Asfixia econômica como solução para a Amazônia


Muito boa a cobertura da Miriam Leitão sobre o embróglio amazônico. Precisamos de um número cada vez maior de jornalistas, formadores de opinião influentes para avançar na questão do desenvolvimento sem destruição do meio ambiente. E, como em muitas coisas na vida, aqui está se provando que é só mexendo no bolso que a coisa vai funcionar. Ainda não temos muita noção do impacto que isso causa no nosso dia-a-dia, mas para se ter uma ideia, há estudos que provam que a chuva que cai em São Paulo e em muitas outras regiões do país vem da Amazônia. São os chamados Rios Voadores, nuvens que viajam de Norte a Sul do País. Então, um impacto no ecossistema amazônico significa impacto no dia-a-dia de muita gente no Brasil. A Amazônia não está tão longe como pensamos…

Veja a matéria abaixo:

BOM DIA BRASIL

Asfixia econômica no combate ao desmatamento

A devastação das florestas é impressionante e ninguém paga pelo crime, como mostram as reportagens da série especial do Bom Dia Brasil sobre Rondônia (clique aqui para assistir). Um entrevistado diz que achava que a terra era da União e alega que comprou de alguém. Se era da União e não era a União quem estava vendendo, como ele podia achar que a terra era legal?

No Pará, um terço das fazendas está em terras indígenas ou em áreas de conservação. O problema não existe apenas em Rondônia, portanto. Em toda viagem que fazemos à Amazônia é possível encontrar órgãos do governo brigando entre si. A equipe do Bom Dia Brasil mostra a briga entre Funai e Incra. No Pará, o Ibama acusava o Incra de derrubar até castanheira.

Por que eles brigam? Porque em Brasília brigam os ministros dos Transportes, da Energia e da Agricultura contra o ministro do Meio Ambiente. Eles brigam porque não há política governamental coerente.

Os desmatadores agem em rede e o mandante, o grande grileiro, nunca aparece. Por isso, o combate funciona apenas com pressão contra a cadeia produtiva, como está sendo feita no setor de carne.

Depois que supermercados decidiram não comprar dos frigoríficos que compram de fazendas embargadas pelo Ibama ou que têm abatedouros em áreas de desmatamento, tudo começou a mudar. Os frigoríficos estão assinando acordos de ajustamento de conduta.

O que funciona é asfixiar economicamente as empresas que fingem não ver que estão lavando o crime e exigir que os bancos públicos parem de financiar quem está envolvido neste crime.

 

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