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“É para espalhar”

Edimburgo, palco do TEDGlobal 2011

No mês passado, comecei a escrever uma coluna na revista Vida Simples. A ideia é falar sobre o movimento do TED e TEDx no Brasil. Trazer ideias, percepções, coisas que estão rolando na cada vez maior comunidade envolvido com o TED no Brasil. Obviamente, convidar para escrever esta coluna foi o mesmo que perguntar: “macaco, quer banana?”, já que não é novidade para ninguém que este blog é admirador do conceito do TED de espalhar boas ideias pelo mundo.

 

Então, aí vai o texto da primeira coluna. A segunda já está nas bancas. Vai lá! 😉

É para espalhar

Certo dia estava tentando dar conta dos invencíveis e-mails quando chegou mais um que iria mudar razoavelmente minha vida. Era de uma amiga, despretensioso. Apenas compartilhava mais um link na internet. Só que aquele não era mais um e-mail. Ele vinha carregado de ideias gratuitas. Mais especificamente TED Talks.

Corta.

Em 1984, alguns profissionais da área de tecnologia se reuniram para fazer um evento fechado e discutir Tecnologia, Entretenimento e Design, as iniciais para TED. Foi um sucesso crescente, mas só para poucos, com preço alto. Então, em 2006, aconteceu a primeira revolução no negócio do TED. O atual proprietário da conferência, Chis Anderson (não confundir com o editor homônimo da revista Wired), resolveu distribuir na web gratuitamente as palestras que havia sido gravadas nos encontros.

Foi um sucesso instantâneo, muito pelo formato, com falas de 18 minutos de duração, talhadas para o mundo em que vivemos, com informações trafegando na velocidade da luz. (Existe uma teoria lógica por trás desta duração, mas este é assunto para uma próxima coluna.)

Mais do que rápidas, as falas do TED prendem porque são bem-feitas. Tanto que quase todas as pessoas que conheço ficam viciadas quando conhecem. Já foram vistas cerca de 400 milhões de vezes pelo mundo., traduzidas em mais de 80 línguas por uma legião de mais de 4 000 voluntários.

O sucesso das palestras provocaram a segunda revolução no modelo do TED.

As duas conferências anuais do TED (na Califórnia e na Europa, este ano em Edimburgo) ficaram pequenas. E assim nasceu o TEDx, uma ideia genial. Qualquer pessoas pode organizar uma conferência inspirada no TED, mas de maneira independente. Desde a criação do conceito em 2009, foram feitas  mais de 1000 pelo mundo. No Brasil, tivemos cerca de 15 e teremos outras tantas até o final deste ano. Há videos incríveis das palestras, que podems ser encontradas no site ted.com/tedx .

Corta e volta ao e-mail que minha amiga enviou. Depois daquilo, convenci colegas a patrocinar o primeiro TEDx no Brasil e até organizei um na empresa em que trabalhava. Depois, ainda fiz parte de um time incrível que organizou uma incrível maluquice: o TEDx Amazônia, para 500 pessoas, durante dois dias, em um hotel flutuante no meio da floresta. Só para espalhar ideias… E de tanto querer participar e levar adiante esta ideia, recebi e aceitei o honroso convite da direção do TED para ser o “embaixador “dos TEDx na América Latina. O papel, voluntário, é simples: ajudar todos os que queiram espalhar estas ideias. Conversaremos mais sobre isso por aqui, a partir de agora.

 

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Como foi o TEDGlobal em Edimburgo

Na semana passada, estive em Edimburgo, para acompanhar o TEDGlobal.

Além da tradicional cobertura em twitter (abaixo), fiz um post para cada dia de evento no site Papo de Homem.

Segue aqui o registro com os links para cada um dos dias:

[TEDGLOBAL] NOTÍCIAS DE EDIMBURGO – PARTE 1

[TEDGLOBAL] NOTÍCIAS DE EDIMBURGO – PARTE 2

[TEDGLOBAL] NOTÍCIAS DE EDIMBURGO – PARTE 3

[TEDGLOBAL] NOTÍCIAS DE EDIMBURGO – PARTE 4

 

E aí vão os tweets da cobertura do evento:

