Arquivo do mês: março 2009

“Eu Diário” — ou você mesmo edita suas notícias

Recentemente, o NY Times publicou uma coluna do Nicholas D. Kristof (a quem sigo no Twitter), falando do Daily Me (O “Eu Diário”, em tradução livre, um conceito criado por Nicholas Negroponte). O argumento do autor é que “quando vamos para a internet, cada um de nós se torna seu próprio editor, seu próprio vigia. Nós selecionamos o tipo de notícia e de opiniões que mais nos interessam”.

Kristof repercute alguns estudos que confirmam que “nós geralmente não queremos de fato boa informação – mas, antes, informação que confirme nossos preconceitos. Podemos acreditar intelectualmente no choque de opiniões, mas, na prática, gostamos de nos abrigar no útero reconfortante de uma câmara de eco.”

Ou seja, a internet está potencializando os efeitos do Ego, em prejuízo da diversidade de opiniões.  A receita para isso? Ler jornal e revistas semanais, na minha opinião. E confiar no trabalho dos jornalistas e editores (que sempre vão manipular a edição e blablabla, escrevendo o que querem e blablabla, mas sempre vão fazer melhor do que quem não está treinado para isso).

Vale ler o artigo. Aqui o original. E aqui republicadoem português no blog do Noblat.

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Empreendedorismo é isso aí

É cada uma… Vejam esse e-mail que recebi.

Este, sim, é um empreendedor!

Já vi Picanha na Tábua, Peixe na Telha, Lingüiça no Pão, etc…

Mas em pleno carnaval de 2009, no CENTRO DA CIDADE do RIO DE  JANEIRO,
em frente à agência do Banco do Brasil na Rua Senador Dantas, um cara
monta uma barraca sobre um ralo (bueiro) e ganha uns trocados por sua
criatividade.

É o Xixi no ralo!!!

Será que ele volta no ano que vem? Talvez, desde que o governo não crie mais uma estatal para explorar esse nicho de mercado!!!


Xixi a 50 centavos

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Maracaípe – mais um paraíso ameaçado?

Como surfista semi-ativista (mais por falta de tempo do que por vontade), frequentador e fã de Maracaípe, não posso deixar de divulgar o blog que foi criado agora para falar do problema de ocupação da praia, mais um do s paraísos do Nordeste brasileiro.

Como na novela das 7 que está passando (cujo tema surfe e eu, infelizmente, não posso acompanhar…), há um grupo de especuladores querendo acabar com o local. Isso parece roteiro de historia barata, cheia de estereótipos. Só que é verdade, na maioria dos casos.

O ‘descobrimento’ acaba com os paraísos naturais. Não conheço um lugar que não tenha entrado no mapa do turismo e tenha sobrevivido incólume. É quase irreconciliável, ainda que muito se possa fazer para manter ‘quase preservado’. Ainda há tempo para Maracaípe.

Segue o blog para salvar o local. Viva Maraca!

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Carro elétrico, agora vai?

Tem um empreendedor apostando pesado no carro elétrico. É um ex-executivo da SAP, chamado Shai Agassi. O nome da empresa é  Better Place.

Só para ter uma ideia, na rodada inicial, só com o plano de negócios embaixo do braço, o sujeito já levantou 200 milhões de dólares. O argumento dele é que até então, todos estavam preocupados em construir o carro e ninguém se preocupava com a infraestrutura. O que ele está fazendo agora é construir a rede de abastecimento. Diz que terá 250 000 pontos de abastecimento em Israel (lugar inicial), antes que o primeiro carro ganhe as ruas. Canadá, Dinamarca, Austrália e Havaí já estão apostando no projeto.

Os usuários comprarão milhas e não a bateria, que será fornecida pela empresa. Mais ou menos como comprar crédito de celular e ganhar o aparelho para usar.

Diz o executivo que o carro custará o mesmo valor que um equivalente a gasolina. É esperar para ver.

A matéria completa está no NY Times: Electric Cars for All! (No, Really This Time)

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O2

Pai, eu queria ser oxigênio, disse o Augusto.

?!?

Se eu fosse oxigênio, o que eu poderia fazer?

Poderia voar pelo ar!, respondi.

Eu poderia ficar preso em gaiola (acho que o link foi com pássaros, será?), em apartamento (preso em apê e gaiola é quase a mesma coisa, acho…).

Poderia ficar preso num tubo também.

Então, eu queria ser um inalador, um tubo de oxigênio, um fio elétrico. Para prestar para coisas…

(Contexto. Estamos com um tubo de oxigênio em casa para ajudar a turma a se recuperar logo das gripes, vírus etc. Nesse caso, acho que foi inalação demais que provocou essa reflexão! A ficha caiu: Pensando bem: me dá um pouquinho dessa coisa aí!)

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Sumiram com uma ilha

Ilha de 20 000 metros sumiu na Barra da Tijuca…

Essa história podia estar no seriado Lost.

Sumiram com a ilha na Barra da Tijuca

Veja a matéria.

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Mentes sem fronteiras

Essa merece uma propaganda gratuita para a TIM (meu celular é Vivo, a quem interessar possa). Quando as empresas entendem e conseguem comunicar o tempo em que estão vivendo com uma clareza e objetividade como nessa campanha, fazem muitos pontos com os consumidores. Até então, a TIM para mim era uma operadora que estava ali, tentando me vender algo que eu não queria comprar. Assim, como a Claro ou a Vivo (que tem uma comunicação muita chata, mas o meu celular já é deles há um tempão e não existia a tal portabilidade). A Oi é diferente para caramba. O jeito de se comunicar capta muito bem o tal do zeitgeist (expressão alemã para designar o espírito do tempo).

Agora, a TIM chegou lá. Já vejo a empresa com outros olhos, de admiração. Não sei se duraria mais do que um mês de relacionamento, se o sinal seria bacana, se iriam me atender bem etc. Mas já tenho simpatia pela marca e se fosse trocar de celular balançaria entre Oi e TIM. Agora, chega de blablabla e vamos ao tal do filme. É uma obra-prima. Parabéns para a agência que o criou. O final é matador: “Toda banda larga será inútil se a mente for estreita.”

Mais no site da campanha.

A ficha caiu: propaganda bem feita realmente faz a diferença. Basta ser inteligente.

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