Arquivo do mês: agosto 2010

A sacola plástica e a vida na Terra

Nós e as sacolas plásticas

Como as indústrias de tabaco e madeireira, que despertam muitos sentimentos negativos na sociedade e nos consumidores, a indústria plástica está prestes a se tornar o próximo alvo (se já não se tornou…). Não faltam campanhas com o objetivo de desqualificar o seu uso, lembrando dos terríveis impactos que causam para o meio-ambiente. Só para lembrar, uma sacola plástica pode levar até 500 anos para se decompor. Já há tentativas de produzir o plástico biodegradável (ainda não ouvi nenhuma recomendação positiva sobre isso, se alguém souber favor avisar) e até o esforço da associação de indústrias plásticas de lembrar o valor das sacolinhas.

É inegável a praticidade que trouxeram ao dia-a-dia. Ainda lembro de ir ao supermercado e voltar com as compras em sacolas de papel. Aposto que nenhum Geração Y (como são conhecidas as pessoas nascidas na década de 80 – ou millennials em outra abordagem) lembra disso. Mas também lembro de minha mãe usando carrinho de feira para trazer aquelas coisas que não se podia transportar nas sacolas de papel, como objetos de geladeira, que molhavam o papelão e faziam todas as compras caírem no chão.

Como tudo na vida, a sacola plástica tem seu lado positivo e negativo. O problema é o excesso. Uso em excesso neste caso… A já famosa mancha de plástico no Oceano Pacífico é dar medo. Ainda não vi nenhuma foto sobre isso, parece uma lenda urbana, mas os estudos confirmam que existem. Afinal, para onde iriam as sacolas plásticas. Os balões, feitos de plástico, vão para um lugar idílico (veja aqui).

Já as sacolas, vão para o seu próprio paraíso. A grande mancha plástica do pacífico… Como conta, em tom épico, este vídeo produzido pela ONG Heal the Bay, na Califórnia, onde se utilizam 19 bilhões de sacolas plásticas por ano.

Esta outra versão apresenta um filme que é parte da série FutureStates, feita de 11 mini-ficções que exploram cenários hipotéticos para o nosso futuro por meio da lente da realidade hoje. É uma biografia da sacola plástica. De dar dó. A sacola humanizada, falando em inglês, com sotaque estrangeiro (voz de Werner Herzog), procurando o seu genitor (maker). Quase uma andróide de Blade Runner, buscando sentido para a vida… Coitada.

Mais impactante que isso só a cena da sacola rodando no vazio, no belíssimo “Beleza Americana”:

Não há mensagem aparente na versão do diretor Sam Mendes, do vencedor do Oscar Beleza Americana. Só aquela que a poesia consegue entregar. Lúgubre. Melancólica. Existencial.

Pausa. Corta para a Plastivida. Tentando mostrar a importância da sacola plástica.

Pense no lixo da sua cozinha. Para onde ele vai depois que entra no saco plástico? Pouca gente sabe. Pouca gente se preocupa com isso. Poucos têm tempo para fazer compostagem de lixo ou mesmo para ir até o “ecoponto” mais próximo reciclar o lixo. É mais fácil ser contra a sacola. E não estou aqui para criticar, querer banir o uso da sacola plástica. É, sim, algo para se preocupar. Mas ainda está longe o dia que vou deixar de usar sacolas plásticas. Recuso-as no supermercado, onde quer que eu vá. Levo sacolas de lona (que estão quase ficando chics), mas ainda é pouco perto do problema do uso indiscriminado das sacolinhas. O que fazer? Aceita-se sugestões.

Independente da mensagem, fica a lição de buscar novos jeitos (interessantes) para falar de assuntos sérios e importantes. Nada de ficar “enchendo o saco” do amigo dizendo que ele vai acabar com o planeta se continuar usando sacola plástica, mas, sim, buscar chamar a atenção de maneira criativa…

Leia mais na SuperInteressante

A Terra, a milhões de quilômetros

Enquanto isso, a 114 milhões de milhas de distância, a sonda Messenger, da Nasa, tira uma foto da Terra e da Lua, nos colocando na nossa insignificância. Num universo tão grande, do qual não conseguimos imaginar em nosso cérebro sua vastidão, cá estamos vivendo o privilégio da vida. E transformando petróleo em plástico. Tirando algo que durou milhões de anos para se formar do fundo da terra e jogando para atmosfera, causando aquecimento global e poluição. Espero que ninguém esteja vendo isso ao lado da sonda Messenger.

