Qual o seu ponto?


Até o dia 30 de março, está sendo feita uma consulta à sociedade para a escolha do tema do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil, do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

A ideia é levantar uma questão que possa ser abordada no relatório. Dentro os vários pontos, fico com dois: empreendedorismo e educação.

Temos um ambiente pouquíssimo propício para a criação de empresas (e trabalho) no país. O Brasil é o recordista entre os piores no tempo de abertura de empresa, na quantidade de impostos, na legislação antiquada etc. A lista vai longe. Isso apesar do fato de que a grande maioria das vagas que são criadas está nas pequenas empresas. Em 2002, fiz uma matéria sobre o assunto, mostrando a pujança das pequenas empresas. Desde então, pouco feito para melhorar o ambiente para os empreendedores, além do trabalho de ONGs como Endeavor e de órgãos como o Sebrae. Mas enquanto o tema não entrar na lista de prioridades do governo, pouco vai evoluir.

Sobre educação, cito apenas o exemplo da Coreia do Sul, que em três décadas saiu de posições marginais entre os países mais desenvolvidos do mundo para figurar entre os principais. Simplesmente porque resolvu investir em educação. No site do Todos pela Educação, movimento apoiado por grandes empresas, há muita informação sobre o tema. Esse movimento tem chance de causar a mudança. Não adianta querer dizer o contrário, as grandes transformações estão sempre acompanhadas de capital (com exceções notáveis como Gandhi). E se as grandes empresas apoiam, a chance de dar certo é alta.

(Acabei de encontrar esse trecho sobre educação na internet.

“Vejo a Reforma da Educação como um dos maiores desafios de nosso país. Em parte porque se trata de uma questão econômica: não podemos desenvolver nosso potencial econômico quando tantos estudantes saem do segundo grau e nunca vão para a universidade. E parte porque se trata de uma questão de justição social: como um país, nós colocamos os estudantes que mais precisam para as escolas de terceira classe, onde eles nunca têm a ajuda que pode tirá-los da pobreza.

Engraçado é que não se trata do Brasil, mas dos EUA – foi escrito pelo colunista do NY Times Nicholas Krystoff, falando sobre o discurso de educação que Barack Obama acabou de fazer. A ficha caiu: Ou seja, se o país líder do mundo se preocupa com isso e nós não quer dizer que não seremos líderes tão cedo…)

Sobre o Relatório do PNUD, segue abaixo o e-mail que recebi:

“Peço que divulguem para suas redes, suas bases, seus blogs e páginas, suas famílias, seus amigos, seus colaboradores, suas comunidades, sua gente.
O próximo Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil está em processo. Será pioneiro e, talvez, modelo para futuros Relatórios da ONU.
Pela primeira vez os dados estatísticos, todos os números, cifras, percentuais, índices terão alma.
Está sendo conduzida uma Consulta à Sociedade para a escolha do foco e do tema desse nosso Relatório.
Isso dará cor, cheiro, gosto, sensibilidade à radiografia da qualidade de vida no Brasil.
A Consulta termina dia 30 de março. Até lá, quanto mais contribuições vindas de todos nós, mais rico e relevante será o Relatório.
O objetivo é devolver o Relatório à Sociedade, depois de concluído, como ferramenta de conscientização e mobilização, de ação mesmo.
A utopia é virmos a ter um país mais justo e equilibrado, com mais desenvolvimento humano, além de crescimento.

http://www.brasilpontoaponto.org.br”

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Arquivado em Colaboração, política, Questões

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