  • RT @TEDNews: Chris Anderson: It’s a beautiful truth that all knowledge is connected. And now: It’s time for #TED!
  • RT @bilalr: #TEDGlobal’s 1st speaker @LeeCronin asks “what is life? can we make matter alive? where did life come from? came from stuff”
  • RT @jobsworth: From the selfish gene to selfish matter. Making dead stuff come alive. Cronin at #TEDGlobal
  • A vida demorou milhões de anos para surgir. Estamos propondo fazer isso em algumas horas. @leecronin #TEDGlobal
  • RT @richny: the chance that non-carbon based life is existing on other planets is 100%, says Cronin #TED
  • Now, Annie Murphy Paul on Stage to speak about learning. #TEDGlobal
  • Os anos mais importanes para o aprendizados são os primeiros. Na verdade, começarmos a aprender no útero. #APMurphy #TEDGlobal
  • “We are learning about the world even before we enter”Annie Paul Murphy #TEDGlobal
  • Os bebês reconhecem músicas de shows na TV que as mães assistiam enquanto ainda estavam no útero. @anniemurphypaul #TEDGlobal
  • RT @richny: fetuses also learning taste and smell in the womb, says @anniemurphypaul #TED
  • “Os fetos incorporam as emoções das mães ainda no útero para formar sua personalidade” Mantenham a calma, mamães! 😉 #TEDGlobal
  • Suffered it when adults RT @richny: Dutch “hunger winter of 1944-5” affected 40,000 fetuses in utero, says @anniemurphypaul Annie Paul #TED
  • Review no NYTimes sobre o trabalho de @anniemurphypaul http://nyti.ms/d6kDh9 #TEDGlobal
  • “Cientistas pesquisaram filhos de mães afetadas pelas mortes nas torres gêmeas e descobriram que o pós-trauma afetou bebês”. #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: @AnnieMurphyPaul #TEDGlobal: This isn’t about blaming women 4 what happens in pregnancy. It’s about how to best promote health.
  • Now, Rebecca MacKinnon – http://en.wikipedia.org/wiki/Rebecca_MacKinnon #TEDGlobal Being very ironic about Apple and censorship
  • .@rmack mostrou esse video http://bit.ly/G0KdI s/ libertadade da informação e contrapôs a atos de censura recentes da Apple #TEDGlobal
  • RT @brainpicker: “What people can and cannot do with information has more effect than ever on the exercise of power in the world.” @rmack
  • A soberania do ciberespaço. Quem está no controle mesmo? líderes dos países ou corporações? #TEDGlobal @rmack
  • RT @TEDNews: .@RMack at #TEDGlobal: We do not have good answers for balancing security and free speech on our digital networks.
  • . @rmack shows now the world map of social networks. Facebook is gonna rule the world >> http://bit.ly/15xHQi #TEDGlobal
  • The most important thing to ask now is how to make sure that the internet evolves in a citizenship-centric manner @rmack #TEDGlobal
  • RT @richny: we need a broader and more sustained internet freedom movement, says MacKinnon #TED
  • how can we hold power accountable on the internet? @rmack #TEDGlobal
  • RT @brainpicker: “We’ve a vital part to play in building a world in which government+tech serve the world’s people, not other way around.”
  • uma voz impressionante RT @TEDNews: The glorious @DanielleDeNiese is singing — Chris calls her “the voice that launched a thousand ideas!”
  • Unequal societies is where you find the biggest social problems. @TEDchris #TEDGlobal
  • Now Richard Wilkinson – Life expectancy in rich countries is no longer related to National income per head” #TEDGlobal
  • Review do Guardian sobre livro de Richard Wilkinson – http://bit.ly/IAKWM #TEDGlobal
  • “The national wellbeing of our societies is not anymore related to national income per head” – Richard Wilkinson #TEDGlobal – this is huge
  • RT @jobsworth: Richard Wilkinson: people in more unequal societies trust each other less. 15% in unequal, 60% in less unequal #TEDGlobal
  • Mental illness is more common in more unequal societies – Richard Wilkinson #TEDGlobal
  • Social mobility is lower in more unequal countries – Richard Wilkinson #TEDGlobal
  • Se os americanos querem viver o sonho americano, eles deveriam ir para a Dinamarca. – Richard Wilkinson #TEDGlobal
  • Inequality is a social pollution – Richard Wilkinson #TEDGlobal
  • Vale ler artigo de Andre Lara Resende s/ desigualdade e bem-estar em linha c/ fala de Richard Wilkinson – #TEDGlobal http://bit.ly/pBYCYU
  • RT @richny: we can improve the real quality of human life by reducing the differences between us, says Wilkinson #TED
  • Sustainability is much easier to reach if you reduce the inequalities – Richard Wilkinson #TEDGlobal
  • Now Philip Blond, english political thinker, http://bit.ly/pTw1zd , speaking about fragmentation of society #TEDGlobal
  • Western societies are no longer capable of producing good groups, therefore no good individuals – Philip Blond #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: Phillip Blond at #TEDGlobal: If you want to tackle evil, you have to name it: asset inequality, the destruction of society.
  • Hassan Elahi , media artista, now on stage at #TEDGlobal. Talking about privacy. http://elahi.umd.edu/
  • RT @brainpicker: Hasan Elahi is the subject of the book Bursts: The Hidden Pattern Behind Everything We Do http://j.mp/pgJDoZ #TEDGlobal
  • Hasan Elahi caiu na lista do FBI por engano e ele decidiu tornar pública a vida dele para facilitar a vida do FBI #TEDGlobal elahi.umd.edu
  • RT @kmgong: #TEDGlobal Hasan Elahi’s live tracking site: http://bit.ly/XAyI7. You can actually see that he is at #TEDGlobal.
  • Now, Maajid Nawas on stage. Anti-extremist activist. http://www.quilliamfoundation.org/maajid-nawaz.html #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: Maajid Nawaz: In history, identity was defined by religion/race. Now it’s the age of behavior, defined by idea and narratives.
  • “We’re all creating an archive of our own lives, whether we’re aware of it or not.” Hasan Elahi #TEDGlobal (via @brainpicker)
  • movimentos sociais são feitos de ideias, narrativas, símbolos e líderes – Maajid Nawas #TEDGlobal
  • Democracy will grow when not imposed, but stimulated to grow as grassroots movement. Maajiz Nawaz #TEDGlobal (great talk)
  • RT @TEDNews: Maajid Nawaz: People should vote IN an existing democracy, not FOR a democracy #TEDGlobal
  • Agora, Justin Hall-Tipping vai falar sobre nanoenergia #TEDGlobal
  • E se os maiores problemas que temos pudessem ser resolvidos nos menores lugares? Justin Hall-Tiipping sobre nanotech #TEDGlobal
  • E se controlássemos a essência da energia, o elétron? Justina Hall-Tipping #TEDGlobal The power plant of tomorrow is no power plant.
  • RT @richny: Justin HT at #TED says carbon nanotube 1,000 x more conductive than copper…can be reflective or allow energy to go thru window
  • RT @TEDNews: Justin Hall-Tipping: Energy — clean, efficient energy — will one day be free #TEDGlobal
  • J. Hall-Tipping turns emotional w/ picture that he carries for 14 years of a girl dying thirsty: “by every means this is wrong” #TEDGlobal
  • Now the video of a man flying with personal wings. The jetman! http://www.youtube.com/watch?v=j-66AcTo9TU Yves Rossi #TEDGlobal http://www.jetman.com
  • yves rossi and his invention: “it really feels to be a bird” #TEDGlobal http://lockerz.com/s/119476478
  • O Jetman Yves Rossi voa a 300 km/hora! http://www.youtube.com/watch?v=j-66AcTo9TU http://www.jetman.com #TEDGlobal
  • RT @richny: Rossy uses four kerosene engines and has two parachutes #TED
  • Yves Rossi continua voando se um dos quatro motores falha e tem páraquedas para ele e para as asas. #TEDGlobal http://www.jetman.com
  • RT @itsanjali: “Always have a Plan B.” “Respect of a pioneer in front of Mother Nature.” #jetman #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: Israeli singer/songwriter Asaf Avidan blends folk rock and blues http://mymojolove.com/ #TEDGlobal
  • really really good “@mickyates: Asaf Avidan – a voice like Joplin – amazing @asafmojo #TEDGlobal … Album at j.mp/pUpGhi”
  • agora a brasileira Julia Bacha no #TEDGlobal . É + uma entre + de 20 amigos brasileiros por aqui. Estamos nos globalizando!!
  • Filmmaker Julia Bacha works to peacefully end the conflict between Israelis and Palestinians. justvision.org/budrus #TEDGlobal
  • Julia Bacha: I spend my days filming dozens of Palestinians using nonviolence, but most of you have never heard of them. #TEDGlobal
  • nada assusta + as forças armadas do q 1 manifestação pacífica – frase no documentário de Julia Bacha s/ palestina #TEDGlobal
