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A pedra bruxa

Roca Bruja, Costa Rica, upload feito originalmente por Rodrigo VdaC.

Esta é a Roca Bruja, uma pedra no meio do nada, na Playa Naranjo, noroeste da Costa Rica. Lá fica uma famosa onda, chamada também de Witch`s Rock, pois é destino preferido de surfistas do mundo inteiro. Este lugar abriga um das dezenas de parques nacionais que cobrem 25% do território da Costa Rica.

Fica a foto enquanto não coloco mais informações sobre a viagem por aqui. Mais fotos estão no flickr.com/rodrigocvc

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Provavelmente o melhor bar do mundo…

Peniche, PT, Abril 2010, upload feito originalmente por Rodrigo VdaC.

“Provavelmente o melhor bar do mundo”, dizem as inscrições portuguesas.
Em Peniche, num bar à beira-mar, com o ar gelado cheirando a sal, qualquer surfista consegue se sentir em casa. Mesmo que as ondas não estivessem lá.
Enfim, o sentimento é o mesmo, não importa a latitude.

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E a lógica portuguesa continua igual!

Lisboa, abril, 2010, upload feito originalmente por Rodrigo VdaC.

Uma semana de férias igual a 15 dias sem atualizar o blog. Passei com minha esposa uma semana em Portugal, apesar de que os planos iniciais fossem Paris e Londres. Mas aí vieram as cinzas do vulcão e sobre isso escrevi no post anterior. O Douglas comentou aqui que não fomos para a Europa, mas estivemos perto!

Brincadeiras à parte, deu gosto passar em Portugal, sete anos depois da última vez. Lisboa e Porto são cidades encantadoras. Extremamente bem cuidadas. E as estradas que ligam ambas cidades são excelentes. Assim como os lugares pelos quais passamos indo de uma cidade a outra: Peniche, Óbidos, Alcobaça, Fátima, Coimbra e Matosinhos (onde até consegui surfar!).

 Os portugueses, como numa canção de fado, gostam de lamentar a morte do Escudo, mas talvez não consigam perceber com exatidão o bem que o Euro lhes fez. Portugal agora é primeiro mundo. Só não mudou a lógica portuguesa!

Na bonita cidade de Aveiro, berço dos famosos oves moles (uma espécie de gemada encoberta por massa de óstia, como nos explicou um guia), perguntamos onde ficava um restaurante indicado no livro-guia de Portugal. Após a explicação, perguntei se era melhor ir de carro ou a pé. A resposta:

— Ora, pois. Se há gente que vai a pé de Porto a Fátima (mais ou menos 200 km de distância), cada um escolhe se é melhor a pé ou de carro. O que eu poderia dizer-lhe? Bom, posso e falar que a distância é de 1 quilômetro, mais ou menos. Agora, se é melhor ir a pé ou de carro, o senhor é quem sabe.

Elementar, meu caro brasileiro…

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As cinzas do vulcão no caminho

Lisboa, abril, 2010, upload feito originalmente por Rodrigo VdaC.

O plano era visitar o Tâmisa e o Siena, mas acabamos foi no Tejo. A erupção do impronunciável vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, fez com que até 20 000 voos fossem cancelados na Europa. Dentre eles, o nosso.

Depois de confirmado o cancelamento, em pouco menos de 4 horas, refizemos totalmente o roteiro. Foram os dois lados da mesma moeda, a interdependência global. Se os impactos das cinzas do vulcão fizeram com que o prejuízo fosse estimado em 200 milhões de dólares por dia aos países europeus, somente a interdependência possibilitou que as reservas de um hotel fossem derrubadas e novas fossem feitas em 4 horas. Do outro lado do Atlântico.

Mas isso é pouco perto dos impactos que o vulcão islandês causou.
Um casal que viajaria conosco estava indo para um casamento na França, dia 23, 6a feira. Só que havia um detalhe: o casamento era da irmã desta nossa companheira de viagem. E ela também estava no Brasil!. Ela deve conseguir embarcar nos próximos dias.

No site My Way, havia alguns relatos de como a interdependência fica clara com eventos extremos como estes.

