Arquivo da tag: Facebook

Twitter para de crescer e Facebook segue na escalada

Pesquisa divulgada há três dias mostra que Twitter deu uma estagnada enquanto que o Facebook continua a crescer.

Acho que o Twitter cresceu de mais nos últimos meses e agora está encontrando tempo para respirar. Uma coisa é certa, na busca que faço sempre por novos amigos na lista de contatos, pouca gente nova aparece. Será que todos que se interessariam pelo twitter já encontraram a ferramenta?

Um grande amigo meu disse esses dias: cara, como tu consegue (tu, ele é gaúcho) colocar tanta coisa no Twitter? Eu nem coloco tanto assim, disse para ele. É porque tu não conhece algumas figuras, acrescentei… O fato é que ele está lá por ossos do ofício, para seguir alguns fabricantes de software, coisa com o que ele trabalha. É só business, nada pessoal. E não se interessa mais do que isso.

E por que o Facebook segue atraindo gente? Minha esposa acha o Facebook perda de tempo, mas adora o Twitter. Diz que Facebook é narcisista. É claro que é um pouco, mas acho legal poder compartilhara algumas coisas com pessoas conhecidas (não dá para chamar todos de amigos). Tem até gente desconhecida querendo fazer parte da rede… Acho um tanto estranho isso. Ainda não cheguei nesse nível de desprendimento digital.

Enfim, se o Twitter vai continuar a crescer ou não é a dúvida que fica. Enquanto estiver divertido, como está, e útil, cada vez mais, eu ficarei firme e forte por lá.

————

Para encerrar, nada a ver com o assunto, só compartilhando a audácia da Geração zero, a que nasceu nos anos 2000. Meu filho maior, de 5 anos e meio, queria porque queria jogar videogame à tarde hoje. E eu disse que não, só quando o pai chegasse em casa. Ele perguntou porque não e eu respondi a clássica: Por que não. Ponto. Aí, veio: “Qual a razão?”.

Putz, qual a razão? Discutir sobre razão com moleque de 5 anos é dureza, hein. A geração zero vai dar o que falar. Vai dar trabalho… Mas vai ser divertido.

Bom final de semana.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Colaboração, Mundo 2.0, Nova Sociedade

TEDxSP – Day after #2

Esse é o caminho das ideias

O mundo 2.0 é mesmo incrível. Até então, os eventos que eu tinha participado acabavam ali. No dia em que aconteceram. No máximo, alguém enviava um e-mail dias depois para outro participante pedindo mais informações sobre algo ou então para marcar um benchmark.

Em apenas duas semanas, participei de dois eventos totalmente conectados com o seu próprio tempo, em mode zeitgeist total. O Enterprise 2.0, em San Francisco (leia post aqui) e o TEDxSP. Não só durante o evento, como depois, a discussão continuava solta no Twitter. Muitas ideias sendo trocadas, muitas sacadas interessantes, muito intercâmbio de conhecimento.

Uso a ferramenta TweetDeck, que facilita bastante a gestão das informações, mas é preciso dizer que não é nada fácil dar conta de tudo que é dito e não se sentir tentado em clicar em cada link novo submetido. Andei clicando em alguns (não resisto ao vício) e encontrei um infográfico de uma pessoa que participou no lugar da outra. Esse infográfico deu origem a um MindMap colaborativo, lugar onde um dos participantes (@ilimitat http://bit.ly/1C63W1/) disse que ia compartilhar o que havia aprendido.

Vejam as possibilidade de potencializar esse conhecimento. O mundo 2.0 proporciona que as pessoas permaneçam em contato. Encontrei uma amiga, com quem trabalhei muitos anos. Ela disse que, entre outras coisas, adorava o Facebook pelo fato de que mantinha as pessoas em contato. Ela disse que parecia que não tinha saído daquele lugar de trabalho quando estava em contato com todos via rede social. Pois parece que o TEDxSP não acabou e continuava rolando na coluna de Search do TweetDeck. Incrível!

