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Cardápio: redes sociais, sustentabilidade e comunicação

…e mais um almoço inspirador no dia de hoje. O grande amigo recente Pepe, surfista de alma e intelectual (atenção, não são raros, mas também não são comuns!), levou seu sócio Ricardo e quis me apresentar um ‘jornalista especializado em redes sociais’, o Manoel, que eu já conhecia. Foi um grande papo.

Primeiro, um pouco de frustração. Levei para o Pepe uma edição do Let My People Go Surfing, com a história de Yvon Chouinard, fundador da Patagonia, crente que ele gostaria. Ao vê-lo, Pepe mandou essa: “Ah, pouca gente consegue fazer o que ele está falando…”. Verdade, mas argumentei que Chouinard tem o grande mérito de provar que é possível, sim, criar um modelo diferente de negócios, onde o trabalho não impera sobre o resto, como, por exemplo, surfar em um dia útil de altas ondas. Ora, se elas estão lá e o trabalho também pode ser feito em outro horário, porque não surfá-las?

A conversa derivou para imagem das empresas, postura em redes sociais, novas mídias. E de repente, me vi em meio a dois papos paralelos. Eu e Ricado falávamos da imagem de instituições financeiras, como se dá a má fama por conta dos juros, apesar de que eles não são causados exclusivamente por bancos, mas também pelo tal custo Brasil. Ao meu lado, Pepe explicava porque é bom surfar para Manoel. Caramba, que mistura adorável. Papo cabeça sobre economia e surfe. A variedade de assuntos e possibilidades é o que torna a vida tão bela. Fechar os olhos para isso é perder um pedaço incrível do mundo.

Em seguida, começamos a falar de redes sociais, de TED, da intersecção entre sustentabilidade e web 2.0 e porque isso é relevante para o mundo atual. E aqui, compartilho os links que eu faria somente com meus amigos Pepe, Manoel e Ricardo, mas que são bons demais para ficarem com pouca gente.

O tema redes sociais e TED surgiu e eu logo fiz a conexão: Augusto De Franco. Se vocês gostam do tema, precisam conhecer a palestra dele no TEDxSP. Como as referências de “formação e lógica de redes” estavam todas sendo de fora, não poderia deixar de falar do grande Augusto. (E aqui vai um o resumo que fiz do TEDxSP 

Daí, a conversa foi para o tema sustentabilidade. Manoel dizia que essa era “a onda”. Aí, mencionei o Guia de Comunicação & Sustentablidade, do CEBDS (Centro Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), que recém foi lançado.

E não pude falar da grande referência: o Greenwashing Guide, da Futerra.

Links compartilhadas, uma reflexão. O ponto é: cada vez mais sustentabilidade está conectada com mídias socias, pois há uma intersecção entre as duas questões que abrange importantes temas como: transparência, autenticidade e credibilidade. Na Web 2.0, as conversas são de via dupla e o consumidor interage sem pedir licença. Isso é transparência. Isso leva a um modelo de relações mais sustentável. Este é o novo mundo. E este foi o cardápio de mais um almoço inspirador….

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Marina Silva 2.0

Em agosto passado, fiz uma brincadeira aqui no blog, falando da “Obama Brasileira”. Foi uma alusão aos primeiros ensaios de candidatura da Marina Silva à presidência. De longe, na época, parecia que Marina ia tentar trilhar os passos de Obama, no sentido de promover o novo, resgatar a esperança na política e mobilizar as pessoas para uma visão diferente de País.

Nitidamente, Marina está querendo seguir estas pistas. No conteúdo, com as devidas diferenças de envergadura de país e background político, e também na forma.

Na semana passada, Marina Silva lançou seu twitter (www.twitter.com/silva_marina) e o blog Minhamarina.org.br. Achei interessante no texto que ela admite não ser nenhuma supermulher e que obviamente contará com ajuda para manter o diário atualizado.

