A geração que vem por aí


Fui almoçar com três grandes amigos hoje. Essa já foi a terceira sessão do almoço, dessa vez com um novo convidado na turma. É um momento para trocar ideias, descompromissadamente, e refletir sobre a vida.

Falamos sobre criatividade, de como “encontrar ‘sims’ nos ‘nãos'” e valorizar o trabalho dos funcionários, sobre empreendedorismo e sobre a próxima geração que vem aí, a geração G, de generosidade. Fiquei refletindo sobre esse último ponto e depois vou tentar conseguir a referência do estudo para compartilhar. O que os autores apontam é que a geração que está chegando nas empresas é chamada de Millenial. É a turma que está vivenciando a emergência desse novo mundo pós virada de milênio (que para muitos começou com a queda do mundo de Berlim e que para outros começou mesmo depois do 11 de setembro de 2001 — Bin laden, lembram?).

Essa geração dos Millenials é muito conectada. Faz as coisas em modo Beta (sempre em aperfeiçoamento), não tem medo de não entregar um produto pronto, compartilha muitas coisas, divide ideias e busca um jeito de construir em conjunto. Em geral, essas pessoas estão conectadas e vivem num ambiente — a rede — em que se valoriza como nunca a vontade e a disposição de colaborar. É o contrário da geração do controle, que precisava da informação para dominar, controlar e direcionar. O poder do controle. Delete. Isso está ficando para trás.

O processo de criação é muito diferente. No sistema operacional Linux, por exemplo, gratuito, os programadores que mais contribuem ganham o reconhecimento e notoriedade da rede. Mas não ganham nenhum tostão. Em ferramentas como Facebook, Orkut e Twitter, as pessoas competem por popularidade. Quem tem mais amigos ou mais ‘seguidores’. É um incrível jeito novo de ver e agir no mundo. Os blogueiros buscam o reconhecimento e — quem sabe — algum dinheiro. Mas isso chega até a ser secundário. Veja o caso dos piratas da rede, que disponibilizam arquivos e até fazem legendagens de séries de TV americanas para as pessoas verem — de graça — em seus computadores, antes de chegaram ao Brasil e a outros cantos do mundo. Sobre isso, vale a pena ler a matéria “Os capitães da pirataria”, da Revista Trip.

A geração atual é um preview, um trailer, uma preestreia da Geração G. Porque a atual já compartilha e recompensa bem quem o faz. Mas que tal uma geração onde essa seja a regra. Pois é essa tal da Geração G, de generosidade. Onde o compartilhar será parte do dia-a-dia. E as pessoas serão remuneradas por isso. Como seria uma empresa, uma organização governamental, uma ONG nesse mundo novo? Como todos concordamos no almoço — gostaria de estar na ativa, trabalhando, para ver essa turma em ação.

Não perco por esperar o próximo encontro!

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2 Comentários

Arquivado em Amizade, Colaboração, Nova Sociedade

2 Respostas para “A geração que vem por aí

  1. Que capacidade de expressão, meu amigo!!!
    Obrigado pelo “texto presente”.

  2. Os tempos atuais precisam de pessoas assim: conectadas, livres, colaboradoras, ligadas ao significado das coisas.

    Gostaria muito de ter a referência, quando encontrares. É sempre bom escritores e cientistas “provando” coisas que acreditamos 🙂

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