“Ouvi” alguns comentários no Twitter sobre o possível ufanismo do evento. Eu acho uma grande caretice falar isso. O que senti mesmo foi uma vontade genuína de levar coisas legais adiante – um sentimento bacana que emergiu graças a um monte de gente mobilizada na mesma direção. É claro que surgiram algumas opiniões de que o Brasil é melhor nisso ou naquilo. Mas todo mundo é melhor nisso ou naquilo. O importante é ter consciência disso é aproveitar. Essa é a hora do Brasil, não é nenhum ufanismo acreditar nisso — e trabalhar para fazer virar.

Sou jornalista, filho de jornalista, neto de jornalista – e casado com uma jornalista. Podem imaginar que a criticidade corre nas minhas veias. Mas faz muito tempo que deixei de ser crítico para parecer que tenho opinião. Ou para ir contra a corrente. Prefiro guardar a crítica para a hora certa e fazê-la de modo construtivo. O TEDxSP foi demais.

PS: Pessoal, valeu pelos comentários e frequencia aqui. O post de ontem do TEDxSP foi campeão de audiência nesse blog.

PS2: Qual o próximo passo da comunidade TEDxSP? Algum projeto, algum apoio, algum encontro? Acho que essa energia não pode ficar parada no Teatro Anhembi-Morumbi!

PS3: Em homenagem ao TEDxSP, onde foi mencionada música feita a partir dos pássaros nos fios, segue foto tirada recentemente em San Francisco.

6 Comentários

Arquivado em Colaboração, Comunicação, Inspiração, Mundo 2.0, Nova Sociedade

Facebook na vida real

Já existem alguns livros para falar do segredo do sucesso do Facebook, tentando desvendar as fórmulas mágicas (veja post antigo mais abaixo) para fazer o negócio ser o sucesso que é. As redes sociais (Orkut, Twitter, MySpace, Plaxo, LinkedIn) tiveram o mérito de encontrar maneiras de as pessoas conversarem entre si com frequencia, apesar da distância e do dia-a-dia atribulado da vida moderna.

Na Enterprise 2.0 Conference, em São Francisco, ouvi muita coisa diferente e relevante sobre como esse novo mundo está se apresentando para as empresas. Em uma das sessões, o palestrante (Gentry Underwood, da IDEO – @gentry) me chamou bastante a atenção quando disse que o ponto da colaboração não é o de ensinar as pessoas a usar o computador, mas facilitar a interação de pessoa para pessoa usando o computador.

Na mesma palestra, ele mostrou o vídeo abaixo, genial. É uma simulação de Facebook na vida real. O sujeito chega, bate na sua porta, diz que te conhece do colégio há trocentos anos e pergunta se pode ou não ser seu amigo. Em seguida, pede a confirmação: “confirma ou ignora”! E assim por diante. É hilário. Coloco aqui para mostrar que o Facebook conseguiu trazer sentido para o ambiente, facilitando a interação de pessoa para pessoa, usando o computador. Fora desse ambiente, seria ridículo. Assim como é ridículo, como em qualquer situação da vida, usar a ferramenta de modo errado. Mancada é mancada em qualquer lugar.Assim, é bom sempre lembrar que gafe não pergunta se é online ou offline.

Veja o vídeo de uns caras chamados Idiots of Ants e depois clique no link abaixo para ver incríveis gafes no Facebook (em inglês).

Veja aqui as gafes no Facebook

Posts relacionados:

A história oculta do Facebook?

Revolução adiada? Geração Y ainda precisa conquistar espaço para revolucionar  empresas

O lado A é melhor que o lado B? — Qual o impacto das redes sociais na produtividade?

1 comentário

Arquivado em Colaboração, Mundo 2.0, Nova Sociedade

Revolução adiada? Geração Y ainda precisa conquistar espaço para revolucionar empresas

Segue um pouquinho de quebra de paradigma, para a gente parar e refletir um pouco sobre as coisas. Muito se tem falado sobre a tal Geração Y, a geração que vai chegar e vai revolucionar o mercado de trabalho, o jeito como fazemos as coisas etc. De fato, essa turma tem um potencial incrível. Ainda não sabemos onde podem chegar.

