Legalizar ou não legalizar, eis a questão


Mais uma vez a Economist pauta a discussão mundial. Dessa vez, estão entrando num terreno pantanoso, a liberalização da venda de drogas. A newsletter do diretor de redação da revista John Micklethwait é precisa: “Na verdade, a luta contra as drogas tem sido um desastre: uma cruzada assassina, sem sentido e iliberal que criou estados falidos no mundo em desenvolvimento enquanto aumentou o vício no mundo rico (…). Um século de falha manifesta (na luta contra as drogas) é demais.”

O ponto da revista é que a liberalização da venda de drogas é ‘menos pior’ do que a proibição, pois gera menos efeitos desastrosos no todo. Recentemente, grandes líderes se manifestaram a favor da liberalização, entre eles Fernando Henrique Cardoso, Cesar Gaviria (ex-presidente da Colômbia) e Mario Vargas Llosa. O mundo está mudando rapidamente em muitas coisas que sempre falo aqui: interconectividade, direitos humanos, interdependência etc. Será que não é hora de mudar nisso também?

Abaixo, a íntegra da newsletter carta de John M. e capa da Economist:

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Dear Reader,

Exactly 100 years ago a group of foreign diplomats gathered in Shanghai to set up the International Opium Commission. Since then, many other bans of mood-altering drugs have followed. Next week ministers from around the world meet in Vienna to set international drug policy for the next decade. Like first-world-war generals, many will claim that all that is needed is more of the same. In fact the war on drugs has been a disaster: an illiberal, murderous and pointless crusade that has created failed states in the developing world even as addiction has flourished in the rich world. That is why The Economist continues to believe that the least bad policy is to legalise drugs. Least bad does not mean good. A system where governments taxed and regulated the industry, though clearly better for producer countries, would bring (different) risks to consumer countries. Many vulnerable drug-takers would suffer. But as we outline this week in our cover leader and a six-page briefing, we believe more would gain from a system where drugs were treated as public health issue, not one of law enforcement. A century of manifest failure is too long.

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