  • Julia Bacha: What’s missing for nonviolence to grow: for us to pay attention to Palestinians already adopting nonviolence. #TEDGlobal
  • Julia Bacha: To end conflict in the Middle East, transform nonviolence into a functional behavior by giving it attention. #TEDGlobal
  • Julia Bacha: Even an independent film can transform nonviolence into a functional behavior. Imagine what mainstream media could do#TEDGlobal
  • session 3 – coded patterns about to start #TEDGlobal – letscolourproject.com shown. must see video
  • o físico geoffrey west está no palco agora. a cada semana as cidades terao 1 milhao de pessoas a mais até 2050 #TEDGlobal
  • very few cities fail, all companies does – why? geoffrey west #TEDGlobal
  • as geofry west is saying, look at this – what if the hamster grew like economy does – youtube.com/watch?v=Sqwd_u… #TEDGlobal
  • dobrar o tamanho das cidades aumenta em 15% tudo: coisas boas e más. gente criativa, renda, crimes, doenças etc – geoffrey west #TEDGlobal
  • Geoffrey West: There are laws for organisms because they are made of networks. Is the same true of cities and corporations? #TEDGlobal
  • shoguei shigematsu no palco agora sobre arquitetura dentro da caixa. pensando dentro da caixa também é bom #TEDGlobal
  • great work of shohei shigematsu: boxes over boxes in jersey city worldarchitecturenews.com/index.php?fuse… #TEDGlobal
  • kevin slavin diz que vivemos no mundo dos algoritmos – areacodeinc.com/people/kevin-s… #TEDGlobal
  • kevin slavin is showing murmuration’s video in his talk youtube.com/watch?v=8vhE8S… #TEDGlobal
  • Shohei Shigematsu insight: “reboxing the box” worldarchitecturenews.com/index.php?fuse… #TEDGlobal
  • heroes! “@TEDNews: Kevin Slavin at #TEDGlobal: Algorithms acquire truth, they calcify and become real.”
  • allan jones do allen institute está fazendo um mapa do cérebro humano alleninstitute.org/about_us/staff… #TEDGlobal
  • Allan Jones: 20% of the blood pumped from your heart is surfaced on your brain. #TEDGlobal
  • distributed contributes to their function. #TEDGlobal
  • Allan Jones: There are about 86 billion neurons in our brain — how they’re
  • Allan Jones: Brain map is freely available for anyone to download and use in research. #TEDGlobal
  • Balazs Havasi has the Guinness record for being the fastest pianist in the world. Playing now at #TEDGlobal.
  • RT @brainpicker: It’s here! Highlights from #TEDGlobal “The Stuff of Life,” Day One, in exclusive photos and soundbites http://j.mp/nBizqt
  • Bom-dia/good morning – começou sessão 4 do #TEDGlobal. O historiador Niall Ferguuson está no palco.
  • A gde maioria das 106 bilhões de pessoas que viveram no planeta já morreram. A maioria na Ásia e a maioria pobre. #TEDGlobal N. Ferguson
  • Niall Fergusson falando agora sobre os experimentos entre comunismo e capitalismo na Alemanha e Coréia. Qual foi o melhor? #TEDGlobal
  • Na Alemanha Oriental, construíram Trabants, um dos piores carros ever, e na Alemanha Ocidental, Mercedes-Benz. Simplista, mas… #TEDGlobal
  • Niall Ferguson’s The Ascent of Money, a BBC financial history of the world, is free online http://j.mp/kMvQDR #TEDGlobal (via @brainpicker )
  • RT @richny: Average Korean today works 1000 hours a year more than Germans, says Ferguson #TED
  • Os EUA eram 20 vezes mais ricos q os chineses e agora são 5 vezes. Niall Ferguson e o fim do domínio ocidental. #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: Niall Ferguson at #TEDGlobal: It’s quite hard to transition to democracy before you’ve established private property rights.
  • “I am not talking about the rising of east, but the rise of the rest. Brazil has a very bright future indeed.” Niall Ferguson #TEDGlobal
  • Yasheng Huang pergunta se a democracia ajuda ou atrapalha o crescimento econômico. Vai falar de China e Índia. #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: Yasheng Huang at #TEDGlobal: Infrastructure does not guarantee economic growth. It is a result, not a cause.
  • A grande vantagem da China sobre a Índia é a educação (human capital). Yasheng Huang #TEDGlobal
  • Agora, o economista @timharford falando sobre o lado oculto da economia nas experiências diárias. Freakonomics generation… #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: .@TimHarford at #TEDGlobal: Show me a complex system that works, and I’ll show you a system that evolved through trial & error.
  • Cerca de 10% dos negócios nos EUA desaparecem a cada ano. A evolução pela tentativa e erro. @TimHarford #TEDGlobal
  • Até qdo vamos ter que falar de tentativa e erro p/ acabar c/ o complexo de Deus? É difícil admitir nossas fraquezas. @TimHarford #TEDGlobal
  • It is very difficult to make good mistakes. “@TimHarford #TEDGlobal
  • .@TimHarford fez uma grande apresentação sobre tentativa e erro. Prato cheio para empreendedores! #TEDGlobal
  • Just sitting besides @brainpicker without knowing it! I am a big fan of Maria Popova’s work. #TEDGlobal
  • Agora, Josette Sheeran do World Food Program, que serve 40 bilhões de refeições por ano. #TEDGlobal http://bit.ly/rhwUvw
  • A cada 10 segundos uma criança morre de fome. Mais do que malária, Aids e Tuberculose somadas. Josette Sheeran #TEDGlobal
  • Uma em cada 7 pessoas do mundo sente fome. Josette Sheeran #TEDGlobal
  • “Why do we have a billion people that can’t find food?” Josette Sheeran #TEDGlobal
  • RT @RichMulholland: In the 18-minutes it takes for Josette Sheeran to deliver her powerful #TEDGlobal talk, 108 kids will die of starvation.
  • .@JosetteSheeran desenvolveu um pacote de comida que custa 17 centavos de dólar e pode acabar com a desnutrição. #TEDGlobal
  • O tema da fome é recorrente. É sempre chocante ver imagens de crianças morrendo de fome. Como aceitamos isso como algo normal? #TEDGlobal
  • RT @LeonardoEloi: Josette Sheeran applies tech feeding solutions, figures and facts to fight successfully against hunger #TEDGlobal
  • Bolsa-família global? RT @volneyf: Josette Sheeran fala da inovação com ‘digital food’ – resgatar vales para se adquirir alimento #TEDGlobal
  •  .@JosetteSheeran diz que o Brasil está acabando com a fome mais rápido que em qualquer nação do mundo agora. #TEDGlobal
  • Agora falando Svante Paabo. Ele explora a evolução humano sequenciando DNA extraídos de ossos de nossos ancestrais. #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: “From a genomic perspective, we are all Africans.” — Svante Paabo at #TEDGlobal
  • “Se olharmos para órgãos internos, sem interação com o ambiente, não dá para saber a origem de alguém” Svante Paabo #TEDGlobal
  • “Neandertais são mais parecidos geneticamente com europeus e chineses do que com africanos” Svante Paabo #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: Svante Paabo: When humans emerged, they were not alone on the planet. There were other humans: the Neanderthals #TEDGlobal
  • A pergunta de Svante Paabo: “os humanos se misturam com os neandertais”? #TEDGlobal Svante Paabo
  • Aqui o trabalho de Svante Paabo – http://bit.ly/nUyBvd #TEDGlobal
  • “Language is a piece of technology to rewire each other’s minds”. Mark Pagel #TEDGlobal
  • “Language are our genes talking, getting the things they want” Mark Pagel #TEDGlobal
  • “Language is the most subversive tool we have.” Mark Pagel #TEDGlobal
  • O que nos diferencia dos chimpanzés é a capacidade de uns aprenderem com os outros pelos erros, acertos e sabedoria. #TEDGlobal Mark Pagel
  • RT @brainpicker: Mark Pagel: Social learning is visual theft – watching and learning from others’ mistakes, stealing ideas. #TEDGlobal
  • “Language evolved to solve the crisis of visual theft, to coordinate our activities” Mark Pagel #TEDGlobal
  • Mark Pagel: “current there are 7,000 or 8,000 languages spoken around the world” #TEDGlobal
  • “we can’t have sex to people we can’t talk to” Mark Pagel #TEDGlobal
  • Excelente palestra de Mark Pagel sobre como a linguagem é ferramenta de colaboração e ao mesmo de separação (barreira do idioma). #TEDGlobal
  • “Our destiny is to be one world, with one language” – Mark Pagel #TEDGlobal – serious issue….not sure.
  • Video playing on stage now: http://www.youtube.com/watch?v=kkGeOWYOFoA by Cristobal Vila #TEDGlobal
  • Elisabeth Murchison estuda um tipo desconhecido de câncer que está dizimando o marsupial Diabo da Tasmânia #TEDGlobal http://bit.ly/nZuMLJ
  • indeed RT @orientalist: Scary thought: cancer can be contagious. By Elizabeth murchison #tedglobal