Mas vejam esse post abaixo que saiu no ReadWriteWeb, um site que acaba de chegar ao Brasil, pegando carona no bem sucedido posicionamento no exterior. Ele repercute a nova pesquisa do Forrester Research. Eles descobriram a partir de depoimentos de 2.000 trabalhadores de TI que, apesar do hype, não é a Geração Y que está fazendo com que os negócios adotem tecnologias colaborativas. A Geração X, aqueles que têm entre 30 e 43 anos, estão liderando a corrida da socialização digital. Curioso.

A causa é a seguinte: as pessoas que têm menos de 29 anos (geração Y) ainda não tem o poder de influência para fazer as coisas acontecerem nas empresas! Segundo o site, “os mesmos empregados da Geração X que formam o grupo demográfico que mais cresce no Facebook são aqueles que conseguem que a gerência aceite novas tecnologias como mais do que uma moda passageira.” Veja: 22% dos empregados da Geração X disseram sentir que têm a “influência em sua organização” necessária para introduzir novas tecnologias, enquanto apenas 13% daqueles com menos de 29 anos responderam o mesmo.”

Veja aqui o post completo:

Esqueçam a Geração Y: a Geração X está Provocando Mudanças Reais

Deixe um comentário

Arquivado em Comunicação, Nova Sociedade, Uncategorized

Você sabia? 4.0 (Did you know? 4.0)

É normal ficar impressionado com os números do mundo 2.0. Tem um video que rola na internet chamado Did you know? Já estava na terceira versão e agora acabei de descobrir a versão 4.0. Ainda está somente em inglês e apresenta informações que são chocantes. Só um rápido exemplo: as 3 principais emissoras de TV aberta dos EUA recebem 10 milhões de visitantes únicos por mês. Somente o You Tube, My Space e Facebook recebem 250 milhões de visitantes únicos por mês. E atenção: nenhum desses sites exisita há seis anos. Já as emissoras juntas têm 200 anos de experiência… Veja o video e tire suas próprias conclusões.

Deixe um comentário

Arquivado em Mundo 2.0

Vamos perder o foco!

Por dever do ofício (e por gosto mesmo) acompanho discursos. Nada como colocar uma palavra certa no lugar certo. Nada como inspirar pelas palavras. E nada como ver o efeito disso nas pessoas. Nos últimos dias, recebi dois discursos maravilhosos. O primeiro foi surpreendente. Veio via blog Nosso Futuro Comum (link ao lado) e fala sobre discursos de formatura. Gostei da quebrada no pensamento comum, do desafio aos mitos. Vale a reflexão logo abaixo. Gosto principalmente do momento em que o autor sugere que se ‘perca o foco’.

O segundo não foi surpreendente pois veio da equipe da Casa Branca responsável pelos discursos. Foi o discurso de Barack Obama na volta às aultas americanas. Uma bela peça que chega até a dar vontade de voltar às aulas! O poder das palavras…

Um discurso bom sempre é contemporâneo, atual, faz  a ligação com o momento. Ponto alto para a passagem em que Obama fala da importância das aulas até para criar ferramentas como Google, Twitter e Facebook. Falando a língua da garotada. E aqui, lembro de outra frase, de Nelson Mandela: “Se você falar com um homem na língua que ele entende, a mensagem vai para a cabeça. Se você falar com esse homem na língua dele, a mensagem vai para o coração.” Um discurso bem feito fala para o coração…

Discursos de Formatura

Posted: 09 Sep 2009 11:05 AM PDT

Por favor se comentar deixe um email para contato.

