A superpotência do amor


Brasil, acordando para o seu potencial

Quem ainda não viu, precisa ver o documentário da CBS com a visão americana sobre o Brasil. São 13 minutos falando sobre o despertar do país. Foi ao ar no final do ano passado e virou uma espécie de viral agora. É curioso ver o ponto de vista dos gringos sobre as terras tupiniquins. O tom é até meio festivo, em alguns momentos superficial (e dificilmente seria diferente em uma reportagem de 13 minutos para a televisão) e por isso é que vale a pena ver. Nossa imagem no final das contas é positiva.

Há entrevistas com Eike Batista, Lula e Eduardo Bueno (o jornalista também conhecido como Peninha).

O tom é o de que o país do futuro está se tornando o país do presente.

A certa altura, Eike Batista diz: “Hello, americans, you need to wake up”.

Lula, para dizer que o Brasil está bem, diz que os bancos nunca ganharam tanto quanto no governo dele, que as montadoras nunca venderam tantos carros, e que os trabalhadores nunca tiveram tanto dinheiro. De tão confiante, ele até dá a receita do sucesso para liderar!

Lula descobriu o receito para governar: fazer o óbvio

“O sucesso de um governante é fazer o óbvio, mas que alguns insistem em fazer o diferente”, diz Lula.  Para ele, uma das coisas era diminuir a diferença entre ricos e pobres.

Eduardo Bueno, o Peninha, diz que o sucesso de Lula está no fato de ele ser “streetwise”, sabe como se virar. Um cara que fala com o povo, banqueiros e com Obama.

Sobre o futuro, o programa fala que Dilma foi eleita porque Lula não podia ir para o terceiro mandato.

“Nós não somos cidadãos de segunda classe. Podemos acreditar em nós”, fala Lula.

A CBS até arrisca a falar no jeitinho brasileiro, o “Brazilian way”. Na tradução, dizem que jeitinho brasileiro siginifica se perguntar: “porque fazer algo hoje se pode ser feito amanhã.”

Ao Eduardo Bueno, a TV pergunta sobre a frase de De Gaulle, que dizia que o Brasil não era um país sério. Peninha diz que ainda não somos em vários aspectos. Dá como exemplo o fato de que as pessoas combinam de ir uma na casa das outras, mas acabam não aparecendo. E aí ele pergunta: “Como fazer negócios deste jeito?”

Aí, a CBS faz o contraponto, mostrando as favelas e traficantes derrubando helicóptero policial com metralhadoras. Para em seguida, voltar ao tom positivo, dizendo que já são 13 unidades pacificadas e muitas outras por vir.

As favelas começam a ganhar a cara de Tarsila do Amaral

O repórter lembra da Copa do Mundo e que a Fifa está dizendo que o Brasil está atrasado para a Copa. “Temos que tomar cuidado com o perfeccionismo europeu porque eles acham que tudo o que fazem é bem mais feito do por aqui. Podem ficar tranqüilos, que organizaremos tudo a tempo”, diz Lula.

Em seguida, Peninha diz: “Querem fazer em quatro anos o que não foi feito em 500 anos. É claro que não vamos estar prontos.

A entrevista continua: Qualquer coisa que acontecer no Brasil, não podem dizer que foi por falta de dinheiro. E fala-se da mina de ouro, o pré-sal. “São trilhões de dólares lá embaixo. Significa que o Brasil será o 3º ou 4º maior produtor de petróleo”, diz Eike.

Para finalizar, a reportagem diz que Brasil, China, Russia e India (BRICs) serão as próximas potências, de acordo com estudos de especialistas.

E aí, vem a pérola: “Brasil será um tipo diferente de potência nuclear, fazendo amor e não guerra.” Afinal, lembra a reportagem, o Brasil é um país pacífico desde 1870.

Brasil: superpotência do amor

“Porque lutar, se podemos ir para a praia, jogar ou assistir futebol? Let’s drink a beer”, diz o bon vivant Eike Batista.

Só faltou mesmo falar do Plano Real e que o Brasil não começou com Lula, apesar de todos os méritos de seu exitoso governo que foi coroado com a eleição da sucessora Dilma.

De qualquer maneira, o Brasil está conquistando seu lugar ao sol apostando no soft power (cultura, relacionamento) e não no hard power (poder bélico, guerra, economia). É um jeito de ganhar espaço no mundo. Mais ou  menos como aquele cara na escola que por não poder ganhar na força,  vai levando na simpatia e no bom-papo. Somos nós. “É nóis!”. Veja o vídeo:

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