O lado A é melhor que o lado B? — Qual o impacto das redes sociais na produtividade?


Ontem saiu uma pesquisa (repercutida no Financial Times e na Exame) que fala nas perdas de produtividade das redes sociais para as empresas. Seria o "Lado B" das redes sociais. O número é chocante: US$ 2,3 bilhões para as empresas. Em média, as pessoas ficam 40 minutos por semana nessas redes sociais, segundo o estudo. Não vi em profundidade (não achei no site ou no google e procurar mais, aí, sim, seria perda de tempo…), mas imagino que a empresa tenha dividido as receitas totais da empresa, por número de horas/homem e subtraído os 40 minutos semanais apontando, assim, a perda de resultado.

A consultoria, que se chama Morse (uma empresa de tecnologia da informação provavelmente querendo vender firewalls e preocupada com sobrecarga de servidores), provavelmente deixou de lado os ganhos de produtividade que o fato de manter as pessoas conectadas com o mundo traz. Sobre isso, não há estudo, pois é muito mais difícil de se medir. Caímos na questão dos intangíveis (que envolve marca, reputação, engajamento com os públicos, sustentabilidade), itens que não estão nos balanços das empresas e ninguém ainda conseguiu mostrar como trazem bons resultados (objetivamente) às empresas. Mas que trazem, trazem (“No creo em brujas, pero que las hay, las hay”). Retenção de talento, desejo dos clientes de escolherem tal empresa ou serviço, atração de capital etc. Os questionários de prêmios em sustentabilidade, que nos acostumamos a preencher nos últimos anos, estão cheios dessas perguntas. Inclusive no do próprio Financial Times, que repercutiu essa pesquisa.

O caminho de identificar o valor das redes sociais é muito mais difícil do que o de apontar o dedo e encontrar problemas. É claro que há problemas. Mas também há problemas em gestão de pessoas, nas áreas de negócios, em todo o lugar. E o problema da dispersão não vai se resolver cortando acesso a redes sociais. O mundo 2.0 está cada vez mais interconectado. Encontrar jeitos de afastar as pessoas de desconectá-las é o mesmo que se fechar em quatro paredes.

Para não ficar somente na verborragia contra as tentativas de desqualificar as redes sociais como lugares improdutivos, segue um link com um estudo (Deep social media engagement pays dividends) mostrando que as empresas que mais investem em redes sociais aumentaram suas receitas em 18% nos últimos 12 meses. Esse é o "Lado A" das redes sociais

Em resumo, diz que, em média, as empresas que mais investem no engajamento via mídias/redes sociais aumentaram suas receitas em 18% nos últimos 12 meses, enquanto as menos engajadas viram as receitas cairem 6% no mesmo período.

Vai de novo para o pessoal da Morse ler: Em resumo, diz que, em média, as empresas que mais investem no engajamento via mídias/redes sociais aumentaram suas receitas em 18% nos últimos 12 meses, enquanto as menos engajadas viram as receitas cairem 6% no mesmo período.

O estudo considerou empresas do ranking 2008 BusinessWeek/Interbrand Best Global Brands ranking.
Foi analisada a performance de cada uma dessas empresas em mais de 10 canais de redes sociais, entre os mais relevantes (como Facebook, Twitter, Wikis etc).

As marcas mais engajadas e com melhor retorno são:

1. Starbucks (127)
2. Dell (123)
3. eBay (115)
4. Google (105)
5. Microsoft (103)
6. Thomson Reuters (101)
7. Nike (100)
8. Amazon (88)
9. SAP (86)
10. Tie – Yahoo!/Intel (85)

Com base nos dois lados da moeda, fica a pergunta: as redes sociais são boas ou ruins para a produtividade?

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