Arquivo da tag: Oxford

O melhor de 2010 – parte 2

Redes sociais, TED, publicidade e tecnologia foram os assuntos da segunda leva de post mais acessados do ano.

O post sobre o TEDx SP é de 2009 e ainda continua dando ibope. Sinal da relevância do conteúdo e da mágica do TED em ação!

Um artigo que me deu gosto especial de ver aqui e que está entre os meus preferidos é o da Devassa. Na penúltima edição da revista Exame, havia uma matéria falando do fracasso da campanha e de como o investimento não retornou conforme a cervejaria gostaria que fosse. Para mim, é um exemplo da anti-relevância. Mulher gostosa por mulher gostosa, toda propaganda de cerveja tem. É uma mensagem vazia, não traz valor algum para a sociedade. A pergunta que todo publicitária deveria fazer com uma quantia enorme de dinheiro na mão seria: que tipo de mensagem vou promover tendo o poder econômico (verba publicitária) nas mãos? Alguns fazem Devassa, outros fazem campanhas inteligentes, como a Patagônia, Natura e outras empresas, gerando valor para a marca. Outros apenas devassam a marca.

E falando em sentido dos negócios, fiquei feliz de ver entre os mais acessados o post com o que falei no TEDx Santos (infelizmente o vídeo ainda não está no ar). Falei sobre o poder das empresas de mudar o mundo. É isso, em que direção você coloca seus valores e a vontade de fazer a diferença. Não se trata apenas de fazer negócios, mas sim de fazer negócios que façam sentido.

Também fez sucesso a imagem com um processo de decisão sobre comprar ou não comprar um iPad. Falando nisso, a Apple vem enfrentando problemas na China, na fabricante de iPhones e iPad Foxxcon, onde trabalhadores estão cometendo suicídio devido às condições de trabalho. Quase ninguém que compra estes aparelhos se preocupa com isso. E enquanto for assim, as condições permanecerão ruim por lá… Ou seja, os consumidores, baseados nas suas decisões de compra ou pressão nas empresas, podem ajudar a mudar o mundo.

Fique agora com a segunda leva dos mais acessados e mais umas fotos ao final.

15. Devo ou não comprar um iPad?

14. A origem da Devassa

13. O incrível TEDxSP e sua ebulição de ideias

12. O poder das empresas de mudar o mundo

11. Porque o Twitter é útil

O refeitório do Keble College, lembrando Hogwarts, palco de networking no TED Global

Keble College, em Oxford. Em 2011, o TED Global dá adeus à Inglaterra e vai para Edimburgh, na Escócia

Visual de trás das ondas, em Potrero Grande, no Pacífico Norte da Costa Rica. Aqui fica um dos parques nacionais que cobrem 25% do país, a maior taxa de preservação no mundo

Pôr-do-sol em Tamarindo, em mais um final de dia mágico na Costa Rica

Leia mais:

TED Global – dia 1

Refeições a la Hogwarts

“Every day in Costa Rica is like a dream”

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Comunicação, Interdependência, Nova Sociedade, Surfe, Sustentabilidade

A boa notícia de aproximar ideias diferentes

Playhouse, o teatro onde acontece o TED Global, em Oxford

…e o dia 2 do TED começou de maneira surpreendente, com o blogueiro e “visionário digital” Ethan Zuckerman explicando o que foi o CALA BOCA GALVÃO! O auditório deu boas gargalhadas com a história. Zuckerman brincou ao dizer que você não tem como dar errado com uma campanha ao pedir que as pessoas sejam ativistas digitais repassando uma frase no Twitter! (Leia mais)

Foi a primeira de 20 palestras/shows do dia. A intensidade de informação é algo  impressionante. Na última do dia, por mais interessante que fosse, já fica mais difícil de prender a atenção.

De maneira geral, ficou muito clara hoje a busca por diversidade. A primeira palestra, do Ethan Zuckerman, tinha como ponto o fato de que, apesar da enorme conectividade, as pessoas ainda se conectam basicamente somente com aquelas que conhecem. Para ilustrar, mostrou um mapa mundial com os registros dos voos durante um dia.

E as palestras que se seguiram mostravam boas notícias (o tema do evento) de como esta aproximação é possível. Houve muitos palestrantes ressaltando isso, como a escritora Elif Shafak, que tem origem turca e escreve em turco e inglês, Teve ainda a palestra da psicóloga Inge Missmall, que faz trabalho humanitário pós-traumático no Afeganistão. Os comediantes árabes Jamil Abu-Warden e Max Jobrani também fizeram referência à necessidade de se criar meios de  aproximar as culturas eque estão rodando muitos países com o show que pode ser traduzido por “Eixo do Mal“, uma referência à expressão que George Bush criou para falar de Coréia do Norte, Iraque e Irã. Por meio de piadas, eles consegue ridicularizar a visão estereotipada dos árabes como terroristas.

Outros destaques:

Laurie Santos, sobre o motivo de fazermos escolhas erradas e o teste que aplicou nos macacos para entender o comportamento humano. O livro dela traz mais detalhes.

Annie Lennox falou da campanha contra a AIDS e mostrou o impressionante número de que 1100 nascem infecatas por AIDS todo dia, sendo que 1000 destas só na África.

Arthur Potts-Dawson mostrou seu The People’s Supermarket e o restaurante que só funciona com hidreletricidade (pro Brasil não é tão novo assim, mas aqui é).

John Hardy mostrou a incrível “escola verde“, sustentável, que inspirou mudanças em toda a comunidade.

A última que destaco aqui foi a de Eben Bayer, que está desenvolvendo uma maneira de produzir embalagem para substituir isopor e possivelmente outras coisas a partir de cogumelos. Eles fazem coisas incríveis na Ecoative Design.

