A vida de Roberto


Conheça o Roberto. É um sujeito que, como eu ou você, está descobrindo o valor e a importância da sustentabilidade para o mundo e para o dia-a-dia. Não lembro a primeira vez que ouvi falar da palavra. Lembro, sim, de ficar indignado com águas poluídas desviando a atenção das ondas enquanto surfava com amigos na praia gaúcha Capão da Canoa. Em geral, acontecia depois de uma chuva forte. A água ficava marrom, com embalagens e palitos de picolés, algumas garrafas plásticas (era meio que novidade na época) e  muitos papéis que eram jogados no meio-fio e corriam para a praia.

Nessa trajetória, um dia foi marcante. O seriado Armação Ilimitada mostrava Juba e Lula dentro da água, sentados em suas pranchas e tentando desviar de cocôs boiando. Trash e patético – e  muito educativo. Era uma espécie de ‘visão’ do que aconteceria dali para frente. Incontáveis quilômetros de praias poluídas pelo mundo. Várias praias fechadas para o banho a cada veraneio pelos estados brasileiros. E o tal ‘mar de plástico’, que já virou notícia pelo mundo.

Aos poucos, comecei a ler mais. Lembro da primeira vez que propus uma pauta sobre balanços sociais para meu editor na Veja (em 1999) e o cara perguntou: “Balanço o quê?” Insisti e escrevi matérias sobre o assunto até o dia em que, em uma das apurações, conheci uma empresa que estava reinventando seu negócio, buscando maneiras de colocar isso em prática. Aceitei o convite para trabalhar lá e entrei em contato com inúmeras possibilidades da sustentabilidade, uma palavrinha tão difícil quanto importante.

Minha vida se transformou. Reciclagem, cuidado com as pessoas, respeito, transparência, ética. Tantas palavras politicamente corretas que às vezes até enchem o saco. O negócio é tentar não ser ecochato ou biodesagradável. O desafio é encontrar o equilíbrio. Talvez falar para as pessoas o quanto isso é importante para a vida delas, mas deixar que elas descubram. Nosso papel, dos ecochatos e biodesagradáveis camuflados, é estimular. E encontrar maneiras de falar. Acho que o Roberto é um bom exemplo disso. Chegará o dia em que não precisaremos mais falar sobre isso, pois afinal será o (único) jeito de fazer as coisas, mas enquanto isso, temos muita gente a convencer.

Veja, opine e faça o curso também!

1 comentário

Arquivado em Nova Sociedade, Sustentabilidade, Uncategorized

Uma resposta para “A vida de Roberto

  1. Rodrigo coisa à toa, mas fico P. da vida quando vejo uma pessoa colocar o braço pra fora do carro e jogar uma latinha ou papel ou plástico ou seja lá o que for na rua! Minha vontade era de jogar de volta uma lata de lixo na pessoa! Imagine que consciência tem esta pessoa? Nenhuma!

    Procuro educar o Pablo para que seja normal respeitar a natureza, isto não devia ser um mérito.

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