No Twitter, uma matéria do Estadão dava conta que em apenas 14 dias, Marina chegou a 1 300 seguidores no Twitter. Comparava com José Serra, que já está há muito mais tempo e conta com mais de 160 mil seguidores. (Números atualizados:

O balança da campanha virtual de Barack Obama à presidência america, apresenta números de peso, conforme compilados no livro “Um voluntário na campanha de Obama”, de César Busatto, Editora Coletiva:

  • a lista de e-mails de Barack Obama é formada por mais de 13 milhões de endereços  – e mais 5 milhões de apoiadores se reuniram em diversas redes de relacionamento;
  • a assessoria do candidato enviou mais de sete mil diferentes mensagens ao longo da campanha;
  • o número de e-mails encaminhados superou a 1 bilhão;
  • o número de pessoas que se inscreveram para receber mensagens de texto por telefone chegou a 1 milhão;
  • no dia da eleição, pelo menos 3 mensagens de texto foram enviadas a cada eleitor inscrito no programa;
  • os apoiadores de Obama recberam, em média, entre 5 e 20 mensagens por mês, dependendo de onde viviam;
  • foram escritas cerca de 400 mil postagens de blog;
  • mais de 5,4 milhões de ususários clicaram o botão “Eu votei”, no dia da eleição, para avisar seus amigos do Facebook que eles haviam comparecido às urnas.

Será que a equipe de Marina vai ter o mesmo fôlego. Dados os percentuais nas pesquisas eleitorais, vai ser preciso muito fôlego para ter chances reais de concorrer à Presidência. Principalmente porque no Brasil apenas 30% da população tem acesso à internet, enquanto nos EUA são 74%, de acordo com http://www.internetworldstats.com/ .

Se depender da mobilização individual, estamos aí para fazer a diferença. Por enquanto, pelo que fez, pensa e traz, meu voto é da Marina Silva. Vamos ver a equipe e o plano de governo.

PS: A mesma matéria falava que Marina Silva é mantenedora de utopias. Acredito que seja mesmo. E utopia, na minha visão, é algo extremamente útil, para dar uma direção de mundo para a sociedade.

Sustentabilidade, por exemplo, é uma grande utopia. Nenhuma empresa, País ou sociedade será extremamente sustentável como os Na’Vi, de Pandora, no filme Avatar. É impossível no jeito em que aprendemos a pensar e a conceber o mundo (Einstein: “Não dá para resolver os problemas do mundo com a mesma mentalidade que usamos para criá-los). Sustentabilidade é uma utopia, sim, que aponta caminhos e possibilidades de se construir uma relação mais estável, segura e viável com o planeta em que vivemos.

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Luz na vida inteligente da política: Votenaweb

O pessoal da Webcitizen vem fazendo coisas muito bacanas. Depois do TEDxSP e da revista Gotas, lançaram o Votenaweb, quase simultaneamente ao TEDx.

O Votenaweb é uma ideia muito simples – e por isso vencedora – de dar a chance de você conhecer de modo prático e rápido a atuação dos parlamentares, via projetos de lei apresentados no Congresso Nacional que estão esperando ou já passaram por votação. Como diz o site, “é para você se aproximar das decisões do Congresso Nacional que afetam diretamente a sua vida.”

Votenaweb mostra a vida inteligente (nem sempre) na política

Um dos grandes benefícios do mundo 2.0 é a possibilidade de disseminação de conhecimento para todos. O Votenaweb ajuda a dar uma olhada ‘básica’ na atuação dos parlamentares sem precisar esperar pelos debates pré-eleição que acontecem uma vez a cada 4 anos para cada exercício nos meios de comunicação.

Pois agora está lá, disponível para qualquer um analisar a performance de seus candidatos e ao mesmo tempo saber que tipo de lei está sendo colocado em votação no Brasil, em tempo real.

Coloquei no filtro os mais votados agora mesmo, e veja o que apareceu:

1. Deputada Vanessa Grazziotin- PLC – 5963 / 2009 – Propõe a criação do Selo Verde “Preservação da Amazônia” para produtos ecologicamente corretos da Zona Franca de Manaus.  (91% sim)

2. Senador Marcelo Crivella – PLS – 151 / 2009 – Extinguirá a prisão especial concedida a magistrados e funcionários do Ministério Público. (92% sim)

3. Deputado Sabino Castelo Branco – PLC – 5936 / 2009 – Proibirá a demissão do trabalhador cuja esposa, grávida, não trabalhe fora de casa para complementar a renda do orçamento familiar. (75% não)

4. Deputado Dr. Talmir – PLC – 5680 / 2009 – Aumentará para 85% o tamanho de reservas legais que devem ser preservadas em propriedades rurais localizadas na Amazônia Legal. (81% sim)

5. Senador Expedito Júnior – PLC – 6711 / 2009 – Fará com que os veículos apreendidos pela Justiça possam ser utilizados como transporte coletivo, e que sejam destinados para prefeituras municipais, como transporte escolar. (94% sim)

Já havia entrado algumas vezes no Votenaweb, mas esqueci de voltar. Talvez fosse legal ter algum atrativo para voltar ao site, como uma newsletter com as mais votadas, os destaques da semana. Algum tipo de alerta até criar o hábito de frequentar essa bela iniciativa Política 2.0. Como o próprio e-mail* que foi enviado agora para celebrar os 3 meses de vida do site.