Fernando Lanzer Pereira de Souza

Logo estaremos no final do ano, época em que milhões de jovens passam pelos ritos de passagem que são as cerimônias de formatura, tanto no Segundo Grau como na Universidade. Invariavelmente essas cerimônias incluem um belo discurso, proferido por um “paraninfo” convidado pela turma de formandos. Cabe ao paraninfo inspirar aos formandos (e a seus parentes e amigos da platéia), espelhando o júbilo da comunidade com o acontecimento e oferecendo sábios conselhos para que os jovens enfrentem a vida que têm pela frente. Estive na platéia várias vezes, assistindo às formaturas das minhas filhas (tenho quatro filhas, duas formadas na Universidade, uma no Segundo Grau, uma a caminho).

A maioria dos discursos que assisti (ao vivo ou em video) são realmente inspiradores e oferecem grande valor moral, tanto para os jovens quanto para os velhinhos da platéia (como eu). Suas palavras reforçam nossos valores éticos coletivos e expressam a esperança de que as novas gerações levarão adiante esses valores e alcançarão novos patamares, criando um mundo melhor e uma sociedade mais justa para as gerações seguintes. Infelizmente, nem todos os discursos que assisti foram assim. Na verdade, alguns deles eram “uma cerda”, como diria o “Cillôr Fernandes”…

Permita-me explicar. Existem alguns mitos na nossa sociedade, que são justamente aquelas noções que me fazem ter vergonha desse mundo, que fazem nossa sociedade ser ainda muito injusta e precisando de grandes mudanças. Esses mitos precisam ser denunciados e destruídos. Precisamos todos lutar contra eles e especialmente os jovens precisam evitar que se propaguem e perpetuem. A última coisa de que precisamos é ver esses mitos exaltados e recomendados num discurso de formatura… Nesse “rito de passagem”, os jovens precisam ser inspirados a mudar o “status quo” e não a manter uma sociedade tão necessitada de mudança.

Portanto, ofereço a seguir meus comentários com o objetivo de desmantelar alguns desses mitos. Espero com isso ajudar os jovens a manter seu espírito crítico diante de algumas bobagens às quais serão submetidos no final de ano. Peço perdão pela minha eventual falta de moderação. Faço exageros de propósito, para contrabalançar a exaltação desses mitos que precisam ser destruídos.

Mitos a Destruir

Em muitos discursos se ouvem exaltações ao Trabalho, à Disciplina, ao Foco. As pessoas recomendam aos jovens que estudem com afinco e que desenvolvam sua capacidade de Raciocínio e sua Força de Vontade. Na verdade, essas noções foram desenvolvidas nas culturas dos anglo-saxões e dos germânicos e são noções que alimentam uma atitude de que “só existe um determinado jeito certo de fazer as coisas, os outros estão todos errados”. Essa atitude inclui uma tendência a tentar impor esses valores sobre todo o planeta, até ,mesmo pela força. Exemplos disso foram as invasões do Iraque e do Afeganistâo, bem como as operações da OTAN no leste europeu, tentando impor uma “democracia” à força, mesmo que milhares de pessoas tenham que morrer no processo. Um pouco na linha do “prendo e arrebento quem for contra a abertura”, para não ir muito longe. Está na hora de acabarmos com essas coisas.

O Foco pode ser uma coisa boa, mas também é fácil “passar do ponto” e acabar transformando uma coisa boa num desastre. É como “o lado negro da Força”, para quem foi fã de “Guerra nas Estrelas”. Uma virtude levada ao exagero logo se transforma em defeito. O Foco se transforma em bitolamento. Ele leva você a ficar alienado do que está acontecendo à sua volta. O excesso de foco leva à irresponsabilidade ambiental (falta de responsa-habilidade, ou seja, capacidade de responder adequadamente ao que acontece no ambiente).

Margaret Wheatley chama nossa atenção ao fato de que os animais não são “focados”. Pelo contrário, os animais dedicam atenção igual ao que estão fazendo (comendo, bebendo, caçando, brincando, acasalando, alimentando os filhotes) e ao que está se passando à sua volta. Porisso, são capazes de fugir dos seus predadores (como o “Homem”) quando surge uma ameaça. Os animais podem dedicar metade de sua atenção ao que estão fazendo, mas sempre reservam uma outra metade para o que se passa a seu redor. Ao exaltarmos a necessidade de “focar”, estamos nos distanciando do nosso meio-ambiente e nos tornanndo mais vulneráveis a ameaças.