  • EMurchison #TEDglobal “Tasmanian cancer spreads independently of the host and threatens an entire species” via @mickyates
  • Elizabeth Murchison gives a talk about cancer transmitted as virus that makes me think: “Fears worth spreading”? #TEDGlobal
  • Cynthia Kenyon conseguiu dobrar a vida do verme C Elegans com um experimento. #TEDGlobal http://kenyonlab.ucsf.edu/
  • RT @TEDNews: Human FOXO3A DNA variants are associated w/ exceptional longevity in populations from all over the world. C Kenyon #TEDGlobal
  • Matt Riddley is the rational optmist, but his session is causing me fear: virus, cancer, one language, living forever… #TEDGlobal
  • Agora, o artista Joe Castillo vai fazer uma apresentação incrível com areia. Vale conhecer: http://www.joecastillo.com/
  • Karol Bordeaux estuda pequenas variáveis e políticas que estimulam a economia http://bit.ly/qFDyxR #TEDGlobal
  • Session 7 começando agora. #TEDGlobal Daniel Wolpert estuda como o cérebro controla o corpo. wolpertlab.com
  • Daniel Wolpert: nosso cérebro mapeia os movimentos do corpo e corrige as percepções. Por isso não podemos nos fazer cócegas. #TEDGlobal
  • Sheril Kirshenbaum estuda a ciência do beijo – #TEDGlobal
  • O cara tem 23 anos! RT @TEDNews: Péter Fankhauser’s Rezero robot is dancing to techno music on the #TED stage. #TEDGlobal
  • RT @21Tanks: Check out Rezero, the ballbot robot: http://www.rezero.ethz.ch/project_en.html #TEDGlobal
  • Just saw @virtualmagician do a cool show at #TEDglobal – his website: marcotempest.com
  • Jae Rhim Lee: The Infinity Burial Project uses mushrooms to decompose, clean bodies of toxins and deliver nutrients to plants. #TEDGlobal
  • Bom-dia! Dia 3 do #TEDGlobal já começou. Agora no palco Yang Lan, a Oprah da China, só que com muitos mais milhões de espectadores!
  • O usuário mais popular de microblog na China tem mais de 9,5 milhões de seguidores. #TEDGlobal #Yang Lan
  • RT @richny: Yang Lan: 30 million more young men than women, due to selective abortions under one-child policy #TED
  • Na China, em média, um casal leva 30 anos para comprar um apto. Nos EUA são 15. Yang Lan #TED
  • Yang Lan: “Os jovens chineses estão cobrando mais justiça social e accountability do governo” #TEDGlobal
  •  “é melhor chorar num BMW do que sorrir de bicicleta” Yang Lan sobre a visão de alguns jovens chineses #TEDGlobal – assustador
  • “vamos sacrificar o meio ambiente para crescer nosso PIB?” perguntou Yang Lan, a Oprah da China no #TEDGlobal
  • pesquisa de um site chinês com 1350 pessoas: 6% feliz; 48% infeliz; o resto mais ou menos ou não sabia. Yang Lan #TEDGlobal
  • Agora no palco Nadia Al-Sakkaf, editora do único jornal independente de língua inglesa no Iêmen #TEDGlobal
  • “A maioria das mulheres no Iêmen está atrás dos véus ou das portas” – Nadia al-Sakkaf #TEDGlobal
  • RT @TEDchris: “You fear what you don’t know and you hate what you fear.” Inspiring Yemeni media owner Nadia Al-Sakkaf #tedglobal
  • Bunker Roi é um educador, fundador do Barefoot college, que ajuda comunidades rurais a serem auto-suficientes #TEDGlobal
  • O site do Barefoot college é bacana: http://www.barefootcollege.org/ Tem uma pegada meio Tião Rocha, um gde educador. #TEDGlobal
  • “Quando a taxa de analfabetismo está muito alta, usamos fantoches para ensinar” Bunker Roy #TEDGlobal
  • “The puppets are made of recycled World Bank Reports” – Bunker Roy – #TEDGlobal – This is fine irony!
  • Don’t look for solutions outside. Look for solutions within. Listen to the people on the ground. They know how to do it. #TEDGlobal B Roi
  • RT @jobsworth: First they ignore you, then they laugh at you, then they fight you. And then you win. Gandhi, quoted by Bunker Roy #TEDGlobal
  • Alain de Botton no início da sessão 9 no #TEDGlobal – http://www.alaindebotton.com/
  • “A arte deve ser uma das ferramentas para melhorarmos a sociedade. A Arte deve ser didática” – Alain de Botton #TEDGlobal
  • “Você pode não concordar com o que as religiões falam, mas olhe como elas espalham ideia. Temos q aprender com elas.” A de Botton #TEDGlobal
  • RT @brainpicker: “Why does the sense of mystery about the universe have to be accompanied by a mystical feeling?” De Botton #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: De Botton: “Religion’s ideas are so intelligent, so subtle, they’re not fit to be abandoned to the religious alone.” #TEDGlobal
  • Atheism 2.0 – a kind of wiki project utilising “the good things” of religions. Alain de Botton #TEDGlobal via @ralphtalmont cc: @dkeichi
  • Paul Snelgrove, biológo marinho, falando sobre o projeto de censo da vida marinha. Trabalho de fôlego: http://www.coml.org/ #TEDGlobal
  • RT @richny: Paul Snelgrove at #TED: Oceans cover 70% of planet, produce half of new life and half of oxygen on earth
  • RT @richny: We know more about surface of moon and Mars than we do of bottom of the oceans, says Snelgrove at #TED
  • RT @TEDNews: Paul Snelgrove: “The grand challenge is to preserve what’s left… As the oceans go, so shall we.” #TEDGlobal
  • RT @connollypat: Marine Life Census: Only 9% of all sea life is currently known. #TEDGlobal
  • pessoal da sustentabildiade, Pavan Sukhdev para falar sobre o fim da invisibilidade econômica da natureza. #TEDGlobal
  • RT @TEDNews #TED has dozens of amazing talks on the #ocean, collected here: http://on.ted.com/OceanStories #TEDGloba
  • RT @TEDNews: Pavan Sukhdev: “Bee’s pollination is worth $190 billion. But when did a bee ever give you an invoice?” #TEDGlobal
  • “Quando usamos o PIB para medir a economia, não avaliamos o que há de mais importante: o ecossistema” Pavan Sukhdev #TEDGlobal
  • “quando medimos o lucro das corporações, não avaliamos o impacto no meio ambiente” Pavan Sukhdev #TEDGlobal
  • Problemas ambientais: “nossa falta de habilidade para perceber a diferença entre benefícios públicos e lucros privados”- Sukhdev #TEDGlobal
  • “nao podemos gerenciar o que não podemos medir” Pavan Sukhdev sobre a relação com os recursos naturais #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: Pavan Sukhdev: We’ve made an ethical choice in our society to not have coral reefs. #TEDGlobal
  • Alison Gopnik vai falar sobre o funcionamento da mente de bebês e crianças. #TEDGlobal Aqui s/ trabalho dela: http://bit.ly/asjG5A
  • Alison Gopnik :”Os cérebros dos bebês são provavelmente o computador mais poderoso de aprendizado no planeta” #TEDGlobal
  • Como é ser um bebê? “Estar apaixonado em Paris pela primeira vez depois de ter tomado 3 expressos duplos!”- Alison Gopnik #TEDGlobal
  • Agora, o psicólogo Paul Bloom, que estuda o senso comum e nosso entendimento sobre o mundo. http://bit.ly/mZWSa2 #TEDGlobal
  • “Estudos dizem que se vc achar que está bebendo vinho caro, ele vai parecer melhor.” Paul Bloom #TEDGlobal
  • sobre o prazer, Paul Bloom falou sobre este experimento incrível c/ violinista Joshua Bell http://bit.ly/hwTH34 #TEDGlobal
  • Paul Zak, economista, vai falar sobre o hormônia oxitocina e como está ligado à confiança e tb pq amor é bom para negócios. #TEDGlobal
  • “Queria descobrir se existia a mólecula moral. Descobri que existe: é a oxitocina.” Paul Zak #TEDGlobal
  • “onde existe mais confiança, existe mais prosperidade. Temos uma ‘confiança biológica'” Paul Zak #TEDGlobal
  • “Weddings cause a raise in oxitocin. First in the bride. Mother is second!” Paul Zak #TEDGlobal
  •  “Para aumentar os níveis de oxitocina: abraço. Pessoas que abraçam mais, têm mais oxitocina e são mais felizes.“ Paul Zak #TEDGlobal
  • Todd Kuiken estuda biônica e próteses que se conectam o sistema nervoso. #TEDGlobal http://bit.ly/po6VyD
  • RT @TEDNews: Todd Kuiken: Patient Jesse’s brain re-wired itself. Interpreting touch on the chest as coming from the missing hand. #TEDGlobal
  • RT @TEDNews: FKuiken w/ patient Amanda Kitts on stage. (Lost her left arm in a car accident.) Now she’s fitted with a robo-prosthetic.
  • Impressionante o trabalho da prótese biônica de Todd Kuike que funciona com transferência de nervos e traz de volta sensações #TEDGlobal
  •  Rolou um TED burnout aqui no último palestrante do dia! 😉 (o cérebro frita em determinado momento) até amanhã. Valeu pela audiência. abs
  •  “Em vez do carro que voa, o avião que pode ser dirigido” – Anne Dietrich #TEDGlobal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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“Imagine se…”: o melhor do TED 2011 – parte 1

