Os mais acessados de 2011

Pegaram até o Bin Laden em 2011

Parecia que não ia, mas 2011 acabou. O último mês foi incrivelmente intenso, não deu nem tempo de atualizar o blog. Mas para não deixar a tradição morrer, aqui vão os 20 post mais acessados de 2011. (Gostei do resultado final – a maioria dos mais vistos acessados são temas que fazem cumprir o objetivo deste blog, que é discutir assuntos relevantes e que podem impactar a maneira como vivemos no mundo. E já são mais de 53 000 acessos!).

Então, aí vai.

Top 10 de 2011

1. Gerar mais valor para os acionistas ou jogar mais bola com a gurizada?

2. A era da transparência – o novo Renascimento

3. 10 coisas que aprendi com o mar

4. O único lugar do mundo onde é ruim ter metrô

5. “Imagine se…”: o melhor do TED 2011 – parte 1

6. De onde vem tanta safadeza? Da moral de cuecas…

7. A superpotência do amor

8. O futuros dos TEDx

9. Transparência e diálogo: tendências do TED2011

10. É preciso saber cuidar

Hors concours

E aqui vão alguns posts que não foram publicados em 2011 mas estiveram entre os mais acessados (na verdade, os dois mais acessados de 2011).

A baleia Orca e a falta que faz a liberdade

Entenda o impacto da construção da usina de Belo Monte

 

Feliz 2012 para todos!

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Amazônia tóxica, o documentário

Zé Cláudio na frente da Castanheira (foto de Felipe Milanez)

Logo depois que o Zé Cláudio morreu, apesar de ter avisado no palco do TEDxAmazônia que isso ia acontecer, nosso amigo Indiana Jones, o jornalista Felipe Milanez, estava lá, onde Zé Cláudio morava, para ajudar os que tinham ficado. Tarimbado e frequentador assíduo da Amazônia, Felipe conhece a região como poucos. Conhecimento que foi bem aproveitado na realização do filme Amazônia, na série Toxic, da Vice. Aí está contada em alguns detalhes a história da morte de Zé Cláudio e sua esposa Maria, o aumento do arco de desmatamento, a viagem por quilômetros e quilômetros de estrada em áreas devastadas até o depoimento fascista de um deputado que acha que as pessoas que defendem a floresta estão atrapalhando o desenvolvimento do Brasil.

Enfim, um show de horror de dar vergonha alheia.

(Este documentário vem em boa hora no momento em que a discussão de Belo Monte está muito quente. Aliás, quem não viu, precisa conhecer a campanha abaixo do Movimento Gota D’Água. Muito bem executada e já com bons resultados!)

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27 metros – A maior onda já surfada

No mundo do surfe, existe uma busca para surfar uma onda de 30 metros. Uma onda de 100 pés, na métrica dos surfistas. São monstros oceânicos que só permitem serem cavalgados por meio do tow-in, uma técnica que possibilita que um surfista coloque o outro em uma onda por meio do jet-ski. Desta maneira, há velocidade suficiente para conseguir dar conta de deslizar mais rapidamente que a velocidade da onda — algo que não seria possível na remada.

No ano passado, um brasileiro, o Danilo Couto, ganhou o título de maior onda surfada na remada. O drop (descida na onda) que o fez ganhar foi uma insanidade. O palco era Jaws (mandíbulas), uma das ondas mais perigosas do mundo. Chamada de Pea’hi, em havaiano.

Danilo Couto desce uma onda de 20 metros na remada. Foto: Erik Aeder (revista Trip)

Nesta semana, Garrett McNamara, um cara nascido longe do mar, em Milwaukee, nos EUA, surfou uma onda calculada em 27 metros, a maior já surfada até agora. As imagens são impressionantes.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=dyBzYCEyUlE]

São de dar medo, mas ainda acho que o amigo de Garret, Laird Hamilton, surfou uma onda ainda mais cavernosa, esta abaixo, em Teahupoo, no Haiti. 

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=pYQQtxb8wv0]

E o mais próximo que algum dia chegarei destas ondas gigantes surfando é por tabela, com meu amigo Pedro “Manga” Aguiar, a grande inspiração aquática deste blog. Manga estava em Teahupoo no maior mar já surfado por lá. Surfe gigante é um esporte diferente. Exige dedicação total. Não é coisa para final de semana. No ano 2000, passei dois meses com meu irmão e um grupo de mais 4 amigos surfando na Indonésia. Todos voltaram para suas vidas normais, mais cedo ou mais tarde. Menos o Pedro Manga. A vida normal dele é viajar pelo mundo, em busca das grandes ondas. A recompensa está abaixo. Põe pra baixo, Pedruglio!

