Por onde você se informa? Conheça o ponto de vista de Chris Anderson


A revista Poder (muito boa, por sinal) reproduziu uma entrevista da alemã Der Spiegel com o polêmico Chris Anderson, da revista Wired e responsável pela  criação do conceito de Cauda Longa (link) e agora pelo conceito de Free. No primeiro caso, ele dizia que a pulverização na distribuição de informações gerava um mercado de nichos, no qual não mais existe sucessos estrondosos, mas uma série de pequenos hits. Agora, radicalizou e acha que o mundo vai ser free ou com livre acesso a músicas, filmes ou livros e todo o tipo de conteúdo online. Essa conversa já deu boas discussões e debates na web. A discussão principal é: quem vai pagar a conta.

Na entrevista Anderson falou de temas muito polêmicos. Veja alguns trechos interessantes (e minha opinião entre parênteses e itálico):

– Não utilizo mais a palavra ‘mídia’, nem a palavra ‘notícia’. Elas eram usadas para definir o que era publicada no século 20. Agora, estão bloqueando nosso caminho (…). O que significa notícia para você, quando a maioria das notícias é criada por amadores hoje. Notícia é algo que vem de um jornal ou de um amigo? (Tanto faz, na minha opinião.) Eu simplesmente não consigo encontrar uma definição para essa palavra. Aqui na Wired, paramos de usá-la.

– A informação chega a mim de várias formas, via Twitter, e-mail, RSS, conversas. Eu não saio por aí buscando informação. Eu escolho minhas fontes e confio nelas. Se acontecer algo relevante no mundo, eu saberei. (Bingo, com o twitter, eu quase não acesso mais o G1, o UOL —  sei tudo por lá.)

– Nós estamos deixando de assistir às notícias televisivas, de ler jornais. E ainda assim ficamos sabendo do que importa, sem ficar à mercê dessa enxurrada de notícias ruins. Quando uma informação chega a mim, ela já foi analisada por alguém em quem confio. (Pontos de atenção aqui: há poucos dias, o guru mau-humorado da Web Andrew Keen lançou uma notícia falsa que se disseminou no Twitter. Outra coisa, Anderson é jornalista. Então, soa um pouco contraditória, ainda que eu entenda seu ponto.)

Polêmicas das boas! Mas ainda não acabou. A segunda parte vem aí… E viva os dilemas do mundo 2.0.

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Arquivado em Jornalismo, Mundo 2.0, Nova Sociedade

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