A boa notícia de aproximar ideias diferentes


Playhouse, o teatro onde acontece o TED Global, em Oxford

…e o dia 2 do TED começou de maneira surpreendente, com o blogueiro e “visionário digital” Ethan Zuckerman explicando o que foi o CALA BOCA GALVÃO! O auditório deu boas gargalhadas com a história. Zuckerman brincou ao dizer que você não tem como dar errado com uma campanha ao pedir que as pessoas sejam ativistas digitais repassando uma frase no Twitter! (Leia mais)

Foi a primeira de 20 palestras/shows do dia. A intensidade de informação é algo  impressionante. Na última do dia, por mais interessante que fosse, já fica mais difícil de prender a atenção.

De maneira geral, ficou muito clara hoje a busca por diversidade. A primeira palestra, do Ethan Zuckerman, tinha como ponto o fato de que, apesar da enorme conectividade, as pessoas ainda se conectam basicamente somente com aquelas que conhecem. Para ilustrar, mostrou um mapa mundial com os registros dos voos durante um dia.

E as palestras que se seguiram mostravam boas notícias (o tema do evento) de como esta aproximação é possível. Houve muitos palestrantes ressaltando isso, como a escritora Elif Shafak, que tem origem turca e escreve em turco e inglês, Teve ainda a palestra da psicóloga Inge Missmall, que faz trabalho humanitário pós-traumático no Afeganistão. Os comediantes árabes Jamil Abu-Warden e Max Jobrani também fizeram referência à necessidade de se criar meios de  aproximar as culturas eque estão rodando muitos países com o show que pode ser traduzido por “Eixo do Mal“, uma referência à expressão que George Bush criou para falar de Coréia do Norte, Iraque e Irã. Por meio de piadas, eles consegue ridicularizar a visão estereotipada dos árabes como terroristas.

Outros destaques:

Laurie Santos, sobre o motivo de fazermos escolhas erradas e o teste que aplicou nos macacos para entender o comportamento humano. O livro dela traz mais detalhes.

Annie Lennox falou da campanha contra a AIDS e mostrou o impressionante número de que 1100 nascem infecatas por AIDS todo dia, sendo que 1000 destas só na África.

Arthur Potts-Dawson mostrou seu The People’s Supermarket e o restaurante que só funciona com hidreletricidade (pro Brasil não é tão novo assim, mas aqui é).

John Hardy mostrou a incrível “escola verde“, sustentável, que inspirou mudanças em toda a comunidade.

A última que destaco aqui foi a de Eben Bayer, que está desenvolvendo uma maneira de produzir embalagem para substituir isopor e possivelmente outras coisas a partir de cogumelos. Eles fazem coisas incríveis na Ecoative Design.

E para acabar, conto aqui que me chamou bastante a atenção: os aplausos para a pesquisadora de economia comportamental Sheena Ivengar (@sheena_ivengar). Ela é cega e ao final, como não faria sentido aplaudi-la de pé, a plateia fez um barulho acima do normal, para que ela tivesse certeza que estava sendo ovacionada. E ninguém levantou… Isso também é reconhecer a diversidade.

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Arquivado em Inspiração, Mundo 2.0, Nova Sociedade, Sustentabilidade

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