Arquivo do mês: maio 2010

Exploro, logo existo

E a National Geographic sempre enchendo os olhos e a alma com ângulos incríveis do mundo.

Essa foi dica da Gabriela Werner, no blog Eudaimonia . O video abaixo é da nova campanha do NatGeo, absolutamente inspirador. O texto está em inglês e aqui vai uma tradução livre:

É de um cartesianismo exploratório. Um “penso, logo existo” com alguns passos no meio. Como qualquer show da National Geographic. Os criadores desta obra de arte conseguiram transformar verbos em filosofia visual.  Exploro, logo existo…

Vale a pena ver o filme e a tradução logo abaixo.

(Minha ideia era colocar o filme aqui mesmo, mas estou apanhando feio para conseguir “embeddar” filmes aqui no WordPress. Se alguém tiver uma dica…)

http://channel.nationalgeographic.com/channel/live-curious

Se você é, você respira.

Se você respira, você fala.

Se você fala, você pergunta.

Se você pergunta, você pensa.

Se você pensa, você procura.

Se você procura, você experimenta.

Se você experimenta, você aprende.

Se você aprende, você cresce.

Se você cresce, você deseja.

Se você deseja, você encontra.

Se você encontra, você questiona.

Se você questiona, você entende.

Se você entende, você sabe.

Se vocês sabe, você quer saber ainda mais.

E se você quer saber ainda mais, você está vivo!

Anúncios

1 comentário

Arquivado em Comunicação, Fotografia, Viagens

O TED, as ideias e o incrível potencial multiplicador da internet

De 1984 até 2006 era um encontro quase secreto. De 2006 em diante, as palestram foram parar na internet. Uma das primeiras falas foi a do jornalista Malcolm Gladwell, autor de alguns livros de sucesso, como Blink e Fora de Série. A expectativa era de que cerca de 5 000 pessoas assistissem cada uma das palestras que fossem colocadas online. Mas em pouco tempo, 40 000 pessoas acessaram essa palestra. O plano inicial era de ter 200 000 acessos em um ano e depois ir dobrando os números ano a ano. Mas esta previsão também estava errada… Em apenas dois anos, foram 75 milhões de palestras assistidas!

Estamos falando do TED e esta pequena história dá uma amostra incrível do poder multiplicador da internet. Alguns itens que ilustram esse potencial e que mostram como a web alavancou esta iniciativa:

Divulgação: Antes de ir para a rede, o TED era um encontro semi secreto. Hoje, o total de palestras assistidas no TED.com é de 250 milhões!

Colaboração: o número de acessos vem aumentando exponencialmente em função das traduções para 25 línguas, com colaboradores de 80 países. As traduções são feitas por voluntários. Graças a eles, cerca de 300 palestras das cerca de 600 já estão traduzidas!

Agilidade: No TED Global (em Oxford, na Inglaterra), em 2009, a equipe do TED colocou a palestra de Gordon Brown no ar e em menos de 24 horas ela já estava traduzida para três diferentes línguas.

Aplicabilidade: Graças às traduções e a um aplicativo, as falas do TED podem ser usadas para estudos de línguas e em escolas. Há uma transcrição do texto ao lado de cada palestra. Com um clique é possível chegar a qualquer seção da fala.

A capacidade da web de mobilizar informações e ideias hoje traz um poder incrível para causar impactos positivos. Na sociedade, em escolas, nas empresas… enfim, nas nossas vidas.

E o melhor de tudo: as ideias do TED são grátis!!

1 comentário

Arquivado em Comunicação, Inspiração, Interdependência, Mundo 2.0, Nova Sociedade

Provavelmente o melhor bar do mundo…

Peniche, PT, Abril 2010, upload feito originalmente por Rodrigo VdaC.

“Provavelmente o melhor bar do mundo”, dizem as inscrições portuguesas.
Em Peniche, num bar à beira-mar, com o ar gelado cheirando a sal, qualquer surfista consegue se sentir em casa. Mesmo que as ondas não estivessem lá.
Enfim, o sentimento é o mesmo, não importa a latitude.