A Terra e a Lua a 114 milhões de milhas na perspectiva da Messenger

Leia mais: http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1305422/Incredible-image-Moon-orbiting-Earth-taken-Nasa-probe-114-million-miles-away.html#ixzz0y3S4r4rG

TED Talk da semana – Dimitar Sasselov

Como encontramos centenas de planetas parecidos com a Terra (clique aqui para ver em português)

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Os rumos deste século, segundo Quino

Quino, o autor da Mafalda expressa abaixo sua visão de mundo. Pessimista, é claro. Mas no traço de um cartunista, tudo pode. E aí, é esse mundo que queremos?

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Como ficar (bem) sozinho e outras

Como ficar sozinho

Nunca tive problemas em ficar sozinho, mas sei que isso não é a regra. Como tudo na vida, o equilíbrio é que é a regra. A regra para se sentir bem, feliz, tranqüilo e – talvez – realizado. Mas quando você precisar ficar sozinho, vale se inspirar neste vídeo abaixo, ‘curado’ na newsletter de Maria Popova, conhecida como @Brainpicker no Twitter (é incrível como só vem coisa boa de lá!).

O vídeo abaixo, composto pela poeta Tanya Davis e pela cineasta Andrea Dorfman, é uma verdadeira poesia. Tem mais de 1 milhão de acessos no YouTube – o que só mostra que tem muita gente querendo – ou encontrando poesia em estar sozinho.

Ficar sozinho traz medo, inquietude. Traz dúvida, mas pode trazer muita certeza. Desde que você esteja bem equilibrado com quem você é. É a melhor maneira de se conhecer. Talvez seja a única… E é também a melhor maneira de valorizar a companhia das pessoas de quem se gosta. E talvez seja a única também.

It is in the water where I center my emotion˜

Esta é uma frase de uma letra de música do Red Hot Chili Peppers que não sai da minha cabeça quando fico longe demais da água. É grave. A ponto de eu não olhar revistas de surfe para não ficar com vontade! Nadar ajuda bastante, mas não passa de um paliativo. Surfar tem a ver com o vídeo acima. É quase paradoxal, pois é uma atividade solitária que fica melhor em grupo, com amigos. O que une é a água, tão bem retratada nas fotos deste Ensaio curado pelo site da Pictory e na minha (ousada) versão.

Vista da praia de Uluwatu, em Bali

O mundo nem sempre é como achamos que ele é.

Estes filmes da Economist, `curados`a partir do Twitter @vpublicitaria são um golpe no cérebro (filme 1) e golpe no estômago (filme 2).

Vale o clique e não precisa entender inglês. A linguagem é universal.

TED Talk da semana

Matt Ridley – Quando as ideias fazem sexo (veja aqui em português)

Mais:

O mapa interativo das comunicações via cabos submarinos

O Índice de Sustentabilidade do Walmart

Whose Sustainability is This Anyway – uma síntese do movimento de sustentabilidade

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No cheque especial ambiental….

Viver no cheque especial pode ameaçar lugares como este em Bali, Indonésia

Todo ano, a Global Footprint Network calcula como estamos consumindo os recursos naturais da Terra. E o dado surpreendente é que a cada ano que passa, gastamos cada vez mais do que temos. Gastamos mais do que a Terra consegue repor. É mais ou menos como uma família vivendo no cheque especial.

E a cada ano que passa, o dia em que estouramos esse cheque especial chega mais cedo. Amanhã, 21 de agosto, seria teste dia. Quase um mês antes do que o do ano passado. Os números são alarmantes e a diferença é tão grande em função de mudanças de cálculo.

De qualquer jeito, neste sábado, você, eles, nós, estamos já devendo pro Planeta.

A new economics foundation, ONG inglesa que busca novos modelos de desenvolvimento, fala de dados patéticos. Veja só: o Reino Unido exporta 131 mil toneladas de gomas de mascar para a Espanha e importa 125 mil toneladas de volta. Faz sentido?

