Arquivo do mês: junho 2010

Que venha a campanha 2.0

Começou a tal campanha 2.0. A equipe de José Serra saiu na frente com o lançamento do www.propostaserra.ning.com, falando na criação de um programa de governo colaborativo.

Inspirados na façanha incontestável de Barack Obama, nos EUA, em que conseguiu mobilizar o eleitorado via redes sociais para conquistar a presidência do país mais poderoso do mundo. (leia mais aqui), todos políticos tendem a seguir esta direção na campanha para eleição do próximo presidente do Brasil.

A campanha que ajudou a eleger Obama mudou o jeito de ver o potencial de mobilização das redes e também o quanto cada um pode fazer a diferença acionando suas redes. Desta vez com o potencial alavancador da internet. (A campanha criou também uma série de estrategistas da campanha de Obama vendendo palestras por aí, mas este é outro assunto.)

Vai ser interessante ver que, além das propostas de governo, será travada também uma guerra pelo melhor uso das redes sociais. Não que isso nunca tenha acontecido, afinal os marqueteiros sempre usaram a TV para “vender” as imagens dos candidatos. A diferença, desta vez, é que o veículo não será somente a televisão, veículo de mão única. Nas redes sociais, ambiente que proporciona o diálogo, a reverberação tende a ser maior, ainda que apenas uma parte da população tenha acesso à internet. (No Brasil são 67,5 milhões de usuários, ou cerca de 37%, segundo dados do Internet World Stats).

Exemplo disso foi a incrível campanha do CALA BOCA GALVAO e a recente escorregada de Marina Silva no Twitter.

Este ambiente, faz lembrar do glorioso Faustão e o seu bordão: “quem sabe faz ao vivo”. Em tempos de internet e HD, onde as imperfeições são mais difíceis de serem escondidas, quem ganha é o eleitor.

Que venha a campanha 2.0, pois.

Segue abaixo o material encaminhado pela campanha do PSDB.

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Proposta Serra: Um programa de governo colaborativo

Caro cidadão brasileiro,

É com prazer que nós, da equipe do Programa de Governo da campanha de José Serra à Presidência da República, convidamos você a participar da Proposta Serra, nossa rede colaborativa, um espaço na Internet que recebe propostas e sugestões para o futuro governo de José Serra e para o País.

Iniciativa pioneira em campanhas presidenciais, queremos elaborar um programa de governo discutido abertamente com a sociedade, recebendo e debatendo propostas de internautas de todo o Brasil.

As propostas dos internautas, formuladas em 40 áreas, estão sendo colocadas em debate na rede com os interlocutores da equipe do programa de governo. Participe desse processo.

Você pode se inscrever e participar em: www.propostaserra.ning.com

Contamos com vocês para fazer um debate sério e propositivo, para o bem do Brasil.

Atenciosamente,
Xico Graziano
Coordenador do Programa de Governo de José Serra

Proposta Serra. Escolha um tema. Faça uma Proposta. Entre na discussão.
www.propostaserra.ning.com

Endereço

PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira
Av. L2 Sul, Quadra 607, Ed. Metrópolis, Cob. 02
Brasília, DF 70.200-670

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Arquivado em Mundo 2.0, Nova Sociedade, política

Água imunda vira água potável – sem mágica

Muito se fala que a nanotecnologia é o futuro das descobertas e dos avanços da humanidade. A boa novidade é que ela já é o presente também.

Conheça a incrível história da garrafa que transforma água imunda em água pronta para beber. Só vendo para crer.

Vejam que a fala original foi feita no TED e acredito que só por isso é que tenha chegado ao Brasil. Ideias que merecem ser espalhadas!

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O que fica no final das contas

Nunca tinha ouvido falar sobre isso, mas gostei. Dizem que a cada filho que temos, 25% de nosso ego vai embora. Obviamente, isso não é nada científico e sou do tipo que precisa de dados, evidências, informações para acreditar em algo. Entretanto, a sabedoria popular tem razões que a própria razão desconhece e achei a reflexão válida, complementada com o trecho abaixo do diálogo reproduzido no excelente site number27.org (ao final do texto segue o diálogo original em inglês e a incrivel foto daquele dia).

"Fico sempre impressionado quando conheço idosos. Não importa o que tenham feito na vida – se são presidentes de grandes empresas, grandes artistas, qualquer coisa – eles sempre parecem dizer que a melhor coisa que fizeram foram os seus filhos. Eles sempre parecem dizer isso. E um pouco louco, por que na minha idade, não consigo imaginar isso. Mas como eles sempre dizem, deve ser verdade.˜

Lembrei também da frase de um ex-chefe que encontrei dia desses. Já com muitos anos de carreira, em idade (ou próximo) de se aposentar, começamos a falar de férias e viagens. Ele disse:

"Rodrigo, descobri que o que fica nesta vida são as férias, as viagens, a diversão, os bons momentos. Sem desmerecer a vida profissional, o trabalho, as lembranças marcantes são aquelas dos bons momentos com pessoas que gostamos.˜

E, por fim, lembro de muitas entrevistas que fiz com empresários e empreendedores para o livro ˜Como fazer uma empresa dar certo em um país incerto˜. Ao final, eu sempre perguntava a eles – todos empresários bem-sucedidos – o que teriam feito diferente. E eles invariavelmente diziam que queriam ter ficado mais tempo com os filhos. Considero um presente ter ouvido em tempo estas lições.

