Altos e baixos na cobertura de sustentabilidade


Na semana passada, a revista Veja teve um sopro de oxigênio e publicou uma entrevista interessante com a consultora francesa Élisabeth Laville, que assesora grandes companhias em assuntos ambientais (veja aqui). Ela fala na necessidade de as empresas adaptarem seus modelos de negócios à sustentabilidade. A principal frase que resume tudo o que ela disse está abaixo:

“Plantar árvores não é o suficiente para uma companhia convencer o consumidor de que protege o ambiente. É preciso fazer mais”

Muito interessante a abordagem dela e mais ainda vê-la no espaço nobre da maior revisa semanal brasileira. Mais uma prova de que o tema entrou de vez na pauta. O ponto negativo é que ela fez pregação contra comer carne.

Se o consumidor sabe que comer muita carne vermelha não é bom para a saúde, como dizem os estudos de cardiologia há duas décadas, e que sua produção tem impacto nas mudanças climáticas, é sua responsabilidade comer menos carne. A carne responde por 20% das emissões de dióxido de carbono (CO2) no mundo. A partir do momento em que recebo essas informações, fazer algo é minha responsabilidade como consumidora

Como gaúcho, não consigo abrir mão disso! Ainda mais depois da bela parrilla que comi na 6a feira no restaurante Parrila Del Sur.

E para ficar no tema dieta e sustentabilidade, aproveito para colocar aqui uma matéria que mostrei no curso de sustentabilidade e comunicação que dei lá em POA. Era uma capa da mesma Veja sobre dieta (maio de 2009). Só que no abre da matéria, falavam em desenvolvimento sustentável. Se alguém aí conseguir descobrir o link, gostaria de saber!

Capa da Matéria da Veja sobre Dieta

Capa da Matéria da Veja sobre Dieta

Desenvolvimento Sustentáve & Dieta. Hã?

Desenvolvimento Sustentáve & Dieta. Hã?

Dieta & Desenvolvimento Sustentável... cada uma.

Dieta & Desenvolvimento Sustentável... cada uma.

Nesse final de semana, em POA, foi tranqüilo falar sobre o conceito de sustentabilidade no pedaço do curso que falava disso. Fiquei impressionado com o nível dos alunos e com o nível de discussão que surgiu. Com certeza o pessoal não escreveria essas coisas acima. Novos tempos!

Atualização de 25/09

Recebi de um amigo via e-mail o seguinte raciocínio. Não veio via comentário, mas acho que vale compartilhar:

“A resposta é elementar.

Carne animal, grãos, legumes, verduras — enfim, quase tudo o que comemos – são produzidos  em grandes áreas cultiváveis.

Se a gente come muito, é preciso plantar muito. Como é mais ou menos pacífico o entendimento de que não é possível fazer um roçado sobre um ipê, quanto mais se come, mais árvores são derrubadas.

Sacou? O negócio, portanto, é fazer dieta.”

Eu agregaria: ou viver de luz! Como não é possível, teremos que continuar buscando o equilíbrio.

2 Comentários

Arquivado em Jornalismo, Sustentabilidade

2 Respostas para “Altos e baixos na cobertura de sustentabilidade

  1. D. Stucchi

    Super válido a Veja dar destaque ao tema da sustentabilidade e levantar o tema para discussão, mas infelizmente esta consultora não parece a pessoa mais bem preparada para falar do assunto. Entre outras coisas, achei um completo disparate ela comparar a trajetória de preços de produtos orgânicos com ar-condicionado e telefone celular!!!

  2. Dani, é verdade. Um tanto superficial. Mas para pegar 1 milhão de pessoas que leem a Veja, às vezes é começar pelo mais básico. Ainda que nem totalmente certo. Enfim, melhor falar do que não falar…

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