“Imagine se…” são as palavras que mais recheiam as conversas entre as pessoas que já participaram de um TED ou TEDx pelo mundo, os chamados TEDsters. Por mais maluca que seja a ideia de alguém, logo em seguida alguém vai construir em cima desta ideia para talvez transformá-la em algo melhor ou mesmo viável. Não à toa, a conferência tem fama de revelar as próximas grandes ideias (big ideas). Por isso, não se encontra por lá gente dizendo: “isto não vai dar certo”.  Aliás, em uma brincadeira, esta frase (a número 1 de burocratas) foi rebatizada em uma palestra no TEDActive, por Jack Sim, o fundador da World Toilet Organization (sim, a Organização Mundial dos Toaletes). Ele chamou este tipo de atitude de “bureaucrap”, em um trocadilho com com burocracia e merda, o que ele tenta tratar em seu trabalho…

A astronauta Cady Coleman abriu o TED 2011 falando do espaço. Foto do flickr, by Cr8it

Pois foi chutando a bureaucrap para longe que o TED começou. Falando enquanto girava em torno da órbita de seu próprio corpo, a partir da Estação Espacial internacional, a astronauta Cady Coleman  abriu o TED 2011. Uma bela ideia de abertura de evento! Em seguida, começou a falar a física Janna Levin, que estudo o som que os buracos negros fazem. E do espaço, o número 1 do TED Chris Anderson conectou a plateia com Sarah Marquis, exploradora que está caminhando da Sibéria para a Austrália e até hoje já caminhou 30.000 km. Marquis perguntou em determinado momento por qual motivo  não conseguimos nos conectar à natureza e teimamos em viver de maneira independente.

O colunista do NY Times David Brooks  subiu ao palco para falar do desenvolvimento de consciência e trouxe dois insights importantes:

1) as emoções estão no centro de nossos pensamentos e portanto não estão separadas da razão. São, sim, a fundação da razão porque nos falam aquilo que devemos valorizar. 2) Nós não somos indivíduos auto-resolvidos, mas sim animais sociais e não racionais. Assim, estamos profundamente interconectados uns com os outros. E Brooks falou ao final que “a eficiência de um grupo não é determinada pelo seu QI, mas sim por quão bem conseguem se comunicar”, algo que estaria bastante presente nas palestras seguintes.

Linguagem e comunicação

A curadoria do TED deste ano trouxe vários exemplos de trabalhos que tentam enxergar sentido na quantidade absurda de informações que trafega em nosso dia-a-dia. Padrões, signficado, relevância – o que importa realmente em tudo aquilo que recebemos de informação? Carlo Ratti, do MIT, mostrou o trabalho baseado em sensores para entender a atividade humana, como por exemplo mapear o que acontece com o lixo. No livro Cidades Invisíveis, Ítalo Calvino já lembrava da enorme quantidade de resíduos que é coletada todo dia, mas que precisa parar em algum lugar. Se ninguém mostrar, fica difícil de ver… No site TrashTrack está a pergunta: “por que sabemos tanto sobre a cadeia de suprimentos e tão pouco sobre a cadeia de remoção de lixo?”


Deb Roy do MIT fez uma das falas que mais me chamou a atenção. Durante os três primeiros anos da vida de seu filho ele gravou 24 horas do que se passava na sua casa com câmeras espalhadas por todos os cômodos da casa. 90 000 horas de video. O objetivo foi aprender o processo de aprendizado da linguagem. A primeira palavra que seu filho disse foi água (“water“). Não à toa, a babá andava atrás dele o dia todo pela casa perguntando se queria água, mostrando o quanto o ambiente influencia no aprendizado! À medida que ia crescendo e aprendendo novas palavras, ele buscou interpretar padrões de conversas e em torno de que elas aconteciam. A palavra “bye”, por exemplo, acontecia com muito mais frequência na sala, perto da porta de saída. A experiência de Roy também pode ser aplicada, como ele mostrou ao final, no entendimento dos padrões que emergem de na discussão de temas como eleições, política e futebol. Entendendo isso, é possível, por exemplo, poder influenciar ou ajudar a dar sentido às conversas que emergem na internet a partir de programas de televisão. Ao final, Roy mostrou que tecnologia pode, sim, ter emoção, quando exibiu os primeiros passos da vida de seu filho.

Milagres”

A emoção da descoberta apareceu outras vezes no TED, como no projeto do carro desenvolvido para ser guiado por cegos, de Dennis Hong.

Teve também o trabalho de exoesqueletos da Universidade de Berkeley, para aumentar o potencial de soldados e — muito melhor que isso — para fazer cadeirantes andarem, como Amanda, que caminhou no palco do TED.

O escavador de dinossauros Jack Horner foi ao palco em uma palestra divertida para mostrar como ele está reconstruindo o DNA de dinossauros a la Jurassic Park. Só que no lugar de pegar amostras de sangue de mosquitos presos em âmbar como no filme, ele está utilizando galinhas para reconstruir a sequência genética. Segundo ele, galinhas são bichos pré-históricos e que podem muito bem ajudar a construir o Galinhossauro. Ainda faltam alguns anos de pesquisa, mas o caminho já está sendo percorrido (veja mais).