Certa vez, tive uma conversa com um amigo que questionava o fato de os holandeses comerem bananas todo o dia. “Isso é viável? Os holandeses moram em um lugar em que não cresce banana. Por que eles precisam comer banana todo dia. Temos que questionar este modelo de desenvolvimento˜, disse ele. Eu não consigo ser tão radical e acho que as pessoal devem ter as opções – e fazer as melhores escolhas. Mas o fato é que daqui para frente, cada vez mais ouviremos falar de dúvidas como estas…

Para saber mais:

>> Find out more about our work on ecological debt

>> From the blog: Professor Herman Daly explains the opportunity cost of economic growth

>> TreeHugger: Eco-friendly ways to measure the economy

>> Global Footprint Network

Terra termina recursos do ano no sábado, calcula ONG

DA FRANCE PRESSE, EM PARIS

No próximo sábado (21), os habitantes da Terra terão esgotado todos os recursos que o planeta lhes proporciona para o período de um ano, passando a viver dos créditos relativos ao próximo ano, segundo cálculos efetuados pela ONG Global Footprint Network (GFN).

De acordo com o estudo, “foram necessários 9 meses para esgotar o total do período”, em termos ecológicos.

A GFN calcula periodicamente o dia em que vão se esgotar os recursos naturais que o planeta é capaz de fornecer pelo período de um ano, consumidos pela humanidade, aí incluídos o fornecimento de água doce e matérias-primas, entre elas as alimentares.

Para 2010, a ONG prevê o “Earth Overshoot Day” (ou Dia do Excesso, em tradução livre), no próximo sábado, significando que em menos de nove meses esgotamos o que seria o orçamento ecológico do ano, diz o presidente da GFN, Mathis Wackernagel.

No ano passado, segundo ele, o limite foi atingido no dia 25 de setembro, mas não é que o desperdício tenha sido diferente.

“Este ano revisamos os nossos próprios dados, verificando que, até então, havíamos superestimado a produtividade das florestas e pastos: exageramos a capacidade da Terra” de se regenerar e absorver nossos excessos.

Para o cálculo, a GFN baseia-se numa equação formada pelo fornecimento de serviços e de recursos pela natureza e os compara ao consumo humano, aos dejetos e aos resíduos –as emissões poluentes, como o CO².

“Em 1980, a nossa “pegada ecológica” foi equivalente aos recursos disponíveis da Terra. Hoje, é de 50 % a mais, explica a ONG.

ORÇAMENTO

Assim, “se você gasta seu orçamento anual em nove meses, deve ficar provavelmente muito preocupado: a situação não é menos grave quando se trata de nosso orçamento ecológico”, explica Wackernagel.

“A mudança climática, a perda da biodiversidade, o desmatamento, a falta de água e de alimentos são sinais de que não podemos mais continuar a consumir o nosso crédito”, completa.

Para inverter a tendência, é preciso “que a população mundial comece a diminuir” –um tabu que começa a ser desmistificado pouco a pouco entre os demógrafos e os defensores do meio ambiente, inclusive no seio das Nações Unidas.

“As pessoas pensam que seria terrível mas, para nós, representaria uma vantagem econômica. É uma escolha”, comenta Wackernagel.

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Um mundo sem palavras e outras

O mundo sem palavras

Um video incrível sobre como seria feito o mundo sem palavras.

Governos, empreendedores sociais e interdependência

Na semana passada, a revista Economist publicou uma matéria que fala da aproximação cada vez maior entre governos e empreendedores sociais. A matéria diz que os governos estão pedindo ajuda para resolver seus problemas. Tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos, esta tendência está em alta. O governo de Barack Obama listou os 11 primeiros programas que serão apoiados pelo novo Fundo de Inovação Social. No total, cerca de US$  50 milhões se juntarão ao aporte de US$ 74 milhões de grandes ONGs para expandir o trabalho em saúde e para criar empregos para apoiar jovens. É uma grande notícia, que deixa claro a importância do envolvimento de todos na solução de problemas. Afinal, ninguém faz nada sozinho. A matéria da Economist: http://www.economist.com/node/16789766

Life is good lab

É cada vez mais comum a vontade das empresas de construirem algo em conjunto com os consumidores. Estamos saindo das interações entre marcas e consumidores para um diálogo mais profundo, que visa construir algo. O problema é que poucas empresas estão conseguindo fazer isso na prática, além do discurso…

Bem, a LG acaba de criar o LG Life’s Good LAB, uma plataforma colaborativa criada e desenvolvida pela LG do Brasil. Usando o Facebook, a empresa quer atrair ideias para o desenvolvimento de produtos. As ideias serão avaliadas e poderão virar projetos na LG. Eis o vídeo de divulgação do projeto.