Não estou falando apenas do nosso ambiente físico. Isso se aplica também a nossas relações interpessoais e à economia. Os executives dos bancos de investimento que criaram a “bolha” do mercado imobiliário americano e a posterior crise de crédito no Mercado internacional estavam todos muito bem focados! Estavam focados em ganhar dinheiro e ganhar bonus espetaculares. Perderam o contato com o impacto que estavam provocando na economia e na sociedade como um todo. Não perceberam os sinais de que a bolha estava prestes a estourar, mas os sinais estava, lá, por toda parte. Muitos inclusive viram os sinais anunciando o dsastre iminente, mas preferiram ignorá-los. Estavam focados demais em salvar seus traseiros e resolveram deixar que o Mercado “se exploda”, como dizia a Rita Lee.

Portanto, ao invés de aconselhar os formandos a “manter o foco”, prefiro dizer “percam o foco!” Jamais percam sua capacidade de perceber o que está acontecendo à sua volta. Jamais percam sua noção do que as pessoas à sua volta estão fazendo, pensando e sentindo. Estejam sempre dispostos a largar o que estão fazendo para interagir com outras pessoas. Jorge Luis Borges disse que, no seu leito de morte, as pessoas não se arrependem de não ter passado mais tempo no escritório. Elas não desejam ter focado mais tempo nas suas carreiras. Pelo contrário, se arrependem de não ter feito o oposto. Se arrependem de ter colocado foco demasiado no seu trabalho e não terem dedicado tempo suficiente aos relacionamentos com outras pessoas e com o mundo ao seu redor. Se arrependem de não ter passado mais tempo em contato com a natureza, caminhando de pés descalços no barro ou sentindo a chuva batendo no rosto.

A Disciplina é exaltada de tal forma que até parece que penitência é coisa boa. A auto-limitação é uma forma de disciplina e ela também é exaltada. Os conselhos dados incluem que devemos resistir à tentação de aproveitar a vida e nos sentirmos livres para fazer o que quisermos. Ao invés disso, devemos “ter disciplina”, ao ponto de sacrificar seus próprios juízos e sentimentos em prol de executar o que algum maluco mandou fazer. Essa é a justificativa de todos os crimes de guerra, dos nazistas aos torturadores da CIA. “Estávamos cumprindo ordens”. De novo, o “lado negro da Força”. A disciplina levada ao exagero leva à irresponsabilidade.

Na verdade, a disciplina deve vir de dentro de cada um, e não imposta de fora para dentro. A disciplina vinda de dentro tem mais a ver com engajamento, ao invés de comprometimento (a diferença pode ser sutil, mas é muito importante).

O engajamento tem a ver com inspiração e não com seguir ordens de terceiros. Tem origem na paixão, nas emoções, e não na obediência a normas externas.

Caros integrantes da Turma de 2009: (todos que estão se formando este ano, quer seja no Segundo Grau ou na Universidade), quero exortá-los a serem mais engajados e menos disciplinados. Sejam fiéis ao seu coração, mais do que à sua cabeça. Estejam conscientes do que estão sentindo, não só do que estão pensando. Decidam o seu próprio caminho, ao invés de seguir cegamente o caminho de outros. Escutem seu corpo e seu coração tanto quanto sua mente.