Uma mãe na Romênia fica preocupada por ter de organizar o casamento do filho no Texas. Um florista em Nova Iorque se preocupa com os produtos que podem não chegar. Pacientes esperando tratamento na Nigéria precisarão esperar pelos médico por outra semana.

E não há nada que se possa fazer. A natureza ainda é muito mais forte que a vontade dos homens. E provavelmente sempre será.

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Atualização, 6h15, 19 de abril: o NY Times publicou hoje um editorial falando sobre isso, sobre a interconectividade crescente do mundo e sobre o fato de que nossas vidas ainda serem comandadas pela natureza. Clique aqui

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A neve… Ah, a neve…

E o sol apareceu, trazendo com ele a rotina de viver com neve.

Posso dizer uma coisa: não é fácil. O que é bonito na televisão, com o Papai Noel caminhando na neve com um saco de presente nas costas, na vida real é um inferno. Washington DC parecia um atoleiro da América Central.

Algo que exigia uma trabalheira danada para limpar, coisa que quem vive na neve está acostumado a fazer correndo, para a situação não ficar piorando, piorando…

Caminhar vira uma aventura. É preciso cuidado máximo para não escorregar, principalmente para quem está sem sapatos impermeáveis.

Todo mundo caminha em fila indiana, com muita cortesia. Com exceção do cara que ficou bravo e passou a chutar o morro de gelo na frente dele, respingando neve por todo o lado em mim. America is a free country, eles dizem. Tinha umas cinco pessoas em volta. Ninguém nem olhou para o sujeito maluco. Cada um faz o que quer, desde que não atrapalhe os outros… Sempre é preciso achar o caminho em meio a 30 cm de neve. Seja ele naturalmente cavado pelas pegadas em fila indiana ou seja ele civilizadamente cavado pela prefeitura :

Com o frio congelante, da-lhe roupa por cima de roupa. Experimentei sair no pior dia da nevasca. Fiquei um minuto sem luvas e minha mão quase congelou. Não é brincadeira. Sem roupa apropriada, é hipotermia na hora.

É difícil dirigir…

E até pegar o carro para dirigir…

É claro que as paisagens são deslumbrantes. Esta é a parte boa, efêmera, fugaz como um olhar…

E aos poucos, a neve começa a derreter e a vida, com fome, a renascer.

Enquanto algumas coisas permanecem imutáveis, com muita, pouca ou quase nenhuma neve.

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Tempo, tempo, tempo

Fui pego de jeito pelo tempo. Não pelo tempo dos anos, mas pelo tempo das nuvens. Só que o tempo das nuvens falou para o tempo dos anos que sempre há tempo para dar tempo ao tempo.

Time flies. O tempo voa. Enquanto a neve voa, o tempo fica no chão.

O inglês não traz a confusão semântica do português. Em inglês, tempo é time. E tempo é weather. O português é mais poético nessa definição. Um acaba por se confundir com o outro.

O tempo (clima) me deu tempo (horas) para refletir sobre o tempo (vida).

Todo dia recebo um e-mail de um cara chamado Jonathan Harris. No site www.number27.org, ele compartilha ideias sobre a vida dele via fotos. Uma por dia. Em geral, se a foto não é boa, o texto é. Sempre vale a pena. No de hoje, Harris falou de Men at Forty um belo poema de Donald Justice e aplicou em sua vida. O poema fala que os homens de 40 anos aprendem a fechar suavemente as portas dos quartos da vida que foram abertos até então. Em outras palavras, você precisa deixar algumas coisas irem, por mais relevantes que sejam, e se realizar com as escolhas.

Pois, como o tempo é implacável, o importante é fazer as escolhas certas. Aqui em Washington DC, estou sendo presenteado com uma parada na vida. Longe da família, longe da rotina (boa) do trabalho, longe dos quartos que ainda estão abertos, ganhei tempo para pensar e refletir.

Estava aqui para uma conferência para escritores de discursos, que acabou cancelada em virtude do mau tempo. Ontem, meus planos eram os de viajar hoje. Além de não conseguir voos, hoje todos aeroportos da região estão fechados. A capital do mundo parou. Hoje, quarta-feira, marquei meu vôo para amanhã, quinta-feira. Para minutos depois receber a notícia de que o voo foi cancelado preventivamente. Ganhei mais 24 horas de reflexão. Bônus.

