Arquivo do mês: julho 2009

Carta dos surfistas para um mundo melhor

Achei esse tweet hoje (psustentavel: Surfistas promovem seminários para criar a Carta de Responsabilidades da categoria. http://migre.me/4jGu) e entrei para ver. Na hora me identifiquei com a causa. Surfe é um dos esportes mais conectados com a natureza que existe. Vento, areia, água. Funciona como uma ligação direta com a Terra. Daí talvez venha a sensação inigualável de surfar e deslizar sobre as massas líquidas de água que são as ondas.

Quem desfruta uma sensação como essa tem que retribuir. No mínimo, cuidando das praias. Achei legal essa iniciativa da Ecosurfi pois ela vai adiante, de maneira mobilizada, levando a educação ambiental e os ideais para construir um mundo melhor.

Segue a notícia. Vou enviar contato agora mesmo para o pessoal e ver como posso ajudar.

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Surfistas pela sustentabilidade

“Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade” promove seminários para criar a Carta de Responsabilidades da categoria

Os surfistas estão se empenhando em ser coerentes com suas práticas. As pranchas, que têm um processo de produção altamente poluente e geram mais quilos de resíduos do que seu próprio peso, são apenas um dos problemas. Para tentar reduzir os impactos do surfe na natureza, foi criada a Aliança dos Surfistas pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade.

A iniciativa faz parte do Programa Surfe Sustentável, da Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas, e foi concretizada por meio de parceria com a AUS – Associação Ubatuba de Surf e a Prefeitura Municipal de Ubatuba, por meio da Secretaria de Meio Ambiente.

PROPOSTA
Ao longo do ano, serão realizados seminários de conscientização no estado de São Paulo, que prevêem rodas de conversa, oficinas lúdicas, palestras e vídeos seguidos de uma dinâmica para entender qual é a percepção dos surfistas a respeito do surfe e da própria interação que eles têm com o meio ambiente. A partir do conhecimento e das perspectivas dos participantes, serão colhidas propostas que, futuramente, serão dispostas em um documento, a Carta de Responsabilidades dos Surfistas para Sociedades Sustentáveis.

A proposta-base terá alguns eixos básicos:
– aquecimento global;
-o papel do surfista;
– surfe e gestão costeira;
– cultura do surfe e consumo crítico e
– surfe e juventude pelo meio ambiente.

Um dos encontros já aconteceu em Ubatuba, em junho, e contou com a presença de campeões de surfe, ONGs, representantes da prefeitura e fabricantes de prancha, entre outros setores ligados à questão. Conectar esses diversos segmentos é o principal objetivo da Aliança. Os próximos seminários serão realizados em Santos, no próximo mês, e na cidade de São Paulo, em setembro.

Para João Malavolta, dirigente da Ecosurfi, uma das motivações da Carta, será levá-la para as escolinhas de surfe para que sirva como referência de práticas sustentáveis aos iniciantes. “Nossa maior preocupação é com a conscientização. Com as informações certas, o surfista pode fazer escolhas mais conscientes”.

Uma delas deveria ser as pranchas, cujo processo de produção gera excesso de resíduos descartados no lixo comum. Pensando nisso, uma outra ideia é lançar um selo verde que certifique os fabricantes de prancha de acordo com as normas da CETESB – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

*CETESB
*Entidade Ecológica dos Surfistas
*Associação Ubatuba de Surf
*Prefeitura Municipal de Ubatuba

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Asfixia econômica como solução para a Amazônia

Muito boa a cobertura da Miriam Leitão sobre o embróglio amazônico. Precisamos de um número cada vez maior de jornalistas, formadores de opinião influentes para avançar na questão do desenvolvimento sem destruição do meio ambiente. E, como em muitas coisas na vida, aqui está se provando que é só mexendo no bolso que a coisa vai funcionar. Ainda não temos muita noção do impacto que isso causa no nosso dia-a-dia, mas para se ter uma ideia, há estudos que provam que a chuva que cai em São Paulo e em muitas outras regiões do país vem da Amazônia. São os chamados Rios Voadores, nuvens que viajam de Norte a Sul do País. Então, um impacto no ecossistema amazônico significa impacto no dia-a-dia de muita gente no Brasil. A Amazônia não está tão longe como pensamos…

Veja a matéria abaixo:

BOM DIA BRASIL

Asfixia econômica no combate ao desmatamento

A devastação das florestas é impressionante e ninguém paga pelo crime, como mostram as reportagens da série especial do Bom Dia Brasil sobre Rondônia (clique aqui para assistir). Um entrevistado diz que achava que a terra era da União e alega que comprou de alguém. Se era da União e não era a União quem estava vendendo, como ele podia achar que a terra era legal?