O trabalho duro pode às vezes ser sinal de burrice, portanto não deve ser exaltado “per se”. Você pode acabar se matando ou provocando acidentes que matam as pessoas à sua volta se você trabalhar sem pensar. Trabalhar duro só pelo esforço exigido pode ser uma forma de auto-punição. Pense no que você está tentando realizar, ao invés de simplesmente se esforçar ao ponto de exaustão. Você não está fazendo penitência. Você deve estar tentando conseguir algum resultado com o seu trabalho, alguma coisa que vai gerar valor para outras pessoas. O trabalho é um meio, não uma finalidade em si. A finalidade última do trabalho é fazer desse mundo um lugar melhor para todos. Se você pensar no trabalho como um fim em si mesmo, você vai acabar ficando dopente ou maluco e vai levar os outros à sua volta também à loucura. E se estiver trabalhando na coisa errada, pode gerar dano ao invés de benefício. Uma explosão acidental pode matar a você e aos seus colegas. É o mesmo que atirar nos seus aliados ao invés de nos seus inimigos. Um exemplo terrível, dentre vários acontecidos na Segunda Guerra Mundial: houve mais civis franceses mortos sem querer pelos próprios Aliados durante a invasão da Normandia do que vítimas civis inglesas durante toda a Guerra. E depois criticam-se os franceses por não demonstrarem gratidão aos ingleses e americanos que os “liberaram”…

Trabalhar com a cabeça é melhor do que trabalhar sem pensar. Descobrir um jeito melhor de se fazer as coisas é melhor do que repetir as coisas do mesmo jeito, cada vewz com mais esforço. Trabalhar com a cabeça evita acidentes. E não esqueçam também de amar, além de trabalhar.

Ao ser perguntado por um jornalista sobre qual seria o critério para definir se alguém é doente mental ou é sadio, Sigmund Freud deu uma resposta simples: “amar e trabalhar”. Uma pessoa sadia é capaz de amar e trabalhar. Expressar carinho pelos outros e produzir algo de valor. Este é o melhor conselho para os formandos: amem e trabalhem. Pessoalmente, eu manteria inclusive esta ordem de importância, embora não saiba se essa era a intenção de Freud.

Estudar com afinco, para mim, também é um mito, baseado nos mitos da supremacia do pensamento racional e da força de vontade e da disciplina. Não me entendam mal, não estou dizendo que ninguém deva estudar. O que estou dizendo é que estudar, para mim, é aprender alguma coisa pela qual você tem interesse. Você não precisa estudar “duro”. Se você não tem interesse por um assunto, não vai aprender esse assunto gastando horas e horas lendo e re-lendo textos quando você preferia estar fazendo outra coisa. Ficar sentado recitando páginas e páginas para si próprio não leva à aprendizagem. A aprendizagem só acontece quando envolve suas emoções. Não se trata de raciocínio, nem de força de vontade para forçar-se a fazer alguma coisa pela qual você não tem nenhum interesse genuíno.

A aprendizagem tem mais a ver com o engajamento e o talento natural e não com o comprometimento e a força de vontade. Se você tiver interesse, vai aprender qualquer coisa, por pior que seja o professor. Um bom professor é aquele que desperta o interesse dos alunos, ao invés de tentar impor “disciplina”. Os melhores aprendizes e alunos são os que se apaixonam pelo assunto. Aprender se torna mais fácil e fonte de prazer. O segredo está em estar em sintonia com suas emoções e sentimentos, sentir-se “completo” e não um escravo da sua mente racional. Assim fazendo, você descobrirá as coisas que despertam sua paixão e terá muito prazer em aprender cada vez mais sobre elas.

Conclusão

Meus caros integrantes da classe de 2009, procurem descobrir qual é o seu jeito individual preferido de aprender, como pessoa. O processo de aprendizagem é singular, diferente para cada um. Cada pessoa aprende de uma forma ligeiramente diferente de outra. Isso sempre envolve mais o seu lado emocional do que o seu lado racional. Tem mais a ver com oseu talento do que com a sua força de vontade. Conheça a si mesmo (Sócrates já disse isso, não é novidade). Procure tornar-se “completo”, plenamente consciente das suas emoções, pensamentos e sensações. Deixe seu talento natural desabrochar. Isso vai lhe ajudar a encontrar seu próprio cvaminho. Continue aprendendo sempre. Sofrer como um mártir não é pré-requisito para ser feliz ou bem sucedido.