E depois disso veio um dos momentos mais incríveis do TED 2011, quando o cirurgião Anthony Atala apresentou seu trabalho de medicina regenerativa e impressão de órgãos humanos. Sim, é isso mesmo. Nenhuma das pessoas com quem conversei nos últimos dias sobre isso conseguia acreditar no que ouvia. Para alguns, tive que enviar o link da palestra de Atala (abaixo), que já está no ar. É isso mesmo, já estamos conseguindo imprimir órgãos humanos. Atala fez duas coisas para deixar claro que não estava de bravata. 1) Ele terminou a impressão de um rim em pleno palco, ao final de um processo de 7 horas. Na definição dele, no lugar de tinto, o cartucho da impressora libera células humanas preparadas para este fim. Atala já desenvolveu a tecnologia para irrigar o rim com veias, mas o website da universidade informa que a tecnologia de impressão de órgãos humanos é promissora, mas que ainda existe muito a ser feito até que não se precise mais de doação de órgãos, por exemplo. 2) Atala levou ao palco um de seus pacientes que recebeu há 10 anos uma bexiga redesenhada em laboratório. O rapaz disse no palco com voz embargada que sua vida foi salva pelo cirurgião.

No dia seguinte a este choque o especialista em saúde pública Harvey Finneberg falou sobre evolução. Lembrou Darwin ao dizer que a sobrevivência depende de quem souber se adaptar melhor e não necessariamente aos mais fracos. E aí veio com sua tese: a “neoevolução˜. Com os avanços da medicina, ele falou que este novo tipo de evolução não será natural, mas sim guiado por nós humanos. Foi impossível não lembrar dos experimentos nazistas de Josef Mengele e conectar com o recém-mostrado poder de criar órgãos humanos. A pergunta de Finneberg ao final continua ressoando para mim: “Será que conseguiremos desenvolver a sabedoria para fazer as coisas certas para nossa evolução?”

Resposta: Humildade

Talvez a resposta estivesse no último bloco, que se chamou “Only if. If only”, mas podia muito bem ser chamado de humildade. Começou com a autodefinida “wronglogist” Kathryn Schulz, na que foi para mim uma das palestras mais sensíveis e delicadas dos quatro dias. Ela escreveu um livro sobre o “errado”, cujo título é “Being wrong: adventures in the margin of error” e será lançado em maio aqui no Brasil. Schulz diz que por volta dos 9 anos, aprendemos que as pessoas que fazem coisas erradas são irresponsáveis ou preguiçosas, mas que na verdade há muito mais sobre o erro do que este preconceito. “Santo Agostinho já dizia, ‘erro, portanto existo'”. Estar errado, para ela, faz parte de nossa humanidade e que isso é fonte de criatividade. “Abrace o erro e aprenda com ele. Faz mal confiar demais no sentimento de estar sempre “do lado certo” das situações. Olhe para a vastidão do e complexidade do universo e tenha a coragem de dizer ‘não sei’ ou ‘talvez eu esteja errado”.

O educador John Hunter veio em seguida. Dono de voz acolhedora transpirando sabedoria, ele mostrou o jogo “The World Peace Game”. Uma espécie de War ao contrário, falando da interdependência de países e do uso compartilhado de aspectos sociais e ambientais. Hunter sempre fala para as crianças durante o jogo, aplicado em escolas: “desculpem, meninos e meninas, nós deixamos o mundo em um estado tão ruim que vocês terão que consertar”.

E ao final, Hunter (com quem tive a sorte e inspiração de trocar rápidas palavras no corredor do hotel onde fiquei em Palm Springs) permaneceu no palco para a última e incrível fala de Robert Ebert, crítico de cinema americano que perdeu a fala graças a um câncer na tireóide. Com a mandíbula reconstruída, mas sem a possibilidade de articular sons, Ebert deu um show de bom humor e amor à vida ao sorrir incontáveis vezes pelos olhos durante a leitura de sua fala, ora pelo computador que simula sua voz, ora por sua esposa, ora por Hunter, ora por um terceiro amigo que dividia o palco. Em certo momento, sua esposa travou ao ler algo que ele tinha escrito. Ela não concordava e chegou a dizer: “desculpa, mas ele não quis  dizer isso.” E começou a chorar. Com dois dedos, Ebert fez o sinal característico para ela continuar e como já estava demorando, pediu que ela passasse o texto para Hunter. Então ela disse: “nunca peça a sua esposa ler algo assim”. E continuou o discurso de celebração da vida que Ebert preparou.

Tenho certeza que durante a preparação desta fala, alguém disse: imagine se outros falassem por Ebert, representando sua voz. Assim como muitos outros imaginaram as invenções, engenhocas e inovações que preencheram o palco de Long Beach nesta edição: impressão de órgãos, galinhossauro, exoesqueletos, carros guiados por cego etc. De Long Beach a Oxford, passando por Palm Springs e por mais de 1 000 TEDx ao redor do mundo, a comunidade TED é repleta de pessoas de perfis empreendedores. A mágica de fazer e contar é o que mantém unida uma comunidade que só faz aumentar ano a ano. Com tanta gente pensando e trocando ideias com o ˜imagine se”, não tenho dúvidas que será possível trocar conhecimento para termos um lugar melhor para se viver. Sem “bureacrap”.


PS: ainda há mais a ser dito sobre o TED 2011. Virá nos posts seguintes.)

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O melhor de 2010 (final) + inspiração para 2011

Vamos lá, com a última parte do melhor de 2010 aqui no Blog. Seguem os cinco posts mais acessados do ano. Numa análise rápida e rasteira, vou tentar explicar o que aconteceu abaixo.

Os post #4 e #1 são um tanto aberrações. Aparecem aí mais pela busca no google do que por qualquer outra coisa. No post  #1, sobre Brasil, buscas sobre semana de arte moderna, arte moderna etc levam a ele. Somente porque coloquei uma imagem do Abaporu, com legenda Mas é um post legal (tem alguns “likes”, fala de perspectivas do Brasil, tem um video inspirador ao final. Enfim, mostra que se usarmos os termos certos, a internet faz aparecer! O do Obama também aparece pelas buscas. Ambos são de 2009 e continuam aí.

Bom, vamos descartar estes e considerar os outros como realmente campeões de 2011.

O post #5 fala dos impactos da construção da usina de Belo Monte. Tem a reprodução de um artigo escrito pela Marina Silva no período da eleição. Acho que ganhou ibope pela onda verde, mas não só por isso, também por ser muito didático e direto ao ponto. O #2 é bem legal, conta a aventura dos caras que surfaram no arroio Dilúvio, em Porto Alegre. Muito antes de eu conhecer a fundo a história do surfe na Pororoca, via o principal embaixador do assunto, meu amigo Serginho Laus. Pessoal do surfe sempre em busca de novas fronteiras.

Mas o post entre os mais populares e do qual mais gosto é o #3, que falou sobre a loucura da baleia Orca que matou um dos treinadores. Trabalhei no Sea World, onde isso aconteceu, e acho que entendo direitinho os motivos da baleia. Vai lá, é um post mais pessoal, gostei de escrever.

Antes de deixar os links, queria compartilhar aqui com vocês o e-mail que recebi do pessoal do WordPress, avaliando a “performance” deste blog em 2010. Veja o que escreveram:

“Números apetitosos

Imagem de destaque

Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 17,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 4 navios.