Comentário de usabilidade à parte, esse site é uma prova de que existe vida inteligente na política. O que falta são oportunidades de expor isso. O problema é que a concorrência (as “antas políticas”) é muito melhor em chamar a atenção.Mas, como diria o nosso presidente, somos brasileiros e não desistimos nunca. Um dia, o Congresso vai ser conhecido pelo bem que faz e não pelas tramóias políticas.

P.S.: Lembrei de uma piadinha infame que traduz muito bem a índole do brasileiro, que fala mal da política, mas tiraria sua casquinha se pudesse, segundo pesquisas recentes publicadas no jornal. A piada: “Sabe qual a diferença entre ‘esquema’ e ‘sacanagem’? Esquema é quando você está dentro. ‘Sacanagem’ é quando está fora…”

*Recebi o e-mail abaixo da equipe do Votenaweb, que compartilho por aqui.

Caro usuário do Votenaweb,

Lançamos nosso site há 3 meses e estamos muito felizes pela grande participação. Queremos agradecer a você por ter passado por lá, por ter votado, comentado, por ter recomendado o site a alguém, ou enviado sugestões de mudanças. O Votenaweb não seria nada sem uma comunidade por trás dele, que nos dá representatividade e nos ajuda a melhorar. Obrigado, de coração.

Recebemos muitos e-mails com sugestões para melhorarmos a ferramenta e já começamos a implantar algumas delas. Por exemplo:

  • Agora é possível visualizar os projetos de lei por:
    • mais polêmicos
    • mais votados
    • mais comentados
    • projetos que você ainda não votou
  • No seu perfil, agora há uma lista dos parlamentares
    com maior afinidade com você.

Acreditamos que, com essas mudanças, o site tornou-se muito mais útil e relevante.

Mas há muito mais o que fazer. Garantimos que o Votenaweb ainda vai progredir muito – estamos trabalhando duro para isso. Contamos com sua colaboração para, juntos, quem sabe, melhorarmos a qualidade da democracia brasileira. Cada voto conta.

Um abraço,
Equipe do Votenaweb

Outra coisa que nos deixou felizes foi a bela repercussão na imprensa e na blogosfera. Um exemplo é o site Veja.com, que nos deu a oportunidade de conversar em profundidade sobre o site, numa longa entrevista com o veterano jornalista Augusto Nunes. Se você tiver 15 minutinhos, o link está aqui.

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Haiti e a solidariedade 2.0

Assim que  a notícia do terremoto eclodiu e mesmo que apenas 10% das 9 milhões de pessoas tivessem conexões no Haiti, a comunicação turbinou a web. O Twitter foi invadido por informações. Grupos foram criados no Facebook para ajudar. E o YouTube começou a ser abastecido de videos. Fotos postadas no flickr invadiram as telas dos computadores no mundo inteiro. A solidariedade foi alavancada de maneira impressionante:

  • Nos dias seguintes, cerca de 3% de todos os posts em blogs tinham algo a ver com o terremoto ou com as ajudas.
  • A conta do Twitter da Cruz Vermelha (Red Cross) ganhou mais de 10 000 seguidores. Até então, a média era de 50-100 por dia. Hoje, já estão com quase 15 000 seguidores (
  • Via celular, a Cruz Vermelha arrecadou mais de 8 milhões de dólares. A partir dos EUA, qualquer pessoa que escrevesse HAITI para o número 90999 doaria 10 dólares, debitados diretamente da conta telefônica.
  • O músico haitiano Wyclef Jean pediu para seus mais de 1 milhão de seguidores ajuda financeira
  • No Facebook, houve mais de 1 500 posts por minuto com a palavra Haiti. Até o jogo Farmville veio ajudar com um item especial (white corn) que deveria ser comprado com dinheiro real para doações.

