Felicidade é contagiosa


No final do ano passado, cientistas da Universidade de San Diego e de Harvard publicaram um estudo provando que a felicidade se dissemina na rede social. Os achados dizem que se você conhece alguém feliz, tem 15,3% de chances de aumentar sua felicidade. Um amigo feliz de um amigo aumenta em 9,8% essa chance.  E até a amiga da irmã de seu vizinho pode aumentar em 5,6% essas chances, apontam os resultados.

Esse estudo faz parte de uma tendência maior de ligar a questão da felicidade a saúde pública. Existe uma grande discussão na sociedade hoje sobre isso. Uma delas é a criação do FIB, o índice de Felicidade Bruta, um contraponto ao PIB, uma medida econômica que não considera os intangíveis na conta. O PIB é até burro nesse sentido (ou não…). Se houver uma guerra, com muitas mortes e movimentações em hospitais, em planos de saúde, em armas etc, o PIB aumenta. Mas na conta não entra o que o senador americano Robert Kennedy colocou muito bem em um discurso: “O que faz a vida valer a pena é a saúde de nossas crianças, a qualidade de sua educação, a alegria de suas brincadeiras, a força de nossos casamentos, a devoção ao país, nosso humor, sabedoria e coragem. E nada disso se mede no PI B.”

Os cientistas que fizeram o estudo acima acompanharam 5 mil pessoas e chegaram à conclusão que felicidade é contagiosa como uma doença. Para chegar às conclusões, eles perguntaram se concordavam com algumas afirmações como “Eu sou feliz”, “Eu gosto da vida”, por três rodadas entre 1983 e 2003.

Os resultados foram impactantes com relação à poximidade geográfica. Um amigo feliz que vive a cerca de 1 km de distância é capaz de aumentar suas chances de ser feliz em 42%. Se o mesmo amigo vive a 3 km de distância, a possibilidade diminui para 22%.

Alguns resultados são curiosos. Esposas ou maridos felizes só podem aumentar em 8% a possibilidade de ser feliz. Vizinhos felizes podem aumentar em 34%, mas só aqueles da porta ao lado. Os outros não causam o nenhum efeito. “Nós suspeitamos que as emoções se disseminam pela frequência do contato”, diz o pesquisador James H. Fowler, da Universidade de San Diego. “Como resultado, as pessoas que moram muito longe e se veem com muita frequência não fazem muito efeito nessa questão.”

Há uma exceção considerável no estudo e tem a ver com o ambiente de trabalho. Os pesquisadores acham que há alguma barreira que impede a felicidade de ser contagiosa. Taí a deixa para descobrir porque a 6a feira é sempre melhor que a 2a feira.

A ficha caiu. No final das contas, esse estudo traz base científica aquela motivação que nos faz querer ficar perto de amigos bacanas e longe de gente chata.

The one exception was co-workers, perhaps because something in the work environment prevented their happiness from spreading, the study found. The research was funded by the National Institute on Aging and the Robert Wood Johnson Foundation.

3 Comentários

Arquivado em Amizade, Felicidade

3 Respostas para “Felicidade é contagiosa

  1. O simples fato de você ter bons amigos já tem um grande impacto na felicidade. Amigos felizes então, é uma benção.

    Abraços

  2. marquessandro

    Não entendi a questão do ambiente de trabalho.

  3. Pingback: A importância da ausência em nossas decisões « A Ficha Caiu

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