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Jun 18, 2010 . Siglufjörður, Iceland

Bergþór rolled up on his bike.

"Out for a little ride?" I said.

"Just airing out the soul," he said.

"Is that the best way to do it?"

"I like to go hike in the mountains," he said, "but it’s hard to find time. You know, I’ve got my obligations."

"Right, the family," I said.

"I heard somewhere that each kid takes away 25% of your ego," he said.

"And you’ve got two or three?"

"Two," he said.

"So I guess you’re like half a man then," I said.

"I’ve never though about it like that," he said. "But I suppose I am in a way. But of course there are many good things, too."

"You know, I’m always amazed when I meet old men and women," I said. "No matter what they’ve done in their life — if they’re the heads of big companies, great artists, whatever — they always seem to say their proudest accomplishment is their kids. They always seem to say that. And it’s crazy because for me, at my age, I just can’t imagine it. But they all seem to say it, so there must be something to it."

"How old are you?" he said.

"30," I said.

"Me too," he said. "Well, I just turned 31 a few weeks ago."

"And I’ll be 31 in August," I said.

"1979?" he said.

"Yeah, 1979."

He looked at the mountains.

"Well, I guess I better get back to them."

"Right, off you go."

"OK, see you later," he said, and he went away almost the same as he came.


Jonathan Harris
http://number27.org

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Arquivado em Felicidade, Questões

Por que o Cala Boca Galvão deu certo

Na primeira Copa do Mundo das redes sociais, a criatividade brasileira ganhou um troféu. E o potencial de disseminação de ideias neste mundo de hipervelocidade de informação ficou muito evidente, mais uma vez. O case do CALA BOCA GALVÃO ganhou os trending topics do Twitter e até atenção da mídia internacional, no NYTimes e no El País, para ficar em dois exemplos.

A brincadeira de juntar um tema que está com toda a atenção da mídia, o ambientalismo, como ‘cavalo de tróia’ para levar adiante a brincadeira de tentar calar o mais notável dos comentaristas brasileiros, ganhou o mundo.

A ideia foi disseminar a campanha de que para cada tweet enviado, 10 centavos de dólar seriam doados para o Instituto Cala Boca Galvão, que protege os raros Galvão Birds. Segundo a campanha, são 300 000 pássaros exterminados ao ano para que suas penas sejam usadas no Carnaval. Teve até filme no YouTube

Brasil (bola da vez), Carnaval (a maior festa do imaginário no planeta) e ambientalismo (preocupação planetária) foram as receitas para a brincadeira ganhar tanta força.

E como o evento ficou nos trending topics do Twitter, teve muita gente curiosa e outras tentando explicar que o Cala Boca Galvão não se refere a salvar pássaros. Como a Advertising Age

Também teve a história que o CALA BOCA GALVAO seria uma canção da Lady Gaga, mas essa não colou muito e não é tão elaborada assim.

Vale explorar ao menos dois aprendizados desta incrível brincadeira:

1. A reação, elegante, do Galvão Bueno, uma “máquina bombástica de clichês”, segundo o NYtimes (clique aqui). Galvão evocou Ayrton Senna (um mito) para mostrar que é maior do que isso. Disse que o Senna, seu amigo, já o chamava ele de papagaio há muito tempo e agora fizeram este link com o papagaio. Galvão se auto-assumiu um tagarela. Aqui, um trecho de sua fala. É claro que a campanha tem o seu motivo de ser. O Galvão é muito chato em algumas transmissões e me deixa particularmente irritado em transmissões de jogos entre Grêmio e um time paulista (e acho que isso vale para qualquer torcedor de time de fora de São Paulo) com a imparcialidade com que narra. Ele, que é esperto, deve tirar algum aprendizado desta história. Mas não quis ir contra e isso é o que vale no mundo das redes sociais. Simplificando as coisas, é mais ou menos como crianças na escola. Aquele que mais se irrita é quem mais sofre. E a própria Globo fez um jogo brincando com as principais frases do Galvão. O jornal El País publicou. (Recentemente, uma grande empresa de produtos alimentícios reagiu muito mal ao protesto de fãs da página do Facebook em relação a um problema em um produto. Conseguiu ganhar a antipatia das pessoas e um problema que estava restrito ganhou uma dimensão muito maior. O jeito de as marcas (considerando o Galvão Bueno e a Globo como marcas) faz toda a diferença neste novo mundo das redes sociais. Tem que entender espírito do tempo…)