O mapa das redes sociais

O mapa das redes sociais

As grandes marcas e o mundo 2.0

Este blog traz alguns exemplos de como grandes marcas estão se movendo no mundo 2.0 e aproveitando o seu tamanho para potencializar os efeitos. O gráfico abaixo mostra um De – Para e aqui neste link é possível explorar os exemplos. Trata-se da concretização daquela máxima de que se você for fazer depois, faça bem-feito. Com o tanto de experiências que já existem e pisadas na bola de muitas empresas, fazer depois já não é tanto um problema nas redes sociais. O problema é não fazer…

O "De-Para" das grandes empresas nas redes sociais

TED Talk da semana – Sheena Yvengar, sobre a Arte de Escolher (aqui em português)

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Três tendências sustentáveis

Se você fosse um presidente de uma grande empresa e estivesse preocupado com o tema sustentabilidade nos negócios, por que você estaria preocupado com isso? Uma pesquisa da Accenture chamada de “Nova Era da Sustentabilidade”, lançada recentemente, fez uma consulta a quase 800 CEOs do mundo inteiro sobre a evolução da prática da sustentabilidade nos negócios e suas principais preocupações com o tema. As três principais conclusões da pesquisa reforçam o que está no ar, mas só se torna evidente com estudos assim: 1. O consumidor é (ou será) o rei. 2. Importância da tecnologia e inovação. 3. Colaboração é crítica.

O debate atual sobre a sustentabilidade tem em seu eixo essas três variáveis. O consumidor (também no papel de cidadão) está no centro da questão ao pedir e cobrar mudança das práticas das empresas. Há alguns meses, assisti a um debate com Ray Anderson, CEO da Interface, uma das maiores fabricantes de carpetes do mundo. Anderson é uma referência no mundo da sustentabilidade e foi um dos protagonistas do documentário The Corporation, sobre o crescente papel das corporações no mundo dos negócios. No debate, ele contou uma história reveladora sobre como o tema se tornou importante para sua empresa. Certo dia, disse ele, um dos clientes perguntou como era o descarte dos carpetes usados e o que estavam fazendo para evitar a poluição do meio ambiente. “Não sabíamos a resposta, mas fomos atrás.” A história da Interface rendeu um livro, uma autobiografia de Anderson chamada “Confessions of a Radical Industrialist” e traz detalhes sobre o tema.

O que à época parecia uma questão isolada, hoje se tornou uma tendência. A própria pesquisa da Accenture mostra que 58% dos CEOs dizem que os clientes são seus principais stakeholders, mais do que empregados (45%) e governos (39%). A segunda tendência apontada pelo estudo tem a ver com tecnologia. Nada menos do que 91% dos CEOs apontam que suas empresas irão usar novas tecnologias para integrar a sustentabilidade na gestão nos próximos cinco anos. Sem dúvidas, uma nova abordagem para geração eficiente de energia, uso de energia renovável e de informação e comunicação será determinante para os avanços no tema. Historicamente, a humanidade tem recorrido à tecnologia para resolver questões prementes e fundamentais, como aconteceu na alimentação e colocou por terra a teoria de Thomas Malthus, que apontava para uma escassez mundial de alimentos.

Recentemente, o americano Matt Ridlley lançou o livro “The Rational Optimist” (ainda sem tradução em português), reforçando o ponto da tecnologia como panaceia universal e dizendo que sempre podemos contar com a tecnologia para nos salvar. Como ponto de atenção, vale lembrar que seremos 9 bilhões de pessoas em 2025.

Muitas pessoas, com muitas questões em aberto e um mundo ávido por recursos naturais para garantir vidas mais confortáveis para todos. E aqui entra a terceira tendência do estudo com os CEOs: a colaboração. Um total de 78% dos CEOs acredita que os problemas de hoje são muito grandes e complexos para serem resolvidos sozinhos.  A colaboração exige uma atuação aberta, baseada em relações de troca sólidas. Ninguém faz nada sozinho.