Deixe um comentário

Arquivado em Comunicação, Surfe, Viagens

Homens inspirados em Netuno

E parece que finalmente conseguimos! Nós, da comunidades dos hominídeos que surfam, conseguimos finalmente criar um pico de surfe. Ou criar as condições para que as ondas possam quebrar em um lugar onde normalmente elas não quebrariam.

Acabei de ver esta notícia no site da Patagonia, marca sobre a qual já escrevi algumas vezes aqui.

A empresa ASR, que cria recifes para diversos fins, conseguiu transformar Kovalam (Índia) um lugar de ondas medíocres para o surfe num lugar de muito boas ondas. É claro que não é um Havaí, mas comparado ao que era antes, ficou incrível. Veja aqui o vídeo.

Mas mais do que simplesmente criar um lugar onde se pode surfar, essa iniciativa que ganhou vida no litoral indiano tem a visão um pouco mais ampla. O projeto tem também a preocupação em limitar a erosão da costa e criar habitat para vida marinha.

Taí um excelente e inspirador jeito de melhorar a vida de todos, comunidade, vida marinha e, claro, surfistas.

Fiquei pensando na década de 80, em Capão da Canoa, litoral gaúcho, de quando surfávamos ondas marrons de 2m de altura. Ondas que quebravam a pelo menos 500m da praia. Longe, longe. Distância que provocava aflição nas mães dos surfistas iniciantes, dos quais só se podia ver a cabeça emergindo de tempos em tempos, atrás das vagas que ainda se formavam mais duas vezes antes de virar energia dissipada na beira da praia.

Pois essa memória ficou mesmo na década de 80, pois nos anos 90 estas ondas foram aos poucos deixando de existir. Nos perguntávamos por quê isso acontecia e quase culpávamos de fantasiosas nossas memórias. Mas não. Eram mesmo os prédios grandes que começaram a ser construídos na beira do mar. As construções afetavam a intensidade do vento que soprava de e para o mar, influenciando no vaivém das areias que proporcionavam a boa formação das grandes ondas marrons dos verões gaúchos.

E agora, fico sonhando em um dia voltar à Capão e surfar essas ondas, mesmo que sejam recriadas pelo homem e não mais por Netuno.

Deixe um comentário

Arquivado em Surfe, Sustentabilidade

E a lógica portuguesa continua igual!

Lisboa, abril, 2010, upload feito originalmente por Rodrigo VdaC.

Uma semana de férias igual a 15 dias sem atualizar o blog. Passei com minha esposa uma semana em Portugal, apesar de que os planos iniciais fossem Paris e Londres. Mas aí vieram as cinzas do vulcão e sobre isso escrevi no post anterior. O Douglas comentou aqui que não fomos para a Europa, mas estivemos perto!

Brincadeiras à parte, deu gosto passar em Portugal, sete anos depois da última vez. Lisboa e Porto são cidades encantadoras. Extremamente bem cuidadas. E as estradas que ligam ambas cidades são excelentes. Assim como os lugares pelos quais passamos indo de uma cidade a outra: Peniche, Óbidos, Alcobaça, Fátima, Coimbra e Matosinhos (onde até consegui surfar!).

 Os portugueses, como numa canção de fado, gostam de lamentar a morte do Escudo, mas talvez não consigam perceber com exatidão o bem que o Euro lhes fez. Portugal agora é primeiro mundo. Só não mudou a lógica portuguesa!

Na bonita cidade de Aveiro, berço dos famosos oves moles (uma espécie de gemada encoberta por massa de óstia, como nos explicou um guia), perguntamos onde ficava um restaurante indicado no livro-guia de Portugal. Após a explicação, perguntei se era melhor ir de carro ou a pé. A resposta:

— Ora, pois. Se há gente que vai a pé de Porto a Fátima (mais ou menos 200 km de distância), cada um escolhe se é melhor a pé ou de carro. O que eu poderia dizer-lhe? Bom, posso e falar que a distância é de 1 quilômetro, mais ou menos. Agora, se é melhor ir a pé ou de carro, o senhor é quem sabe.

Elementar, meu caro brasileiro…

11 Comentários

Arquivado em Uncategorized, Viagens