Pedro Manga colocando para baixo em Teahupoo, no Taiti

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=Ogm_OZ8xpTE]

 

>> Para quem quiser saber mais, vale a pena ler o livro “A Onda”, escrito pela jornalista Susan Casey, sobre aquecimento global e as incríveis ondas de mais de 30 metros que andam aparecendo por aí. 

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Qual o seu sonho brasileiro?

Os jovens brasileiros e a vontade de mudar o mundo colocada em prática.

Gosto demais da frase: “Existe um momento na história de uma nação em que ela está tão acordada, que começa a sonhar”. Faz todo o sentido para o momento que o Brasil vive.

Entre lá e conte seu sonho: http://www.osonhobrasileiro.com.br

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A revista é um iPad quebrado!

Este vídeo bombou na internet nos últimos dias.

Vale o registro aqui para quem ainda não viu. Quando se fala em “digital native”, é isso que se está querendo dizer.

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De onde vem tanta safadeza? Da moral de cuecas…

É sempre surpreendente a habilidade que os cartunistas têm de retratar o mundo com poucos traços.

Abaixo, Amarildo captou o maior paradoxo da sociedade brasileira. A culpa é sempre do outro. A culpa da corrupção é toda dos políticos, sem saber que a sociedade é formada por cada de um de nós, com nossas escolhas, principalmente as do dia-a-dia. 

Mais abaixo, o que os gaúchos chamam de “moral de cuecas”, a lição de moral de quem não tem moral para falar. 

A safadeza nossa de cada dia

 

"O que pretende fazer a respeito?"

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18 minutos que transformam

Paisagem lúgubre nas Highlands escocesas

Este foi o segundo texto da minha coluna na Vida Simples, publicado em agosto.

O abre é uma foto de Edinburgo. Para ver outras fotos deste álbum, vá no Flickr.

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“Por quê as falas do TED e dos TEDx têm apenas 18 minutos? Certa vez, o curador da conferência, Chris Anderson, respondeu que este é um tempo suficientemente longo para ser sério e curto o suficiente para prender a atenção das pessoas. Ele disse ainda que é uma duração que funciona muito bem em uma transmissão online. Hoje, temos cada vez menos tempo para dar conta de tudo que queremos ler, fazer, escrever, organizar.

A internet disponibilizou acesso e informações para um número cada vez maior de pessoas. Nossos amigos estão na rede, enviando ainda mais informações, compartilhando coisas que fazem no seu dia-a-dia. E mesmo quem não está na rede, certamente já foi convidado a entrar.

Com tanto para fazer online, raramente alguém encontra tempo ou paciência para ver um vídeo de 45 minutos ou mais na frente do computador. Mas 18 minutos, muita gente tem…

Este modelo de falas curtas do TED funciona porque a mensagem é forte e quase sempre cativante. Vale pensar nisso por um instante.  Em quantos eventos você já foi em que bocejou durante uma palestra maçante de 1 hora? E logo depois, ainda viria outra mais maçante ainda… Alguns amigos já disseram que a vantagem de uma fala do TED é o fato de que se for muito legal, 18 minutos podem até parecer pouco, mas satisfazem. Mas se for chato, vai acabar logo.

Como são mensagens bem empacotadas, com altas doses de conhecimento, quando encadeadas, as falas do TED e TEDx têm uma força avassaladora. As conferências do TED multiplicam o impacto das falas individuais. No ano passado, fui pela primeira vez a uma conferência oficial do TED, em Oxford, Inglaterra. Lá, uma das pessoas da equipe da conferência disse que o cérebro iria fritar. Foi o que aconteceu no início do terceiro dos quatro dias de palestras (cerca de 50 no total). Coisas que não fizeram sentido naqueles dias fizeram algumas semanas depois. Não tanto na seguinte, quando não consegui nem trabalhar direito.

Alguns meses depois, tomei a decisão de sair do meu emprego, ouvindo a minha intuição. Certas falas daquele evento em Oxford foram marcantes para isso: Nic Marks, Tim Jackson, Julian Assange, Sugata Mitra, John Hardy – procure estas palestra em TED.com)

Nem pouco, nem muito, 18 minutos, cada um do seu jeito, quando bem aplicados podem ser transformadores.

(Quando você estiver lendo esta coluna, já terei voltado de Edimburgo, onde acontecerá o TEDGlobal. Certamente, voltarei um pouco diferente.)”

 

 

 

 

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