banco falando para inovar em 2009. Aí, pensei: puxar uma faixa em um aviãozinho é uma tremenda inovação. Tão inovadora que em seguida passaram inúmeros aviãozinhos, cada um com uma faixa diferente:

– Onde passa, resolve. Governo do Estado de S. Paulo. (O problema é passar…)

– Açucar Caravelas – Lar, Doce, Lar. (Não entendi, dá para explicar?)

– Tripoli – Deputado Estadual (ué, a campanha já não acabou?)

E outras tantas, nenhuma digna de nota. Mas todas com uma buzinhadinho do piloto. Olha eu aqui.

No intervalo das  faixas, um helicóptero da polícia sobrevoava de um lado para outro. Deve ter salvado umas três pessoas, banhistas que insistem em achar que aquelas placas de advertência são para os outros. O helicóptero fazia um barulho danado na frente da arrebentação. Atrás, passava um banana boat 2.0, um troço redondo, estranho, com gente berrando. De repente, uma surpresa na paisagem. Uma mulher, a uns 200 metros de onde estouram as ondas, passa remando em pé em cima de uma prancha. Ela dá três remadas do lado direito, e troca a pá de mão. Mais três do lado esquerdo, e troca de novo. De repente: bammmmm! Bammmmmmm! Um barulho pesado de obra. Algo deu errado e caiu, ensurdecendo a praia. Dois segundos depois, volta a zoeira. Alguém liga o som em alto volume por cinco segundos. Música eletrônica. 15 minutos depois, de novo. Olho no relógio e já são 11h15. Vem uma onda boa para a esquerda. Desço, faço a curva lá na frente, calculo a manobra e volto para a crista da onda. Deu certo. Arrumo os pés, deslizo mais alguns metros e vejo que a onda vai fechar. Calculo de novo, vou para cima e acerto a crista da onda, meio de lado, já caindo, indo embora. E saio do mar.

Passo pelo esgoto desavergonhado, escancarado e descarado na beira da praia. Caminho mais uns metros e molho meus pés na água mais ‘limpa”, na esperança de “desintoxicar”.  Encontro um dos amigos sentado, tomando cerveja, escondido em meio a centenas de guarda-sóis. Passa um sujeito vendendo queijo coalho. Dois por cinco reais. Vê dois aí. Era de borracha, mas matou um pouco da fome. Embaixo de um guarda-sol, um casal briga. Em outro, uma família faz a festa do vendedor. Ele vende dez de uma só vez e embolsa 25 reais. Num terceiro, sujeitos alimentam a já avantajada barriga com mais cerveja.

O sol a pino. A praia lotada. Um dia Guarujá foi apelido de uma tribo indígena. Hoje tinha muito pele vermelha. E nenhum índio.

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Onde isso tudo vai parar?

Ontem estava lendo a cobertura dos jornais sobre a posse do Obama e fiquei animado com algumas coisas que vi, que já indicam estarmos mesmo passando por uma grande mudança política, cultural, econômica, social etc. Quais são esses pontos?

  • Site mais interativo da Casa Branca: Obama terá um blog e fará videocasts aos sábados para se comunicar com os americanos (já imaginaram o Lula fazendo isso? Como seria?). Toda a íntegra da posse e o discurso já estavam lá desde ontem, assim como o programa de governo de Obama. O diretor de novas mídias da Casa Branca Macon Philips diz que Obama pretende se comunicar com o mundo e com os EUA por meio do portal. As pessoas poderão receber as principais decisões do novo presidente por meio de alertas encaminhados por e-mail. Philips disse que Obama está comprometido em fazer a administração mais aberta e transparente da história. Mais: todas as leis não emergenciais serão postadas no site para que as pessoas opinem. E a opinião delas deverá ser levada em consideração. Mesmo que não funcione da melhor maneira, só o fato de esse canal ser aberto é um fato sensacional para a participação pública. Administradores brasileiros, inspirem-se!
  • O fim do lobby – Obama lançou novo Código de Ética proibindo empregados do setor público de receberem qualquer benefício de lobistas e os servidores não poderão aceitar cargos em empresas privadas que tenham interesses públicos.
  • Transparência – regras para consultas de documentos de administração serão mais flexíveis.

Vistos em conjunto, esses itens apontam para questões importantes que estão emergindo no mundo hoje. São elas:

  1. colaboração (todos mundo que acompanha blogs ou tem um perfil no Facebook ou Orkut da vida sabe do que estou falando),
  2. transparência (com o aumento da disseminação das informações, só um governo linha duríssima como o chinês ainda consegue ocultar informações, como trechos do discurso de Obama que foram censurados por lá)
  3. interdependência (ao aumentar a participação do público por meio da proposta de comentar em leis e mesmo no próprio discurso quando fala que os EUA não estão sozinhos no mundo, Obama reconhece que ninguém mais pode fazer nada sozinho)

Por fim, um professor de Oxford chamado Timothy Garton Ash falou até do senso de um “nós” mais abrangente. Em outras palavras, ele se referia a um ‘nós inclusivo’, que considera que todos fazemos parte de algo maior, estamos juntos no mesmo barco. Deixa de ser o ‘nós’ em casa, dentro dos muros, e passa a ser o ‘nós’ interagindo na sociedade. Deixa de ser o ‘nós’ na empresas versus ‘eles’, os consumidores, os concorrentes, os forncedores, para sermos ‘nós’ todos, juntos numa causa maior de transformação do mundo. É um conceito ‘cabeça’, mas que começa a ganhar corpo e agora uma voz potente, a de Obama. Isso fica claro quando ele diz no discurso que “a nossa força, por si só, já não nos basta para nos proteger, nem nos autoriza a agir como queiramos”.

Por fim, diz Obama: “o mundo mudou e precisamos mudar com ele”.

Última prova disso estava na página B11 do Estado de São Paulo de ontem, com a seguinte manchete “Davos quer frear ‘ganância mundial'”. Ora, quando o Forum dos mais ricos do mundo fala nisso e seu organizador fala a seguinte frase: “O que queremos é uma reforma do capitalismo (Como? Pode repetir?). Temos de trazer de volta valores que foram perdidos (Não são valores financeiros, vejam bem). Trata-se de uma crise que irá transformar o mundo (sim, a ponto de os mais poderosos falarem em fim da ganância)”.

Ninguém sabe onde tudo isso vai parar, mas é um verdadeiro privilégio fazer parte dessa era de transformação da humanidade.

Como estará o mundo quando Augusto e Vicente estiverem na casa dos 20 anos?

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Sustentabilidade de maneira divertida

Nem sempre é fácil falar para as pessoas mudarem hábitos para terem um dia a dia mais sustentável. Por isso, acho muito legal quando vejo abordagens diferentes. Vejam esse link do canal de TV a Cabo Animal Planet,  principalmente para crianças.

O único problema é que está em inglês.

http://www.animalssavetheplanet.com/


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