No Pará, um terço das fazendas está em terras indígenas ou em áreas de conservação. O problema não existe apenas em Rondônia, portanto. Em toda viagem que fazemos à Amazônia é possível encontrar órgãos do governo brigando entre si. A equipe do Bom Dia Brasil mostra a briga entre Funai e Incra. No Pará, o Ibama acusava o Incra de derrubar até castanheira.

Por que eles brigam? Porque em Brasília brigam os ministros dos Transportes, da Energia e da Agricultura contra o ministro do Meio Ambiente. Eles brigam porque não há política governamental coerente.

Os desmatadores agem em rede e o mandante, o grande grileiro, nunca aparece. Por isso, o combate funciona apenas com pressão contra a cadeia produtiva, como está sendo feita no setor de carne.

Depois que supermercados decidiram não comprar dos frigoríficos que compram de fazendas embargadas pelo Ibama ou que têm abatedouros em áreas de desmatamento, tudo começou a mudar. Os frigoríficos estão assinando acordos de ajustamento de conduta.

O que funciona é asfixiar economicamente as empresas que fingem não ver que estão lavando o crime e exigir que os bancos públicos parem de financiar quem está envolvido neste crime.

 

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De idealismo para pressão no bolso

O que era idealismo, agora começa a pegar no bolso.

A Nike já não vai mais comprar couro proveniente de gado criado na região Amazônica.

A empresa mostrou que aprendeu com o célebre caso das sweatshops, de trabalho escravo, na Ásia. Agora, a empresa saiu na frente e está. Veja a notícia que saiu no blog da Miriam Leitão.

Apertando Cerco
Nike anuncia suspensão da compra de couro da Amazônia

As empresas continuam apertando o cerco em busca de mais fiscalização sobre a origem de produtos e matérias-primas da Amazônia.

A Nike acaba de anunciar que não vai mais comprar couro de animais com origem do Bioma Amazônia. A exemplo do que anunciou ontem o Wal-Mart, a empresa quer mais garantias de rastreabilidade para ter certeza de que não está comprando couro de gados que tenham como origem áreas desmatadas.

A empresa deu prazo até julho de 2010 para que os fornecedores implementem um sistema eficiente de rastreabilidade, que comprove que o couro não é originário do bioma amazônico. Caso isso não aconteça, a Nike estenderá a moratória à compra de couro para toda a região da Amazônia Legal.

De acordo com nota divulgada pelo Greenpeace, as empresas Geox (calçados) e Natuzzi (móveis e estofados) também anunciaram medida semelhante esta semana.

Esta é uma boa forma de pressionar por mais fiscalização na região. Agora é a vez dos consumidores também exigirem das empresas que os produtos comprados não tenham matérias-primas com origem de áreas de desmatamento.

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A história oculta do Facebook?

E o Facebook chegou a 250 milhões de usuários, mais gente que na Indonésia. Mais que um Brasil inteiro conectado! Li a notícia abaixo sobre o início do site. É de um livro (The Accidental Billionaires) em que o autor Ben Merzrich escreve que o criador Mark Zuckerberg começou a ferramenta depois de uma decepção amorosa (“bad date”). Ele teria criado o site a partir das fotos das colegas de Harvard com o objetivo de votar nas mais bonitas (Motivação inicial do Facebook = sexo?). Em pouco tempo, derrubou o servidor. Há algumas histórias picantes no livro – o próprio Zuckerberg não quis dar a entrevista para o autor e foi construída com muita informação de um amigo ‘rejeitado’. |O subtítulo é apetitoso: Facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição. Sem dúvida, uma história que ainda não havia chegado aos jornais… A quem interessar possa: a newsletter de onde retirei a informação chama-se 0800CEOread e fala de livros de negócios.

A Facebook Tale: Founder Unfirends Pals On Way Up by All Things Considered, July 19th 2009

Facebook reached another milestone Tuesday: the social-networking site said it signed up its 250 millionth user.

Just five and a half years ago, Mark Zuckerberg invented the site in his Harvard University dorm room. Within months, he became the youngest self-made billionaire in history.

AccidentalZuckerberg’s rise to Internet royalty is dramatized in Ben Mezrich’s new book, The Accidental Billionaires. Mezrich charts Zuckerberg’s transition from Harvard miscreant to Silicon Valley playboy — all while callously shedding himself of the “little people” who helped him on his way up.