2. A brincadeira coletiva. Teve gente dizendo: por que o Brasil não se mobiliza para calar o Sarney ou para fazer outras coisas para um país melhor. Poderíamos ter várias explicações. Eu arrisco uma: o prazer. Ter o sentimento de fazer uma pegadinha coletiva funcionar no mundo inteiro não tem preço. A reação é imediata, divertida. O prazer é instantâneo. Falar para o Sarney sair é chato. Política é chato para a grande maioria das pessoas. Fazer a sua parte para um Brasil melhor é algo muito mais profundo. Enviar um tweet falando CALA BOCA GALVÃO é algo descompromissado, leve. Ou seja, não são coisas comparáveis.

Mas ficou uma dúvida: que fim levou a faixa que estava no início do jogo, com um recado para o Galvão?

Leia mais: O TED, as ideias e o incrível potencial multiplicador da internet

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Arquivado em Colaboração, Comunicação, Mundo 2.0, Nova Sociedade, Uncategorized

Lá vem a Copa

Já em clima de Copa, segue aí um estímulo para acompanhar jogos ruins, com o nosso incrível Galvão Bueno. A fonte é o blog naosalvo.com.br

Divirtam-se e vai, Brasil!

bingogalvao.jpg

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Conhece a Islândia?

Em geral, os vídeos turísticos para atrair visitantes aos países são óbvios, com as imagens mais lindas do país se revezando com filmagens do povo do lugar mais produtos típicos. Neste vídeo da Islândia (clique abaixo) tem tudo isso, mas de uma forma totalmente diferente. Dá até vontade de visitar, não dá?

Ainda mais agora, que o país deve estar uma pechincha, depois da quebradeira generalizada dos bancos pós-crise mundial de 2008 (vale ler esta incrível matéria da Piauí, quem tiver um tempo para dedicar)

Só não tem referência ao vulcão que afetou os voos da Europa, mas aí seria querer demais!

Inspired by Iceland Video from Inspired By Iceland on Vimeo.

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Arquivado em Comunicação, Viagens

Mate na paulicéia

Mas, ah!

Estadão traz hoje um especial sobre chimarrão no caderno Paladar.

Tem de tudo, até receita de farofa e sorvete com chimarrão, feitas pela chef Carla Pernambuco, que, apesar do nome, é gaúcha!

Segue abaixo uma das matérias e aqui o link para todas.

Esse post é especial para meu amigo Mauro Sergio, que me perguntava dias atrás como se fazia o chimarrão. Bah, e é claro que o escrevo sorvendo um bom de um mate vindo lá dos pagos do Mercado Público de Porto Alegre!

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Tradição. Mate bom, é mate puro, sem adição de açúcar ou leite. Foto: Alex Silva/AE

Puxe o banco e sente, enquanto a chaleira chia e o Paladar ceva o amargo do chimarrão para você. E, já que adaptamos o verso de Cevando o Amargo, do gaúcho Lupicínio Rodrigues, acrescentamos uma outra recomendação: faça-o numa roda de amigos, porque tomar chimarrão é amistoso, agregador, embora se possa, é claro, saboreá-lo sozinho.

"É na roda de mate que a tradição do chimarrão tem um significado muito especial, por agrupar pessoas, sem distinção de raça, credo ou poder econômico. Mas há ainda o mate solito e o de parceria", explica o cantor Ernesto Fagundes, apresentador do programa A Hora do Mate, transmitido diariamente pela Rádio Rural, de Porto Alegre.

Traço comum entre gaúchos e "gauchos" – unidos por um mesmo Pampa, mas separados pelas fronteiras entre Brasil, Uruguai e Argentina -, o chimarrão, como outras infusões, tem lá suas cerimônias e regras. Água quente? Sempre. Fervendo? Jamais.

A água muito quente queima a erva e estraga o sabor. A temperatura correta para o mate é de 65ºC – mas como ninguém fica conferindo com termômetro, é só tirar a chaleira do fogo no primeiro chiado.

Bem, o ideal gaúcho pede água aquecendo na chaleira enquanto se toma o amargo, mas a praticidade da garrafa térmica está se impondo. Afinal, foi ela quem libertou o chimarrão da roda de fogo e deu mobilidade à bebida, que passou a ser levada a escritórios, escolas, praças e à praia – sim, gaúcho toma chimarrão até à beira do mar no calor de fevereiro, o mês do veraneio no Estado. Qualquer local vale e toda hora é hora.

Mas não ouse fazer invenções com o mate, como adoçar ou pôr leite. Isso é ofensa das mais graves, assim como pisar no poncho – como se diz lá no Rio Grande do Sul.

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