Apertando o cerco contra a devastação da Amazônia


A pressão da sociedada contra práticas consideradas ‘inaceitáveis’ nos dias de hoje, como o desmatamento da Amazônia, está cada vez maior.

Recentemente, a Associação Brasileira dos Supermercadistas, disse que não vai mais comprar de empresas que produzem carne provenientes da destruição da floresta (ou desmatamento para ‘plantar’ gado). O poder econômico ainda é a melhor via em muitos casos… 

Veja abaixo a nota do Greenpeace. Tem gente que só entende mexendo no bolso.

 

*Supermercados suspendem compras de fazendas envolvidas no desmatamento da Amazônia*

*ABRAS repudia práticas denunciadas pelo Greenpeace*

*Manaus (AM), 10 de junho de 2009* – Os três gigantes do setor de supermercados Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar suspenderam as compras de fazendas envolvidas no desmatamento da Amazônia e deverão trabalhar com auditoria de origem. A decisão é uma resposta do setor ao relatório do Greenpeace “A farra do Boi na Amazônia” divulgado há 10 dias, e à ação civil pública (ACP) do Ministério Público Federal (MPF) no Pará

Veja abaixo a íntegra da nota divulgada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) no início da noite desta quarta-feira:

*ABRAS repudia práticas denunciadas pelo Greenpeace.*

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*Wal-Mart, Carrefour e Pão de Açúcar suspendem as compras de fazendas envolvidas no desmatamento da Amazônia e deverão trabalhar com auditoria de origem. *

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*Em reunião realizada na Associação Brasileira de Supermercados (Abras), no dia 8 de junho, as três maiores redes de supermercados do País, Carrefour, Wal-Mart e Pão de Açúcar decidiram suspender as compras das fazendas  envolvidas no desmatamento da Amazônia. A ação é um repúdio às práticas denunciadas pelo Greenpeace. O setor supermercadista, através da Abras não irá compactuar com as ações denunciadas e reagirá energicamente. *

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*A posição definida pelas empresas inclui notificar os frigoríficos, suspender compras das fazendas denunciadas pelo Ministério Público do Estado do Pará e exigir dos frigoríficos as Guias de Trânsito Animal anexadas às Notas Fiscais. Como medida adicional, as três redes solicitarão, ainda, um plano de auditoria independente e de reconhecimento internacional que assegure que os produtos que comercializam não são procedentes de áreas de devastação da Amazônia. *

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*Trata-se de uma resposta conjunta setorial ao relatório publicado pelo Greenpeace no início deste mês e conseqüente ação civil pública do Ministério Público Federal do Pará, que encaminhou recomendação às grandes redes de supermercados e outros 72 compradores de produtos bovinos para que deixem de comprar carne proveniente da destruição da floresta. *

* *

“Estamos felizes com o anúncio dos supermercados”, disse André Muggiati, do Greenpeace. “Esta decisão expressa a opinião do consumidor final, que não quer comprar a destruição da Amazônia. Agora, é a vez dos frigoríficos que atuam na Amazônia assumirem sua responsabilidade de não mais comercializar gado de fazendas que desmatam”.

Outra boa notícia é que o Ministério Público Federal pretende ampliar as ações de combate ao desmatamento com responsabilização da cadeia produtiva da pecuária para outros estados da Amazônia, como Mato Grosso e Rondônia.

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Arquivado em Nova Sociedade, Sustentabilidade

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