Em  2010, foram 88 novos posts, aumentando para 283 posts o arquivo deste blog.

O dia mais ativo foi em 6 de novembro, quando foi publicado o post TEDxAmazônia e a seca do século.”

Achei meio boba a comparação com os navios, mas enfim, ficam os números.

E aí vão os post mais acessados de 2010.

5. Entenda o impacto da construção da usina de Belo Monte

4. Vitórias rápidas de Obama

3. A baleia Orca e a falta que faz a liberdade

2.O surf no arroio Dilúvio em Porto Alegre

1. Da arte de ver a floresta e não só as árvores

Inspiração para 2011

Já pensando em 2011, e lembrando que retorno à rotina daqui algumas horas, segue um video publicitário da RedBull para lembrar que neste ano, surfei em 85% dos dias!

Continuando na natureza e na inspiração, este video fala que o “crescimento é para sempre”. Desde que com renovação e na natureza, ok. Ao contrário do crescimento da economia, que se for para sempre, como querem os economistas, vai trazer muitos problemas (ainda mais que os que já temos) para a raça humana no planeta.

Economia, dinheiro, bancos. Encontrei agora este vídeo na internet, naquelas incríveis voltas que a web dá. Excelente trabalho, fechando o ciclo de inspiração. Vamos que vamos!

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O melhor de 2010 – parte 2

Redes sociais, TED, publicidade e tecnologia foram os assuntos da segunda leva de post mais acessados do ano.

O post sobre o TEDx SP é de 2009 e ainda continua dando ibope. Sinal da relevância do conteúdo e da mágica do TED em ação!

Um artigo que me deu gosto especial de ver aqui e que está entre os meus preferidos é o da Devassa. Na penúltima edição da revista Exame, havia uma matéria falando do fracasso da campanha e de como o investimento não retornou conforme a cervejaria gostaria que fosse. Para mim, é um exemplo da anti-relevância. Mulher gostosa por mulher gostosa, toda propaganda de cerveja tem. É uma mensagem vazia, não traz valor algum para a sociedade. A pergunta que todo publicitária deveria fazer com uma quantia enorme de dinheiro na mão seria: que tipo de mensagem vou promover tendo o poder econômico (verba publicitária) nas mãos? Alguns fazem Devassa, outros fazem campanhas inteligentes, como a Patagônia, Natura e outras empresas, gerando valor para a marca. Outros apenas devassam a marca.

E falando em sentido dos negócios, fiquei feliz de ver entre os mais acessados o post com o que falei no TEDx Santos (infelizmente o vídeo ainda não está no ar). Falei sobre o poder das empresas de mudar o mundo. É isso, em que direção você coloca seus valores e a vontade de fazer a diferença. Não se trata apenas de fazer negócios, mas sim de fazer negócios que façam sentido.

Também fez sucesso a imagem com um processo de decisão sobre comprar ou não comprar um iPad. Falando nisso, a Apple vem enfrentando problemas na China, na fabricante de iPhones e iPad Foxxcon, onde trabalhadores estão cometendo suicídio devido às condições de trabalho. Quase ninguém que compra estes aparelhos se preocupa com isso. E enquanto for assim, as condições permanecerão ruim por lá… Ou seja, os consumidores, baseados nas suas decisões de compra ou pressão nas empresas, podem ajudar a mudar o mundo.

Fique agora com a segunda leva dos mais acessados e mais umas fotos ao final.

15. Devo ou não comprar um iPad?

14. A origem da Devassa

13. O incrível TEDxSP e sua ebulição de ideias

12. O poder das empresas de mudar o mundo

11. Porque o Twitter é útil

O refeitório do Keble College, lembrando Hogwarts, palco de networking no TED Global

Keble College, em Oxford. Em 2011, o TED Global dá adeus à Inglaterra e vai para Edimburgh, na Escócia

Visual de trás das ondas, em Potrero Grande, no Pacífico Norte da Costa Rica. Aqui fica um dos parques nacionais que cobrem 25% do país, a maior taxa de preservação no mundo

Pôr-do-sol em Tamarindo, em mais um final de dia mágico na Costa Rica

Leia mais:

TED Global – dia 1

Refeições a la Hogwarts

“Every day in Costa Rica is like a dream”

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O outro lado da moeda

Gosto de temas contraintuitivos. Gente que vai na direção contrária para nos trazer uma nova visão de mundo. Em geral, vão contra o que todos estão falando. Ou derrubam mitos com dados. Embasam bem suas teses para causar polêmica, das boas. Livros como o Freakonomics fazem isso à perfeição. Malcolm Gladwell tem feito isso também em livros como “Fora de série”, que questiona mitos sobre como o sucesso está construído.

Por isso, vale destacar esta coluna abaixo, publicada ontem por Carlos Alberto Sardenberg, derrubando ideias preconcebidas sobre crédito. A tese de Sardenberg é que todos estão reclamando que as pessoas não sabem pegar crédito que são coitadas, que os juros são altos e que não sabem se programar e por isso se dão mal no final das contas.

O filósofo Eduardo Giannetti da Fonseca escreveu um livro incrível sobre isso, “O Valor do Amanhã”. Fala sobre o dilema entre poupar hoje para viver amanhã ou viver hoje sem poupar para amanhã (formiga vs cigarras e os dilemas das escolhas). Fala também em juros, felicidade e trocas intertemporais. Em resumo, se você quiser mesmo algo (TV, carro, moto, viagem) hoje, vai pagar mais caro por isso e que esta propensão a escolher o ‘agora’ estaria na gênese do povo brasileiro. Vale a pena ler o livro de Giannetti para conhecer a tese e concordar (ou não) com os argumentos.

O fato é: nem tudo é preto no branco ou tão ruim quanto parece. Viva às pessoas que ajudam a trazer luz para debates complicados, como este do crédito. É claro que existe uma carência em educação financeira em larga escala no Brasil e este é o próximo passo no avanço do país, trabalhar melhor este tema. Mas esse é um dever da sociedade como um todo: universidade, órgãos reguladores, empresas, além de Bancos. Tem a ver com o bem estar e o desenvolvimento seguro e saudável da sociedade. Afinal, não queremos criar uma bolha de crédito como a do mercado imobiliário americano.

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“A gente somos inútil”

Carlos Alberto Sardenberg

A estabilização da economia permitiu, entre outras coisas, a volta do crédito. O volume do crédito concedido às famílias disparou, os prazos foram dilatados e cresceu o número de pessoas qualificadas para tomar dinheiro emprestado. Na outra ponta, juros caíram (em relação ao Brasil do passado) e o valor unitário das prestações ficou mais barato, cabendo em mais orçamentos domésticos.

As classes populares, com os novos nomes de classes C e D, entraram alegremente no mundo do crédito, da antecipação do consumo. Começa a voltar até o crédito para a casa própria, de 20 anos.

Para uma sociedade que se desacostumara do crédito, esta deveria ser uma ótima notícia, certo?

Depende. No Judiciário, nas entidades de defesa do consumidor,nas ONGs ambientalistas, em órgãos do governo, o que mais se ouve é que o consumidor está sendo ou pode ser iludido.

No Judiciário e nos Procons, é amplo o entendimento tácito de que o consumidor é “hipo-suficiente”, ou seja, presa fácil dos bancos que só querem empurrar crédito mesmo para quem não pode ou não precisa.