E para acabar, conto aqui que me chamou bastante a atenção: os aplausos para a pesquisadora de economia comportamental Sheena Ivengar (@sheena_ivengar). Ela é cega e ao final, como não faria sentido aplaudi-la de pé, a plateia fez um barulho acima do normal, para que ela tivesse certeza que estava sendo ovacionada. E ninguém levantou… Isso também é reconhecer a diversidade.

Deixe um comentário

Arquivado em Inspiração, Mundo 2.0, Nova Sociedade, Sustentabilidade

TED Global – dia 1

Lá vai, uma visão rápida de como foi o dia no TED Global.

Em primeiro lugar, o evento cumpre todas as expectativas, nos cuidados, nos detalhes, no respeito ao tempo. Isso é ponto pacífico, agora vamos ao conteúdo.

A primeira sessão foi com Joseph Nye, diplomata, que falou sobre a nova configuração do poder no mundo. A grande sacada dele, e que esteve nas linhas diplomáticas de Obama no início deste ano, foi falar em Smart Power, uma combinação do hard power com o soft power. Ou seja, um caminho do meio para se conseguir com que os outros façam aquilo que você quer. Só as armas não resolvem mais. É preciso inteligência e também sabedoria. A China, por exemplo, não tem poder militar, mas tem financeiro. É um novo balanço de forças.

Em seguida, falou Sheryl WuDunn, defensora dos direitos das mulheres. Para ela, o grande desafio moral do século 19 era a escravidão, ao passo que no século 20 foi o totalitarismo. Agora, diz ela, é a discriminação contra a mulher. Passeando por Londres e vendo as mulheres dentro das burcas baixo um calor de 30 graus não pude pensar em outra coisa se não em discriminação. Ok, elas podem gostar de usar. Mas a pergunta é: elas podem NÃO usar caso não queiram? Dúvida minha…

O terceiro palestrante foi Naif Al-Mutawa, o criador da série The 99, cartoons que valorizam os bons atributos do Al Corão. Naif falou no TEDxDubai, e é um bom exemplo do movimento que os TEDx estão causando pelo mundo, revelando gente como ele. Inspirados nos seus filhos pequenos vendo Ben 10, Naruto etc, ele criou algo para sua cultura. Acabou mostrando uma criança amarrada em bombas contrastando com outra foto onde a mesma criança usava uma camisa com seus personagens.

Nic Marks veio em seguida para falar do Happy Planet Index, e para dizer que é possível criar um novo modelo de desenvolvimento, que leve em conta questões importantes como a felicidade das pessoas, e não só o PIB. Ele falou do caso da Costa Rica (assunto deste blog já muitas vezes). Marks trouxe ainda 5 pontos para as pessoas serem mais felizes:

1. Conecte-se às pessoas. Viva em grupo.

2. Seja ativo, mesmo que seja para dançar. Não precisa fazer maratona!

3. Preste atenção ao mundo ao seu redor.

4. Continue aprendendo sempre.

5. Doe. Compartilhe algo com o mundo. Uma das principais coisas capazes de aumentar o nível de felicidade para quem já satisfez suas necessidades básicas é se envolver com uma causa.

Ainda tivemos:

Patrick Chapatte, com brilhantes cartoons.http://www.globecartoon.com/

Matt Ridley, com o livro Rational Optmist, que na minha visão é otimista demais e diminui a causa da sustentabilidade.

Steven B Johnson, que falou sobre de onde as ideias vêm e que está para lançar um novo livro.

Chris Wild, auto-denominado retronauta, que mostra o presente a partir da perspectiva do passado, projetada no futuro.

Peter Molyneux, que mostrou a pesquisa de um jogo em que as pessoas interagem com o personagem, ajudando-o no seu desenvolvimeto mental (loucura total, o próprio Molyneux disse que sua fala seria insana).

E para encerrar, a incrível Annie Lennox, que cantou como nunca, inclusive Bob Marley. Para encerrar o dia com todos aplaudindo em pé.

E amanhã tem mais.

9 Comentários

Arquivado em Inspiração

Começou o TEDGlobal

TEDGlobal @ Oxford, upload feito originalmente por Rodrigo VdaC.

Começou hoje o TED Global, no Keble College, em Oxford. O Keble é uma das instituições de ensino mais tradicionais da Inglaterra, fundada no século 19. A aparência lembra muito o filme do Harry Potter e o ambiente é dos mais propícios para o aprendizado e troca de ideias.

Em uma das falas mais inspiradas do dia, Ruth Ann Harnisch (http://ruthannharnisch.com/ )contou sobre as 6 coisas que aprendeu em 6 meses sem fazer nada. Vamos lá:

1. Fazer nada é muito atrativo para quem está de fora. Todos querem saber porque você está fazendo isso, com uma ponta de inveja.
2. Fazer nada quer dizer fazer uma coisa de cada vez. Sem atropelos, sem pressão, sem pressa.
3. Você decide o que fazer com seu tempo, não fica refém de agendas ou compromissos.
4. Algumas coisas só podem ser vistas se você remover as distrações. Fazer nada ajuda na concentração e na percepção sobre o mundo.
5. Saiba porque você está fazendo o que está fazendo. Qual o sentido das coisas?
6. Você não é o seu trabalho. Sua vida é muito mais interessante do que seu trabalho.

Ao final, ela disse que estar ocupado é como uma droga e ela estava viciada nisso.

Taí um grande aprendizado que preciso ter. Principalmente porque agora são 1:30 da manhã e amanhã a função do TED começa cedo…

1 comentário

Arquivado em Inspiração