“Mark Zuckerberg, after a particularly bad date, was home in his dorm room,” Mezrich tells Guy Raz. “He was a sophomore, he was drinking some beers, and he hacked into all of the computer systems at Harvard, and he pulled pictures of all the girls on campus and he created a hot-or-not Web site where you could vote on who the hottest girl at Harvard was.”

The malicious prank — aptly named facemash — ended up crashing Harvard’s servers, and Zuckerberg was nearly expelled. But with the help of a friend, Zuckerberg turned the prank into the social networking giant it would become.

Mezrich never interviewed Zuckerberg (who in the end “opted out of talking to” the author). But he pieces together the story of Facebook through court documents, articles and interviews with his main source, Eduardo Saverin — Zuckerberg’s spurned friend and original investor.

Mezrich dramatizes whole scenes where he details what “probably happened.” He fends off criticism, denying Business Week’s claim that the book is a “fictionalized account.”

“There are a lot of journalists out there who don’t quite get what I do or are frustrated by the way that I write. I write narrative nonfiction stories,” he says. “It’s an exciting way of taking a true story and opening it up for the readers … It’s certainly not fiction.”

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Drop radical

Quem mora, morou ou passou algum tempo em Porto Alegre certamente conhece o Centro Administrativo, um prédio de arquitetura inusitada e que desde sempre esteve no imaginário da gurizada como uma mega radical rampa de skate. Várias vezes já falei ou ouvi: “Imagina descer aquela rampa.”

Vale o registro, então, desde vídeo no YouTube que recebi de alguém que não conheço, mas agradeço. Radical. Vou mostrar agora para o Gutão!

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A teoria da cauda longa dos blogs está morrendo…

Se o que está escrito abaixo acontecer de fato, as estatísticas desse blog tendem a cair… Por outro lado, vale a reflexão. Que tipo de conteúdo deve entrar em cada ferramenta? Blog não é para posts de 140 caracteres. E Twitter não serve para longos textos. Mas um pode ajudar o outro e assim fazer um melhor uso da ferramenta. Parece óbvio. E é. Mas nem sempre pensamos de maneira óbvia, quando é o melhor a ser feito…

Deu no Estado de São Paulo

“03/07/2009

A longa cauda dos blogs está morrendo
“Onde foi parar todo mundo?”, perguntou dias atrás o Guardian, sob o enunciado acima. “Foram todos para o Facebook e especialmente o Twitter.” O jornal se referia aos próprios blogs que acompanha e busca, que estão deixando de ser atualizados:

Por quê? Porque blogar não é fácil. Ou melhor, outras coisas são mais fáceis _e é para coisas fáceis que as pessoas estão indo.

A blogosfera continua com leitura, “mas, para a criação de conteúdo amador, seu apogeu passou”.

Vale também para a caixa de comentários, diz Tiago Dória. O público mais “hard user” agora comenta no Twitter, o que leva ferramentas como WordPress, com o plugin Tweetbacks, e os sites de mídia tradicional a destacar os “tweets” diretamente.

O Blue Bus ressalta que até a CNN, na transmissão de televisão, agora traz as mensagens “no rodapé, em tempo real”.

E o “Financial Times” noticia que o Bing da Microsoft tornou-se anteontem a primeira ferramenta de busca a mostrar “tweets” em seus resultados. Não é verdade, o Google, desde o fim de semana, pelo menos, já abrange o Twitter. Nos dois casos, experimentalmente.

Escrito por Nelson de Sá às 11h12″

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O fim da era industrial?

Tenho uma coisa para falar para vocês: estamos chegando ao fim da Era Industrial. Na verdade, não fui eu que falei isso, foi o guru de liderança nos negócios Peter Senge, num evento que tivemos com clientes presidentes de empresas no início do mês, antes da palestra que ele deu no Encontro de Sustentabilidade (clique aqui para ver como foi). Fora de contexto, essa é uma informação que pode soar estranha, deslocada e até lunática. Mas, basta olhar ao nosso redor para percebermos que a Era Industrial está longe de acabar. Mas vamos olhar de novo em busca dos sinais que apontam uma transição de eras. Expressões como “funciona como um relógio”, “está azeitada como uma máquina” ainda fazem parte do nosso vocabulário. Por outro lado, líderes sintonizados com os novos tempos e com a demanda da sociedade estão cada vez mais olhando para as empresas como organismos vivos e menos como “máquinas de gerar lucro”, nas palavras de Senge.

Continua…

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