Nas entidades ambientalistas, dissemina-se a idéia de que esse novo agente econômico, o trabalhador com acesso ao crédito, cai facilmente na ilusão do consumo perdulário. Em vez de comprar o que “realmente precisa”, ele é levado pela propaganda e compra carro, moto, tevê de plasma, celulares. Em vez de poupar para comprar mais barato lá na frente, endivida-se hoje, antecipa consumo e acaba pagando duas tevês para adquirir uma.

Em agências do governo Lula, espalha-se a idéia de que o consumidor é vítima fácil da sanha do grande capital, representado pelo banco que empurra o financiamento extorsivo; pelas companhias farmacêuticas e redes de farmácia que empurram remédios desnecessários; pelas multinacionais de alimentos que fazem lavagem cerebral para as pessoas comerem porcarias; pelas empresas de seguro e planos de saúde, que enganam os doentes. E assim vai.

Exagero?

Talvez, mas tenho ouvido essas teses em seminários e debates. Aparecem todo dia na imprensa. E nos atos. Juízes, por exemplo, não hesitam em dar razão a um devedor, perdoando a dívida ou parte dela, mesmo que o contrato com o banco seja absolutamente correto.

Argumentam juízes que é preciso levar em conta a “finalidade social” do crédito e a atitude “abusiva” de bancos, que levariam a pessoa a tomar dinheiro emprestado mesmo quando não pudesse ou precisasse. Por isso, o Estado precisaria “tomar conta do consumidor”.

Repararam? Estão nos dizendo que as pessoas não sabem tomar conta de si, precisam de um tutor, um paizão.

Ora, de onde tiraram que o juiz, o membro do governo, o Procon e as ONGs sabem melhor o que o cidadão precisa ou não? Dizem que as pessoas só devem tomar crédito para comprar algo necessário.

Ora, como esses auto-designados tutores sabem o que é necessário para esta ou aquela família? Renato Meirelles, talentoso cientista social que toca o DataPopular, fez melhor. Foi perguntar às pessoas.

Ouviu, por exemplo, que a compra de uma tevê grande de tela plana, LCD e tudo o mais, é absolutamente necessária porque mantém a família reunida em casa às noites e nos fins de semana. As pessoas sentem orgulho de tê-la e, mais ainda, o supremo orgulho de ter nome limpo e crédito no banco para poder comprá-la.

Um jovem comprar uma moto em 36 vezes, para se arriscar no trânsito das grandes cidades?

Pois é uma decisão inteiramente racional. A alternativa: no mínimo quatro horas, em condução ruim, nos trajetos de casa para o trabalho, deste para a faculdade e daí de volta para casa. O custo das passagens quase empata com a prestação. E com a moto ainda dá tempo de passar na casa da namorada ou de levá-la para o serviço.

Idem para o carro. Por que as famílias compram o automóvel, no carnê, assim que podem? Para se livrarem do transporte público. Comparando, é racional entrar no crediário de 60 meses.

Computador vai para a sala, para o principal lugar da sala. E quem disse que a menina de 15 anos não precisa de um celular?

E é evidente que a família faria economia se poupasse e depois comprasse tudo à vista. Mas, gente, isso é uma bobagem sem tamanho. De onde tiraram que dá para esperar?

Imaginem: para esta Copa não vai dar, mas na Copa do Brasil estaremos de tevê; um ano depois, compramos o computador; mais uns seis anos e compramos os celulares para a família.

Ora, é a base do sistema, antecipar consumo via crédito. Para isso inventaram o sistema financeiro séculos atrás, para passar dinheiro de quem tem poupança para quem necessita para consumo ou investimento (uma moto comprada para trabalhar, por exemplo). É isso que permite atender às necessidades das pessoas – que elas mesmas definem.

Há um claro viés elitista nessa condenação do consumo a crédito das classes populares. Os ricos podem consumir à vontade porque têm o dinheiro. E os pobres? Que esperem até ter?

É preciso admitir que os juízes e os Procons são influenciados pelo que vêem. Afinal, só vão parar lá os casos que encrencaram. Os bancos abusam mesmo, me dizia recentemente um juiz, ao relatar casos de pessoas que haviam se endividado excessivamente.

Mas esse mesmo juiz ficou ao menos intrigado quando olhou os números gerais: o crédito dobrou no Brasil nos últimos seis anos e a inadimplência caiu. É isso mesmo. Há mais pessoas penduradas nos carnês e a pontualidade nos pagamentos é hoje maior.

Ou seja, o sistema está funcionando. As pessoas sabem fazer conta, sabem cuidar de seu dinheiro, sabem comprar. Tanto que estão fazendo isso, sem problemas maiores.

Quanto aos bancos, é claro que querem emprestar dinheiro. Mas querem muito mais receber seu dinheiro de volta. Por isso, depois da estabilização, todos aperfeiçoaram seus sistemas de avaliação de risco.

Assim como as seguradoras querem vender planos de saúde. Mas também precisam que o cliente pague em dia e seja bem tratado. Segurado morto não paga.

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Como ficar (bem) sozinho e outras

Como ficar sozinho

Nunca tive problemas em ficar sozinho, mas sei que isso não é a regra. Como tudo na vida, o equilíbrio é que é a regra. A regra para se sentir bem, feliz, tranqüilo e – talvez – realizado. Mas quando você precisar ficar sozinho, vale se inspirar neste vídeo abaixo, ‘curado’ na newsletter de Maria Popova, conhecida como @Brainpicker no Twitter (é incrível como só vem coisa boa de lá!).

O vídeo abaixo, composto pela poeta Tanya Davis e pela cineasta Andrea Dorfman, é uma verdadeira poesia. Tem mais de 1 milhão de acessos no YouTube – o que só mostra que tem muita gente querendo – ou encontrando poesia em estar sozinho.

Ficar sozinho traz medo, inquietude. Traz dúvida, mas pode trazer muita certeza. Desde que você esteja bem equilibrado com quem você é. É a melhor maneira de se conhecer. Talvez seja a única… E é também a melhor maneira de valorizar a companhia das pessoas de quem se gosta. E talvez seja a única também.

It is in the water where I center my emotion˜

Esta é uma frase de uma letra de música do Red Hot Chili Peppers que não sai da minha cabeça quando fico longe demais da água. É grave. A ponto de eu não olhar revistas de surfe para não ficar com vontade! Nadar ajuda bastante, mas não passa de um paliativo. Surfar tem a ver com o vídeo acima. É quase paradoxal, pois é uma atividade solitária que fica melhor em grupo, com amigos. O que une é a água, tão bem retratada nas fotos deste Ensaio curado pelo site da Pictory e na minha (ousada) versão.

Vista da praia de Uluwatu, em Bali

O mundo nem sempre é como achamos que ele é.

Estes filmes da Economist, `curados`a partir do Twitter @vpublicitaria são um golpe no cérebro (filme 1) e golpe no estômago (filme 2).

Vale o clique e não precisa entender inglês. A linguagem é universal.

TED Talk da semana

Matt Ridley – Quando as ideias fazem sexo (veja aqui em português)

Mais:

O mapa interativo das comunicações via cabos submarinos

O Índice de Sustentabilidade do Walmart

Whose Sustainability is This Anyway – uma síntese do movimento de sustentabilidade

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