Essa é a grande mudança quando se fala que o poder está indo das instituições para os indivíduos. Ajudar é algo muito mais fácil e possível para todos agora.

Veja como ajudar as vítimas do terremoto no Haiti

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Muito com pouco

Acabei de ver esse video e fiquei totalmente impressionado. O que é possível fazer com o talento? A versão que corre é que se trata de um trabalho que custou menos de 300 dólares. Não posso acreditar que seja tão baixo.

Trata-se de um curta metragem uruguaio de ficção científica sensacional: “Ataque de Pânico”.

Os efeitos especiais são maravilhosos, melhor que 99% dos filmes de ficção científica que passam na Sessão da Tarde.

A vida do diretor Frederico Alvarez mudou de uma hora para outra depois de publicado esse curta.

Do momento que ele postou o vídeo no You Tube até a assinatura do contrato com o produtor de Hollywood Sam Haimi da triologia Homem Aranha foram 10 dias, inacreditável

Uma produtora bancou 30 milhões de dólares para ele fazer o próximo filme. Somente ele será remunerado com 1 milhão de dólares.

A grande questão é: como isso seria possível, descobrir um talento desses, há 15 anos, sem web, sem redes sociais, sem youtube? Além de tudo, o mundo 2.0 é um revelador de talentos, um incrível estopim para a criatividade humana. Quero ver o que esse cara ainda vai aprontar por aí. :


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Denis, meu feedback sobre a Gotas

Caro Denis,

Como falamos em nosso almoço, ontem, segue meu feedback para a Gotas. Vai aqui, publicamente, porque acho que você não tem problemas com transparência. E nem precisa se preocupar, pois só vi coisa legal. Mesmo.

Meu objetivo ao entrar no avião era escrever o blog para  o TEDxSP (já está no ar, acesse lá:  É conversando que a gente se entende). Gosto de ‘guardar’ momentos como uma viagem de avião para ter concentração total. Entre outras coisas, o avião é o único lugar onde não toca telefone, não chegam e-mails (ainda…).

Só que levei a revista Gotas comigo. Uma única vez na vida fiquei sem ter o que ler na viagem – e foi chato mesmo. Em função disso, carrego sempre um livro e algumas revistas. Acho que a altitude abre minha mente. Ela voa.

E a bateria do computador estava arriada. Ainda bem. Acabei “tendo” que ler a Gotas. Achei uma espécie de mistura de Trip e Piauí, com coisas boas das duas.

Enquanto lia, pensei que o jornalismo vive de ideias, de texto bom. Encontrei isso certa vez e adotei como lema: “Não existe texto longo. Existe, sim, texto chato.”

A aventura editorial, como você mesmo chamou, começou com uma cópia descarada na capa. Cara, vocês chuparam na maior a capa de um livro de Miranda July. E assumiram.

Capa da revista Gotas, 'chupada' sem culpa da capa de um livro de Miranda July

Quer saber, qual o problema? Sempre tive que a imitação é uma homenagem, um presente, um reconhecimento a quem criou algo digno de ser copiado. Jean-Luc Godard disse certa vez que “O problema não é de onde você tira as coisas, mas para onde as leva…”

O problema é esconder. Falta de transparência é um problema.

Continuei lendo a revista e vi outras boas surpresas. A matéria dos rótulos é um achado, uma p. sacada. É reportagem em estado bruto. E é divertida pacas. Começa com um “Arrá!” Chama o rótulo de um produto de “malandrão”. Manda às favas a burocracia e a formalidade.

E me faz lembrar que no mundo 2.0 não existe espaço para enganação. A sociedade passa por um processo de “ensabiamento”. Você deve saber bem que o Pierre Lévy falou bastante sobre isso no conceito de inteligência coletiva. Ele falava do potencial da internet, de certo modo prevendo a tal da Web 2.0.

A transparência está turbinando sites como TripAdvisor e Amazon e qualquer outro que possibilite a avaliação de produtos e serviços. Nenhuma campanha de publicidade resiste a um produto ruim no mundo 2.0. Essa é a inteligência coletiva em ação.

Denis, se me permite, achei que faltou você mencionar o site www.comacomsolhos.com – uma boa ideia que mostra fotos publicitárias comparadas às fotos da vida real de produtos alimentícios à venda por aí. Veja abaixo:

Esfiha do anúncio e da vida real no Habib's

E Denis, francamente, que decepção: o baconzitos não é feito de bacon! Por essa eu não esperava. Que bom, pelo menos não vou passar perto da série de substâncias inomináveis que simulam bacon! (Lembrei de uma frase de um amigo: “o porco é o alquimista da natureza. Transforma lixo em bacon!)