Sem opção de o que fazer, sem a escolha da angústia, minha ansiedade foi diminuindo gradativamente. Peguei um livro e depois uma National Geographic, onde li uma matéria sobre o povo Hadzas, que vive na região da Tanzânia, na África. Eles não contam horas, dias ou meses. Vivem como caçadores-coletores, como todos nós fazíamos 10 000 anos atrás. O repórter que contou a história disse que saiu de lá mais calmo, menos ansioso.

As infinitas possibilidades da vida moderna nos colocam em permanente estado de tensão. Viver para trabalhar ou trabalhar para viver? Para mim, esta é a pergunta-chave das escolhas que se impõe ao nosso atribulado dia-a-dia.

Numa dessas casualidades do destino, vim no avião ao lado de um renomado marqueteiro/estrategista político, que conheci há muitos e muitos anos em uma época que ainda estava abrindo as portas dos quartos da minha vida. Pensando agora, lembro o que queria ser e ter naqueles dias. Muitos anos depois, minha vida é radicalmente diferente do que eu imaginava ser. Deixei o tempo acontecer, apostei em algumas escolhas. E gosto delas.

Vou deixar o tempo acontecer por aqui. Refletir, enquanto a neve cai…

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Vaga de zelador no paraíso

Estou quase enviando meu currículo! Será que aceitam mulher e filhos? Ju, Gutão e Vico, vamos?

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL951796-5602,00-ANUNCIO+OFERECE+R+MIL+PARA+VAGA+DE+ZELADOR+DE+ILHA+PARADISIACA.html

Anúncio oferece R$ 40 mil para vaga de zelador de ilha paradisíaca

Vaga de zelador rende contrato de seis meses e salário de US$ 150 mil.

Da BBC

O governo do Estado de Queensland, na Austrália, está oferecendo o que considera “o melhor emprego do mundo”: o de zelador de uma ilha paradisíaca.

O local de trabalho é a ilha Hamilton, uma das 600 ilhas da Grande Barreira Coralina – o maior recife de coral do mundo, que abriga um complexo e diverso ecossistema.

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Visão aérea da ilha Hamilton, na Austrália. (Foto: Governo de Queensland/BBC)

A vaga é para um contrato de seis meses e o salário é de US$ 150 mil (R$ 235 mil) pelo semestre – o que representa pouco menos de R$ 40 mil mensais.

Entre as responsabilidades está a coleta das correspondências, alimentar tartarugas marinhas e peixes, limpar as piscinas, observar baleias e mergulhar.

O governo esclarece que o candidato não precisa de qualificações acadêmicas, mas saber mergulhar, nadar e ter espírito aventureiro.

“O fato de que o contratado será pago para explorar as ilhas da Grande Barreira Coralina, nadar, mergulhar e viver no estilo de vida de Queensland faz desse sem dúvidas o melhor emprego do mundo”, disse o primeiro-ministro interino de Queensland, Paul Lucas.

Na ilha de Hamilton, o governo oferece acomodação em uma casa de três quartos e sacadas com vista para o mar, além de um buggy para transporte na ilha.

Além de cuidar das tarefas rotineiras, o empregado também deverá manter blogs, diário de fotos e vídeos sobre o trabalho.

Marketing

De acordo com a ministra a ministra do Turismo de Queensland, Desley Boyle, além da contratação de um candidato apropriado para a vaga, o processo de seleção faz parte de uma campanha de marketing para incentivar o turismo na região.

“Queremos abrir nossas portas para o mundo e convidar um sortudo para viver em Queensland por seis meses e depois contar para o mundo sobre as experiências que teve por aqui”, disse Boyle.

Os candidatos devem preencher uma ficha de inscrição e enviar um vídeo de 60 segundos para participar do processo de seleção. Os selecionados participarão de uma entrevista.

O processo de seleção está aberto até 22 de fevereiro e o nome do novo empregado será anunciado no dia 6 de maio. O contratado deve começar a trabalhar no início de julho.

“Acredito que o maior risco será que o empregado não vai querer ir para casa no final dos seis meses”, disse Boyle.

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