O melhor discurso de formatura que vi neste ano foi o do Prof. Tweedie, um professor do Segundo Grau na Escola Internacional de Amsterdam. Não falou em “vencer”, nem em “foco”, “disciplina” ou qualquer dessas bobagens. Falou sobre o que ele observava olhando pela janela do seu escritório na escola, vendo as crianças do jardim de infância brincando no pátio, na hora do recreio. Ele percebeu que ás vezes uma criança caía de algum brinquedo e esfolava um braço ou um joelho. Ele notou que sempre surgia um coleguinha para ajudar o outro a levantar do chão, dando um tapinha nas costas, oferecendo um gesto de apoio ou uma palavra de consolo. Este foi o conselho do Prof. Tweedie aos formandos: ofereçam apoio, ajuda e consolo quando alguém cair. Isso vai fazer do nosso mundo um lugar melhor para todos. Foi uma lição aprendida das crianças e não de algum “guru” consagrado. Concordo cem por cento com a sua mensagem. E acho que temos muito mais a aprender com nossos filhos do que com alguns “gurus” que andam por aí.

1 comentário

Arquivado em Inspiração, Questões

A história oculta do Facebook?

E o Facebook chegou a 250 milhões de usuários, mais gente que na Indonésia. Mais que um Brasil inteiro conectado! Li a notícia abaixo sobre o início do site. É de um livro (The Accidental Billionaires) em que o autor Ben Merzrich escreve que o criador Mark Zuckerberg começou a ferramenta depois de uma decepção amorosa (“bad date”). Ele teria criado o site a partir das fotos das colegas de Harvard com o objetivo de votar nas mais bonitas (Motivação inicial do Facebook = sexo?). Em pouco tempo, derrubou o servidor. Há algumas histórias picantes no livro – o próprio Zuckerberg não quis dar a entrevista para o autor e foi construída com muita informação de um amigo ‘rejeitado’. |O subtítulo é apetitoso: Facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição. Sem dúvida, uma história que ainda não havia chegado aos jornais… A quem interessar possa: a newsletter de onde retirei a informação chama-se 0800CEOread e fala de livros de negócios.

A Facebook Tale: Founder Unfirends Pals On Way Up by All Things Considered, July 19th 2009

Facebook reached another milestone Tuesday: the social-networking site said it signed up its 250 millionth user.

Just five and a half years ago, Mark Zuckerberg invented the site in his Harvard University dorm room. Within months, he became the youngest self-made billionaire in history.

AccidentalZuckerberg’s rise to Internet royalty is dramatized in Ben Mezrich’s new book, The Accidental Billionaires. Mezrich charts Zuckerberg’s transition from Harvard miscreant to Silicon Valley playboy — all while callously shedding himself of the “little people” who helped him on his way up.

“Mark Zuckerberg, after a particularly bad date, was home in his dorm room,” Mezrich tells Guy Raz. “He was a sophomore, he was drinking some beers, and he hacked into all of the computer systems at Harvard, and he pulled pictures of all the girls on campus and he created a hot-or-not Web site where you could vote on who the hottest girl at Harvard was.”

The malicious prank — aptly named facemash — ended up crashing Harvard’s servers, and Zuckerberg was nearly expelled. But with the help of a friend, Zuckerberg turned the prank into the social networking giant it would become.

Mezrich never interviewed Zuckerberg (who in the end “opted out of talking to” the author). But he pieces together the story of Facebook through court documents, articles and interviews with his main source, Eduardo Saverin — Zuckerberg’s spurned friend and original investor.

Mezrich dramatizes whole scenes where he details what “probably happened.” He fends off criticism, denying Business Week’s claim that the book is a “fictionalized account.”

“There are a lot of journalists out there who don’t quite get what I do or are frustrated by the way that I write. I write narrative nonfiction stories,” he says. “It’s an exciting way of taking a true story and opening it up for the readers … It’s certainly not fiction.”

Deixe um comentário

Arquivado em Nova Sociedade