A história de rótulos ‘malandrões’ não é novidade nossa. É praga mundial. Um estudo na Inglaterra mostrou que 98% dos rótulos de produtos autodenominados sustentáveis não tinham nada disso.

E a Gotas segue bem. Há uma matéria falando de como o espaço afeta nossos laços com a comunidade e como se relacionar melhor com a cidade onde vivemos.

Gostei dos infográficos legais, das sacadas de transparência, da discussão cabeça de Lessig e de ver meu amigo Otávio Rodrigues em plena forma.

E, veja só, o voo de São Paulo para Porto Alegre acabou pousando em Floripa quando não conseguiu aterrisar nos pampas devido ao aeroporto fechado.  Deu para ler a revista de cabo a rabo e chegar à conclusão de que nasceu aí um belo projeto editorial.

Denis, força aí, faz esse número 2 decolar. Não deixa essa ideia boa no papel.

Abraço

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TEDxSP – Day after #2

Esse é o caminho das ideias

O mundo 2.0 é mesmo incrível. Até então, os eventos que eu tinha participado acabavam ali. No dia em que aconteceram. No máximo, alguém enviava um e-mail dias depois para outro participante pedindo mais informações sobre algo ou então para marcar um benchmark.

Em apenas duas semanas, participei de dois eventos totalmente conectados com o seu próprio tempo, em mode zeitgeist total. O Enterprise 2.0, em San Francisco (leia post aqui) e o TEDxSP. Não só durante o evento, como depois, a discussão continuava solta no Twitter. Muitas ideias sendo trocadas, muitas sacadas interessantes, muito intercâmbio de conhecimento.

Uso a ferramenta TweetDeck, que facilita bastante a gestão das informações, mas é preciso dizer que não é nada fácil dar conta de tudo que é dito e não se sentir tentado em clicar em cada link novo submetido. Andei clicando em alguns (não resisto ao vício) e encontrei um infográfico de uma pessoa que participou no lugar da outra. Esse infográfico deu origem a um MindMap colaborativo, lugar onde um dos participantes (@ilimitat http://bit.ly/1C63W1/) disse que ia compartilhar o que havia aprendido.

Vejam as possibilidade de potencializar esse conhecimento. O mundo 2.0 proporciona que as pessoas permaneçam em contato. Encontrei uma amiga, com quem trabalhei muitos anos. Ela disse que, entre outras coisas, adorava o Facebook pelo fato de que mantinha as pessoas em contato. Ela disse que parecia que não tinha saído daquele lugar de trabalho quando estava em contato com todos via rede social. Pois parece que o TEDxSP não acabou e continuava rolando na coluna de Search do TweetDeck. Incrível!

“Ouvi” alguns comentários no Twitter sobre o possível ufanismo do evento. Eu acho uma grande caretice falar isso. O que senti mesmo foi uma vontade genuína de levar coisas legais adiante – um sentimento bacana que emergiu graças a um monte de gente mobilizada na mesma direção. É claro que surgiram algumas opiniões de que o Brasil é melhor nisso ou naquilo. Mas todo mundo é melhor nisso ou naquilo. O importante é ter consciência disso é aproveitar. Essa é a hora do Brasil, não é nenhum ufanismo acreditar nisso — e trabalhar para fazer virar.

Sou jornalista, filho de jornalista, neto de jornalista – e casado com uma jornalista. Podem imaginar que a criticidade corre nas minhas veias. Mas faz muito tempo que deixei de ser crítico para parecer que tenho opinião. Ou para ir contra a corrente. Prefiro guardar a crítica para a hora certa e fazê-la de modo construtivo. O TEDxSP foi demais.

PS: Pessoal, valeu pelos comentários e frequencia aqui. O post de ontem do TEDxSP foi campeão de audiência nesse blog.

PS2: Qual o próximo passo da comunidade TEDxSP? Algum projeto, algum apoio, algum encontro? Acho que essa energia não pode ficar parada no Teatro Anhembi-Morumbi!

PS3: Em homenagem ao TEDxSP, onde foi mencionada música feita a partir dos pássaros nos fios, segue foto tirada recentemente em San Francisco.

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