Com a cobrança e urgência de se reinventar os negócios, é forte a tentação das empresas comunicarem sobre os benefícios da sustentabilidade.

A velocidade com que a a informação trafega pelo mundo hoje deixa claro que vivemos na era da comunicação. Com a cobrança e urgência de se reinventar os negócios, é forte a tentação das empresas comunicarem sobre os benefícios da sustentabilidade. Indagados sobre os fatores que fizeram os CEOs tomarem ações relativas à sustentabilidade, 72% responderam que foi por preocupação com marca, confiança e reputação. Muito a frente do segundo colocado, o potencial de aumentar receitas e diminuir custos, que levou  44% das respostas. Ou seja, comunicação está no topo das preocupações dos presidentes de empresas em todo o mundo.

Num ambiente em que todos querem disseminar suas práticas sustentáveis, em que os consumidores estão mais atentos, a comunicação está virando um item de primeira necessidade. Mas como e quanto as empresas estão falando? Mais do que fazer, a necessidade que se coloca agora é de comunicar – e bem.

(Publicado originalmente no site da Revista Amanhã)

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Debate 2.0, sustentabilidade bem comunicada, surfe na lona etc.

Comunicação bem-feita sobre sustentabilidade

Filme sobre gás natural – há cada vez mais exemplos bacanas de comunicação inovadoras no tema da sustentabilidade. Este filme estimulando o uso de gás natural é um excelente exemplo disso.

Aproveitando, vale conhecer esta seleção dos melhores anúncios de sustentabilidade feito pelo jornal inglês Guardian. Consta lá uma peça do Instituto Akatu (abaixo).

 

A peça do Akatu escolhida uma das melhores do mundo pelo Guardian

 

Crescimento vs desenvolvimento

Dei um curso de 7 horas de duração sobre Sustentabilidade e Comunicação neste final de semana em Porto Alegre. Em uma das dinâmicas, os alunos estudam alguns textos sobre o debate entre crescimento vs desenvolvimento. Ou seja, é possível desenvolver cidades, localidades, países, sem necessariamente precisar de crescimento econômico? Há uma série de economistas que dizem que sim. Um dos mais renomados pesquisadores deste tema é Herman Daly, que deu uma entrevista para a Revista Época Negócios. Seguem uma pergunta e o link para a entrevista completa: (Para os alunos que passarem por aqui, eis uma complementação ao curso!)

Mas o senhor vê alguma mudança na postura dos economistas mais ortodoxos?

De certa forma sim, porque as pessoas estão vendo com mais clareza as consequências da mentalidade do crescimento ilimitado. A economia de cada nação está limitada pelo seu pedaço na biosfera, mas elas ainda estão tentando crescer além disso, passando para o espaço ecológico de outros países. Essa é a mentalidade da globalização, que está agora chegando aos seus limites. Creio que essas ideias estão ganhando atenção por que de forma crescente elas parecem mais congruentes do que o crescimento para sempre. Claro que para os políticos, e para muitos economistas, ainda é venenoso falar sobre os limites ao crescimento.

Debate 2.0

A semana que passou teve o incrível debate dos candidatos à presidência do Brasil. Não que o debate tenha sido lá estas coisas, mas a repercussão via twitter foi a grande novidades. A baixa audiência na TV foi compensada pela grande quantidade de mensagens nas redes sociais. O candidato Plínio Sampaio virou trending topic no Twitter e no dia seguinte saíram análise sobre quem teria vencido o debate na visão dos usuários de redes sociais. Esta matéria no M&M online diz que Marina Silva saiu vencedora na discussão virtual.

Surfe na lona

O skate nasceu da vontade de surfistas californianos deslizarem em dias de verão, com poucas ondulações na costa oeste americana. E como surfe sem tubo não é a mesma coisa, eis que deram um jeito de trazer o tubo para o skate também. O tarp surfing, ou surfe na lona, já começa a ganhar alguma visibilidade. Um caso interessante de inovação no esporte.

TED Talk da semana – Jill Bolte Taylor

Foi uma das primeiras que vi e é uma das mais clássicas, disparado. Jill Bolte-Taylor, neurocientista, teve um derrame e virou seu próprio objeto de estudo. Esta é uma fala com alto nível de emoção. Vale a pena. (Veja aqui no site do TED, com legendas em português)

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