Harvard Business Review e o labrador Marley


Hoje fiz duas coisas dignas de nota. Na verdade, fiz mais, mas queria falar dessas duas. A primeira foi ler na revista Harvard Business Review uma matéria sobre Confiança, que parece ser o tema da moda no mundo corporativo. Aliás, estou lendo um livro bacana sobre isso. Chama-se “Construindo Confiança”, de Fernando Flores. Fala da importância disso para as relações e o que se pode fazer para construí-la. Li a matéria acompanhada de um vinho Chardonnay Santa Carolina. Nem de longe dos melhores, mas considerando que sobrou de uma receita recente, valeu a pena. O ponto da matéria era a transparência. Ficou uma frase no resumo do artigo: “As organizações que falharem em atingir a transparência acabarão sendo forçadas a tal.  Não tem jeito de de guardar muitos segredos na era da internet.” No final, o vinho já tinha feito algum efeito e eu já estava achando a matéria genial, muito legal etc.

E de fato era, mas ficou um tanto irrelevante depois que começou a segunda coisa que fiz e para a qual eu gostaria de chamar a atenção. Tudo começou no último dia das mães, quando fui dar uma volta no bairro para encontrar algo para a mamãe-de-dois-moleques Juliana. Entrei numa loja, vi algo que interessou, mas decidi não comprar. Fui ver mais. Vi roupas, acessórios e sapatos. Como minha esposa é muito fashion, é um tanto arriscado comprar roupas para ela. Acho que acertei uns 50% até hoje e naquela ocasião eu não estava a fim de errar. Continuei procurando e resolvi apostar num presente inusitado: um DVD do filme Marley & Eu. E voltei para comprar o que tinha me interessado antes: três baldes kitsch de pipoca. A ideia era fazer uma sessão de cinema família, mais de um mês depois (as prioridades mudam rapdidamente numa família com filhos pequenos!). Um presente-experiência, ideal para o dia das mães.

E o presente se fez realizou apenas hoje. Começamos os quatro a ver o filme. Vicente dormiu no início e acordou no minuto final. E durante as quase duas horas da história da família com cachorro, demos boas risadas e nos emocionamos quando Marley se foi. O melhor do filme veio quase no final. Em uma das cenas, a família toda se joga no chão em meio a uma partida de futebol americano. Nesse momento, Augusto abre um belo do sorriso, me olha e se atira em cima de mim e da Juliana, num abraço tão apertado quanto espontâneo.

Entre a Harvard Business Review e o Labrador Marley, fico com o último por larga vantagem nesse sábado. Marley & eu não sustenta uma conversa-cabeça em um bar. Mas também uma conversa-cabeça em um bar não vem acompahada do abraço apertado de um encantador moleque de 5 anos. E no fundo, é isso o que realmente importa. (Ah, a Harvard Business Review importa, claro. E eu recomendo a edição sobre Confiança. Mas amanhã, o momento e o tema serão outros. E a revista vai para a pilha, junto com todos os conceitos que sustentam a pilha.)

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